Por Maira Soares, para o TechTudo


Criminosos aproveitam a Black Friday para criar sites falsos e enganar consumidores desatentos, com o objetivo de roubar dados bancários e sensíveis. Simulando a aparência de e-commerces de varejistas legítimos, os sites fraudulentos estão entre os golpes mais comuns aplicados durante a sexta-feira de promoções, que este ano acontece em 26 de novembro. Por isso, é muito importante que o usuário saiba conferir se uma loja é confiável.

Ações como verificar o domínio e a URL do site, conferir a origem da página e estar atento a detalhes como presença de selos de segurança são fundamentais na hora de atestar a confiabilidade de uma loja. O TechTudo separou oito dicas para você descobrir se um site é falso, não ser enganado e aproveitar a Black Friday 2021 com segurança.

Lista traz dicas para usuário verificar a segurança de um site antes de realizar compras — Foto: Chesnot/Getty Images

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1. Verifique o domínio e URL

O primeiro passo para saber se um site é seguro é analisar o domínio e o formato da URL. Geralmente sites falsos apresentam erros de ortografia, grande quantidade de números ou letras duplicadas em seus endereços.

Títulos com erro no nome da marca, principalmente de empresas reconhecidas, como "ameriicanas.com" ou "amazom.com.br", e com domínios pouco comuns, como ".biz" e ".net" são os indicadores mais comuns de falsificação.

2. Procure pelo cadeado HTTPS

O cadeado HTTPS atesta que determinado site é seguro. O ícone indica que as comunicações entre a página e o dispositivo do usuário estão protegidas por criptografia, o que garante segurança na troca de dados.

Lojas seguras apresentam ícone de cadeado HTTPS na barra de endereço — Foto: Reprodução/Maira Soares

Vale ressaltar que, embora essa camada de proteção seja importante, é necessário combiná-la com outras estratégias para garantir que o site é, de fato, seguro e garante a proteção do usuário na hora das compras.

3. Veja se o site contém selos de segurança

Sites que lidam com informações bancárias costumam trazer, além do cadeado HTTPs na barra de endereços, selos de segurança respeitados no rodapé da página. Certificado SSL, SiteLock, Norton Secured e McAfee estão entre os certificados confiáveis que podem constar do site.

Black Friday 2021: selos de segurança no site garantem proteção dos dados — Foto: Reprodução/Maira Soares

Caso você encontre os certificados de segurança na página acessada, clique neles para ser redirecionado para a empresa que o emitiu. Em páginas falsas, esses selos não são clicáveis.

4. Confira a idade do domínio com o WhoIs

Sabendo que datas comemorativas contribuem para aumentar o tráfego de compras virtuais, golpistas aproveitam eventos como a Black Friday para criar sites falsos e enganar consumidores. Por isso, conferir a idade do domínio é uma boa dica para saber se o site foi criado recentemente e identificar páginas fraudulentas. Por mais que novos endereços sejam criados frequentemente, a chance de criminosos utilizarem novos sites para aplicação de fraudes é grande.

Site WhoIs permite saber idade do domínio e ajuda a escapar de golpes na Black Friday 2021 — Foto: Reprodução/Maira Soares

Para conferir a idade de determinado endereço, usuários podem recorrer à ferramenta WhoIs, que também permite saber quem registrou o nome do site. Basta inserir o link da loja na plataforma para conferir se o site é autêntico.

5. Use o Posso Confiar

Outro site eficiente para checar a segurança do conteúdo visitado é o Posso Confiar (possoconfiar.com.br). A plataforma possui um banco de dados que permite verificar se determinado site configura phishing, ou seja, se é uma página falsa criada para capturar dados bancários e informações sensíveis.

Posso Confiar: plataforma analisa se site é phishing — Foto: Reprodução/Maira Soares

O site é de fácil uso. Basta acessá-lo, copiar o link suspeito da barra de endereços do navegador e colar na área designada. O Posso Confiar começará a análise e retornará dentro de alguns segundos com uma de três respostas possíveis: confirmação da legitimidade do site, indicação de que a página é fraudulenta ou resultado incerto.

6. Verifique a presença de informações obrigatórias por lei

Antes de fazer uma compra online, é essencial saber o que a legislação assegura ao comprador. O decreto nº 7.962/2013, que regulamenta o Código de Defesa do Consumidor para dispor sobre a aquisição de produtos e serviços no comércio eletrônico, afirma que todas as lojas virtuais precisam apresentar as seguintes informações:

  • CNPJ (Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica);
  • Razão Social;
  • Endereço da sede da empresa;
  • Telefone;
  • E-mail ou formulário para contato.

O texto exige ainda que os dados sejam expostos de forma clara, no topo ou rodapé da página. A ausência de alguma das informações acima caracteriza o descumprimento da lei e é um forte indício de que a loja não é confiável.

7. Examine a política de troca e devolução da loja

Promoções relâmpago com preços muito baixos são tentadoras, mas navegar com calma pelo site antes de comprar é fundamental para não cair em ciladas. Além de examinar a loja virtual em busca das informações citadas no tópico acima, é importante que os consumidores procurem pela política de troca e devolução de itens do e-commerce. Em geral, as lojas destinam uma seção específica para essas regras.

Sites sem essa especificação podem ser considerados fraudulentos. Segundo a Lei do E-commerce, o fornecedor deve oferecer os meios adequados para o exercício do direito de arrependimento pelo consumidor, garantindo a devolução de itens sem qualquer prejuízo.

8. Cheque as formas de pagamento

Lojas confiáveis disponibilizam diversas formas de pagamento e aceitam as principais bandeiras de cartão de crédito. Este, aliás, configura um dos meios mais seguros, já que permite cancelar a despesa e recorrer à operadora para fugir de prejuízos se houver problemas com a loja ou se você for vítima de um golpe.

Empresas confiáveis aceitam múltiplas bandeiras de cartão de crédito — Foto: Reprodução/Maira Soares

Justamente por isso, sites que fornecem apenas a possibilidade de pagar via transferência bancária, boleto ou Pix costumam representar um perigo ao consumidor. As transações feitas por esses meios não podem ser revertidas tão facilmente e, por isso, eles são comumente usados para a aplicação de fraudes. Em 2021, o golpe do falso pagamento liderou as fraudes no e-commerce.

Com informações de Planalto, The SSL Store, Digicert e ASecureLife

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