Atletas

Por Gabriela Rodrigues, para o TechTudo


Nomes como Maria Fogueta, caster de League Of Legends, e Maah Lopez, streamer de Free Fire, são destaques no universo dos esportes eletrônicos. Elas, assim como outras profissionais, lutam contra o machismo e o preconceito, e construíram carreiras de sucesso nos esports. Para celebrar o Dia da Mulher, o TechTudo preparou uma lista de jogadoras profissionais, streamers e narradoras que fazem parte dessa nova geração e chamam a atenção nos jogos.

As histórias de cada uma dessas personagens inspira jogadoras e espectadoras pela representatividade. Elas são exemplo de que o cenário de esportes eletrônicos é sim lugar para as mulheres ocuparem e se tornarem protagonistas.

Maria Fogueta é a primeira mulher a narrar partidas no CBLOL — Foto: Reprodução/Facebook

Maria Fogueta

Com apenas 24 anos e talento de sobra, Maria Julia Junqueira, mais conhecida como Maria Fogueta, foi a primeira mulher a narrar um Campeonato Brasileiro de League Of Legends (CBLOL). Ela também uma das poucas no mundo a ser caster do jogo. Foi através da faculdade de audiovisual que conheceu o "Brasileirão" de LOL e ficou intrigada com o sistema. Ela então estudou mais sobre o jogo e criou um canal próprio. Após ficar desempregada na pandemia, se jogou de cabeça no mundo das transmissões na Twitch.

Sua estreia como caster foi no Brasil Prime Cup, em 2020. Não demorou para a jovem deslanchar na cena competitiva e fazer parte da equipe Riot Games, à frente nas partidas do CBLOL e CBLOL Academy.

Ariel "Ari" Lino

Ariel "Ari" Lino é mid laner na Netshoes Academy — Foto: Reprodução/Twitter

Ariel "Ari" Lino é atleta profissional de League of Legends e ocupa a posição de mid laner da Netshoes Miners Academy. Em 2021, conquistou espaço e virou um dos nomes de destaque no competitivo. Ari é mulher trans e utiliza do Twitter para trocar experiências com os seguidores.

A pro player foi uma das seis mulheres inscritas no Campeonato Brasileiro de League of Legends Academy (CBLOL Academy) no ano passado, e recebeu bastante apoio da comunidade quando a novidade foi anunciada. A equipe teve um bom desempenho no segundo split e conquistou o 8º lugar na disputa.

Bruna "Bizinha" Marvila

Bruna "Bizinha" Marvila foi eleita no ano passado como a segunda melhor jogadora brasileira pelo DRAFT — Foto: Reprodução/Facebook

Bruna "Bizinha" Marvila é uma jogadora profissional de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), que atualmente faz parte da MIBRTeam. Com 23 anos, a gamer já exibe um currículo de peso. Sua carreira iniciou cedo quando entrou no circuito competitivo definitivamente com apenas 16 anos, quando CS:GO foi lançado. A primeira grande organização de que fez parte foi a Team oNe RED, mas foi jogando pela equipe Innova Pink que se consagrou campeã da Brasil Game Cup SP, em 2017.

Dentre vários títulos, foi classificada como a 2ª melhor jogadora feminina em 2021 no Brasil pelo DRAFT5. Ela também foi eleita pelo público a melhor jogadora de 2021 do Brasil no Gamers Club Awards.

Natália "Daiki" Vilela

Natalia "Daiki" Vilela venceu duas categorias do Prêmio Esports Brasil em 2021 — Foto: Reprodução/Twitter

Natália "Daiki" Vilela é a atleta mais nova da lista. Com apenas 17 anos, já ocupa uma posição na Team Liquid Brazil. Em 2021, foi classificada a 3º melhor jogadora do Brasil pela VALORANT Zone. Isso porque a player teve um ótimo desempenho na equipe da Gamelanders Purple no ano passado. Sua popularidade nas redes só aumenta e atualmente já conta com mais de 30 mil seguidores no Instagram.

Ainda em 2021, fez história ao ser a primeira atleta a vencer duas categorias no Prêmio Esports Brasil, evento considerado o Oscar dos esportes eletrônicos. Os prêmios foram Revelação Feminina e Melhor Atleta Feminina, desbancando Bizinha, uma das players mais reconhecidas no competitivo de CS:GO brasileiro e uma das referências de Daiki.

Elizabeth "Liz" Sousa

Elizabeth "Liz" Sousa tem mais de 500 mil seguidores nas redes e transmite conteúdos de League of Legends — Foto: Reprodução/Facebook

Elizabeth "Liz" Sousa é jogadora de League of Legends e atualmente streamer contratada pela LOUD. A jovem já havia sido destaque no meio gamer após vencer mais de dez campeonatos amadores seguidos. Com quase 500 mil seguidores no Instagram, 67 mil no Twitter e 55 mil inscritos na Twitch, a influenciadora também considera importante trazer informação e debates construtivos para seu público, em busca de tornar o cenário um ambiente menos hostil às mulheres.

Maah Lopez

Maah Lopez é uma das primeiras mulheres negras a conquistar espaço no cenário de esportes eletrônicos brasileiro — Foto: Reprodução/Instagram

Com mais de 90 mil seguidores no Instagram, a apresentadora e comentarista de esports Maah Lopez teve uma estreia curiosa no mundo das transmissões. Em 2019, ela começou a jogar Free Fire e a transmitir partidas apenas para se distrair dos problemas. Poucos meses depois, recebeu o convite do Facebook para se tornar streamer, virando a primeira mulher negra contratada pela empresa no Brasil.

Com tom descontraído e muito bem informada, Maah Lopez já fez participações no Campeonato do Alok, na Série B da Liga Brasileira de Free Fire, e até recentemente era caster da Série A da LBFF. Com 25 anos e um currículo que chama atenção, ela luta por mais representatividade negra no cenário e pela causa LGBTI+.

Sher "Transcurecer" Machado

Sher "Transcurecer" Machado é streamer da INTZ e luta por diversas causas sociais. — Foto: Reprodução/Twitter

Do Valorant ao League of Legends, Sher “Transcurecer” Machado é destaque tanto para jogar ou criar conteúdo. Por conta disso, foi contratada em 2021 como streamer oficial de um dos maiores times do cenário competitivo, o INTZ, sendo a primeira mulher trans da equipe. Na Twitch, quase 10 mil pessoas acompanham a jogadora, enquanto no Instagram e no Twitter os números chegam a cerca de 17 mil, respectivamente.

Além de ser apaixonada pelo mundo dos jogos, Sher também é engajada em causas sociais e ocupa cargos importantes em organizações voltadas para o público trans. Seu papel com influencer busca garantir a diversidade e a transformação da comunidade gamer em um ambiente menos tóxico e mais inclusivo.

Bárbara "Jime" Prado

Bárbara "Jime" Prado é atiradora pela Red Canids e revelou recentemente ter sido alvo de machismo nas redes — Foto: Reprodução/Twitter

Atualmente ocupando a posição de atiradora na Red Canids Academy, Bárbara "Jime" Prado iniciou sua carreira através do competitivo universitário, em 2017. No entanto, as oportunidades começaram a surgir após vencer o GIRLGAMER Esports Festival da América do Sul, em São Paulo, pelo time Gatos de Juliette. Ela foi contratada pelo Innova Team para competir na final do GIRLGAMES Esports Festivai Dubai, alcançando o terceiro lugar geral. Jime também foi campeã da segunda temporada do ULT, reality show de League of Legends.

Em uma de suas streams na Twitch, a jovem já desabafou sobre machismo e os comentários maldosos que recebe por ser uma pro player mulher, levando a discussão para seus seguidores.

Gabriela "Harumi" Silvério

Gabriela "Harumi" Silvério é destaque no cenário competitivo de LOL e teve uma estreia marcante em campeonatos oficiais — Foto: Reprodução/Twitter

Gabriela "Harumi" Silvério é pro player de League of Legends, atuando como suporte da Rensga Esports Academy. Sua estreia no competitivo em 2020 foi marcada por ser a primeira mulher a participar de um torneio oficial da Riot Games no Brasil.

A novidade causou comoção nas redes sociais antes mesmo da partida contra a Falkol Esports começar. Internautas subiram a hashtag #GOHARUMI em incentivo à player e até personalidades como o jogador FalleN, Marina Leite (CEO da PRG) e Rafaela Tomasi (repórter e apresentadora da Riot Games) declararam apoio à novata.

Olga "Olga" Rodrigues

Olga "Olga" Rodrigues foi a primeira mulher trans brasileira a se tornar jogadora profissional — Foto: Reprodução/Facebook

Olga "Olga" Rodrigues é atleta profissional de Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO) e joga há mais de 15 anos. Atualmente, representa o FURIA Esports Female e já fez parte da equipe feminina da Black Dragons. Ela é a primeira jogadora trans a se tornar profissional no Brasil, e enfrentou preconceito e dificuldades financeiras ao longo da carreira. Dentre as conquistas no cenário, foi classificada como a 5ª melhor jogadora do Brasil pelo DRAFT5.

Muito carismática nas redes sociais, ela é uma das grandes vozes que luta contra a LGBTfobia nos esports. Antes de se tornar referência nos jogos eletrônicos, ela trabalhou com malabarismo em festas e semáforos. O dinheiro ganho foi importante para complementar sua renda e continuar o sonho de ingressar no cenário competitivo de games.

Com informações de LOUD, Twitter, Instagram, FURIA, Red Canids, INTZ

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