Segurança
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Por Thaisi Carvalho, para o TechTudo


A cada dia surgem novas e mais complexas modalidades de golpes virtuais. Algumas fraudes, porém, são comuns na Internet e aplicadas pelos criminosos há anos. Apesar de já terem sido amplamente divulgados, golpes como phishing e solicitação de dinheiro via Pix no WhatsApp seguem fazendo vítimas.

Para ajudar usuários desatentos, o TechTudo listou cinco golpes que acontecem com frequência na web. Entenda, nas próximas linhas, como funcionam as fraudes, como se proteger das ameaças e o que fazer caso você for vítima.

Lista elenca cinco golpes comuns nos quais as pessoas caem o tempo todo; veja — Foto: Divulgação

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1. Golpes de phishing

O golpe de phishing consiste em enviar mensagens falsas para induzir a vítima a fornecer dados pessoais e financeiros. Nas tentativas de fraudes, que podem ser aplicadas por e-mail, SMS ou WhatsApp, os criminosos costumam se passar por marcas famosas e anunciar produtos com descontos "imperdíveis", para que o consumidor, atraído pelos preços baixos, compre o produto e insira dados de cartão de crédito. Também é comum que os golpistas falem em nome do entidades governamentais e prometam a liberação de benefícios em troca de informações pessoais como CPF.

Tentativa de phishing utilizando mensagem falsa enviada em nome da Netflix — Foto: Reprodução/Gabriel Ribeiro

O conteúdo do phishing pode ainda simular uma ameaça de encerramento de conta, por exemplo, a fim de gerar senso de urgência para que o indivíduo tome uma ação rápida. Para se proteger desse tipo de golpe, é preciso ficar atento ao receber e-mails, SMS, links ou qualquer outro tipo de contato em nome de empresas e entidades governamentais. Confira atentamente o endereço do remetente e a URL do site e, em caso de dúvidas, procure os canais oficiais da marca ou órgão. Se suspeitar da veracidade da mensagem, não informe dados pessoais ou bancários.

2. Golpes do Pix no WhatsApp

Um dos golpes online mais famosos é o do Pix no WhatsApp. Em geral, os criminosos clonam a conta da vítima em outro celular, se passam pelo usuário invadido e pedem dinheiro aos contatos da lista. Outra forma de roubo acontece quando os golpistas pegam fotos da vítima nas redes sociais e enviam, de outro celular, mensagens para os amigos do usuário afirmando que este precisou trocar de número. O objetivo é que o contato substitua o número da vítima pelo dos criminosos para que eles possam enviar mensagens pedindo dinheiro.

Criminosos se passam pelas vítimas no WhatsApp e solicitam dinheiro via Pix — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

A principal dica para não cair no golpe é ligar para a pessoa em questão para confirmar a veracidade da história. Se ela não atender ou bloquear você, certamente se trata de um golpe. Indivíduos que caírem na fraude devem entrar em contato com o banco o mais rápido possível para tentar fazer um bloqueio preventivo – o que deixa o dinheiro retido por 72 horas. Assim, as instituições poderão agir para congelar ou cancelar a chave Pix fraudulenta. Além disso, a vítima deve registrar um boletim de ocorrência, seja de forma presencial ou online.

3. Anúncio de Ray-Ban

Os anúncios falsos com descontos exorbitantes da marca Ray-Ban são mais uma armadilha para atrair consumidores e roubar dados sigilosos. O golpe, que ganhou força no Instagram, consiste em oferecer óculos da marca por um preço muito abaixo do de mercado e fornecer um site fraudulento para realizar a compra. A promoção falsa é feita sem autorização no perfil de um usuário que teve suas credenciais roubadas em um golpe de phishing.

Publicação enganosa com promoção de óculos Ray-Ban no Instagram — Foto: Nicolly Vimercate/TechTudo

Assim como em outros golpes, a dica para se proteger é desconfiar de descontos grandes e buscar o contato oficial da empresa para se certificar de que a promoção realmente existe. Quanto à segurança da conta no Instagram, atitudes como utilizar senhas complexas, que misturem caracteres especiais e letras maiúsculas e minúsculas, não conceder acesso a aplicativos de terceiros e ativar a verificação em duas etapas ajudam a prevenir invasões.

4. Golpe da venda de produtos usados

Também utilizando phishing, criminosos invadem perfis verdadeiros no Instagram e publicam, nos Stories da rede social, eletrodomésticos e móveis usados em bom estado por preços muito baixos. Aos interessados em adquirir os itens, os golpistas afirmam que os vendedores – geralmente amigos ou vizinhos – estão de mudança e precisam se desfazer dos bens. Para reservar o produto, as vítimas transferem um sinal para os golpistas via Pix. Após a conclusão da transação, os fraudadores cortam o contato.

Instagram serve como ferramenta para golpe de venda de produtos usados — Foto: Solen Feyissa/Unsplash

Para não ser vítima da fraude, entre em contato com a pessoa que diz estar vendendo os produtos por outros canais (WhatsApp ou Facebook, por exemplo) e confirme se o anúncio é verdadeiro. Veja também qual é o nome que consta da chave Pix – se for de terceiros, provavelmente é um golpe. Caso caia na armadilha, notifique sua instituição financeira para tentar o estorno do valor e informe aos seus contatos que o perfil da pessoa em questão foi hackeado.

5. Golpe da compra falsa

Responsável por 32% das fraudes no comércio eletrônico em 2021, o golpe da compra falsa, também chamado de golpe do falso pagamento, atinge anunciantes de sites de vendas como OLX e Mercado Livre. Nesta fraude, golpistas criam um falso comprovante de depósito com os dados da vítima e o enviam por e-mail ou aplicativo de mensagem, fazendo a pessoa acreditar que o valor já foi depositado. O vendedor, então, acaba despachando o produto. Quando a vítima percebe que foi enganada, o fraudador já está com a mercadoria e deixa de responder as mensagens.

Golpe do falso pagamento acontece na OLX e em outras plataformas de e-commerce — Foto: Caroline Parreiras/TechTudo

Para escapar da nova versão do golpe do envelope vazio, o anunciante deve entregar o produto apenas após receber o dinheiro na conta bancária. Recomenda-se também negociar somente pelo chat da própria plataforma e evitar o uso de apps de mensagens. Vale ressaltar, por fim, que é importante verificar o domínio do e-mail e desconfiar de mensagens que dizem ser comunicados oficiais de empresas.

Com informações de Valor Investe (1 e 2), Kaspersky e Extra

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