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Por Juliana Campos, para o TechTudo


Com a popularização do hábito de comprar online, cresceu o número de fraudes em cartões de crédito. Dados da Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor (Senacon) mostram que as reclamações de cobranças ou saques não reconhecidos aumentaram 111,8% de março a julho de 2020, comparadas ao mesmo período de 2019. Para aproveitar promoções online de forma segura, os consumidores precisam tomar certos cuidados e prestar atenção a hábitos que, embora comuns, comprometem a segurança das informações bancárias.

Salvar dados de cartão de crédito nos sites e fazer compras conectado a redes Wi-Fi públicas são exemplos de atitudes corriqueiras que contribuem para esse cenário. O TechTudo listou, nas próximas linhas, seis erros comuns ao usar o cartão de crédito na Internet. Entenda como eles afetam a segurança dos seus dados e descubra como evitá-los.

Lista mostra erros comuns cometidos pelos consumidores em compras online — Foto: Unsplash

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1. Salvar os dados de compra nos sites

Um dos principais erros ao fazer compras online é permitir que os sites salvem os dados do cartão de crédito. Essa possibilidade é oferecida por navegadores e e-commerces, e tem o objetivo de facilitar futuras aquisições. A praticidade, no entanto, pode custar caro. Ao armazenarem seus dados bancários no browser ou loja virtual, os consumidores estão expostos a riscos como vazamento de informações e débitos indevidos.

Salvar os dados para futuras compras na Internet pode oferecer riscos aos consumidores — Foto: Paul Felberbauer/Unsplash

2. Fazer compras conectado a redes Wi-Fi públicas

É comum aproveitar redes Wi-Fi públicas para enviar mensagens, responder e-mails e conferir redes sociais. Em se tratando de compras online, porém, o uso desse meio de acesso à Internet não é aconselhável. Isso porque as conexões públicas são mais suscetíveis a invasões, o que favorece a interceptação dos dados bancários do consumidor.

Hackers podem roubar dados trocados via redes Wi-Fi públicas — Foto: Reprodução/Juliana Campos

Além disso, há redes Wi-Fi públicas criadas por hackers com o objetivo de disseminar malwares, os quais se instalam no dispositivo do usuário no ato do acesso. Caso o consumidor não possua antivírus em seu computador ou smartphone, pode ser vítima de invasores. Sendo assim, recomenda-se a utilização de conexões sem fio privadas ou dos dados móveis do celular para fazer compras na Internet.

3. Comprar em sites não seguros

Outro erro bastante frequente na utilização de cartões de crédito online é comprar em sites não confiáveis. Antes de adquirir algum produto, é importante se cercar de cuidados como consultar o CNPJ do estabelecimento no site da Receita Federal, conferir a reputação da empresa no Reclame Aqui e ver se o e-commerce consta da lista de lojas a evitar do Procon-SP.

Selos de segurança garantem maior proteção dos dados — Foto: Reprodução/Maira Soares

Além disso, ao navegar pelo site, verifique se este apresenta selos de segurança — em geral disponíveis no rodapé da página — e cadeado HTTPS na barra de endereços. Para adicionar os certificados de segurança à página, a empresa precisa entrar em contato com instituições certificadoras especializadas no setor do produto comercializado. O cadeado HTTPS, por sua vez, indica que a transmissão de dados entre o dispositivo e o servidor é criptografada, o que dificulta a interceptação de informações.

4. Informar a senha do cartão

Para comprar um produto com cartão de crédito, os e-commerces solicitam os dados que constam do plástico. É preciso fornecer o número do cartão, nome do titular, data de expiração e código de segurança (CVV). Há lojas virtuais que pedem também o CPF do comprador, mas nenhum estabelecimento legítimo solicita a inserção da senha do cartão. Se o site pedir o código, não o informe e cancele a transação, pois provavelmente se trata de um golpe.

Informações como nome do titular do cartão, número, CVV e data de vencimento são solicitadas por e-commerces — Foto: Reprodução/Juliana Campos

5. Comprar a partir de links enviados via WhatsApp

Por facilitar o compartilhamento de mensagens em massa, o WhatsApp tornou-se um grande canal de propagação de phishing, golpe virtual que consiste em enganar usuários para que compartilhem informações pessoais e bancárias. É comum receber, seja em grupos ou conversas privadas do aplicativo, mensagens com links para promoções tentadoras. Os sites compartilhados, no entanto, são falsos e foram criados com o objetivo de capturar os dados de cartão de crédito da vítima.

Golpes de phishing no WhatsApp são frequentes — Foto: Rubens Achilles/TechTudo

O Boticário, Nike, Cacau Show e McDonald's são exemplos de marcas legítimas que foram usadas como isca para golpes de phishing aplicados no WhatsApp. Justamente por isso, é importante prestar atenção à URL do link compartilhado: embora as páginas falsas repliquem o visual de e-commerces legítimos, elas não têm a mesma URL do site original. Em geral, o endereço falso apresenta erros de ortografia e domínios poucos usuais, como .biz.

A recomendação, portanto, é não clicar em links de promoções compartilhados via WhatsApp, mesmo que tenham sido enviados por uma pessoa de confiança. Para fazer compras online seguras e não comprometer os dados do seu cartão de crédito, busque pela loja no Google ou digite o endereço do site diretamente na barra de endereços do navegador.

6. Não usar um serviço de pagamento online quando possível

Uma forma eficaz de garantir a segurança das compras com cartão de crédito pela Internet é optar por serviços de pagamento online, como o PayPal. A principal vantagem da utilização desse sistema é a possibilidade de realizar pagamentos sem que haja necessidade de inserir o número do cartão de crédito, a data de vencimento e o CVV. No caso do PayPal, essa opção está disponível para correntistas dos bancos HSBC, Itaú e Santander Citibank.

Serviços de pagamento online facilitam compras e oferecem maior segurança — Foto: Divulgação/Paypal

Com informações de Kaspersky, New York Times, The Ascent, Canstar e PayPal

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