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Por TechTudo


Os NFTs funcionam como uma espécie de certificado que torna qualquer item digital único no mundo. Esses tokens não fungíveis são estabelecidos via blockchain, o que garante sua exclusividade e autenticidade. Embora exista desde 2014, a tecnologia virou assunto no último ano, após diversos usuários gastarem milhões para comprar esse tipo de ativo na Internet.

Mas não são só os valores altíssimos pagos em NFTs que vêm gerando controvérsia. A tecnologia foi usada em golpes e já chegou a gerar um prejuízo milionário após a venda de um token pelo preço errado. Além disso, há quem tenha virado piada na internet por comprar um tênis digital. A seguir, conheça sete polêmicas envolvendo uso e compra de NFTs.

Suposto artista vende peça de NFT falsa e some com dinheiro de investidores; veja outras polêmicas envolvendo a tecnologia — Foto: Reprodução/Twitter @IconicsSol

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1. Influencer compra tênis em NFT e vira piada na Internet

Em novembro de 2021, o influenciador Gui Oliveira chamou atenção na Internet ao aparecer usando o "primeiro sneaker digital do Brasil". Na foto postada em suas redes sociais, o tiktoker calça um tênis flamejante, com um efeito como se estivesse soltando chamas. A peça foi produzida em NFT pela DeFash, um marketplace de moda digital, e foi inserida digitalmente na imagem. Além da montagem, Gui também recebeu o certificado de compra no blockchain, garantindo a exclusividade do NFT.

O caso repercutiu somente em janeiro deste ano e virou meme entre os internautas, que criticaram a compra de um item digital. Entre os comentários, há quem diga que consegue fazer a mesma montagem em aplicativos como Canva e Picsart. Diante da repercussão, Gui Oliveira explicou que é um colecionador de tênis e gostou da iniciativa da empresa de produzir itens de vestuário digitais.

O tênis flamejante da DeFash ficou disponível no site da marca até o início de janeiro. Atualmente, como o produto está esgotado, não é mais possível ver o preço, mas as peças produzidas pela empresa custam a partir de R$ 77.

2. Golpista vende NFT falso de Bansky por R$ 1,7 milhão

Outra situação envolvendo NFTs que causou polêmica foi a compra de uma peça falsa do artista britânico Banksy por 244 mil libras, cerca de R$ 1,7 milhão, em agosto de 2021. A vítima do golpe foi um inglês de 30 anos que coleciona obras de arte. O homem disse ter chegado ao leilão por meio do site oficial de Banksy, mas acredita que a página tenha sido hackeada por golpistas. A equipe do artista afirmou ao site BBC que ele nunca registrou nenhum NFT.

Suposto NFT de Banksy vendido por cerca de R$ 1,7 milhão — Foto: Foto: Reprodução/Pranksy/Opensea

O caso ainda teve uma reviravolta, porque o golpista devolveu de forma inesperada o dinheiro pago no NFT falso. O colecionador acredita que a repercussão do golpe pode ter assustado o criminoso, que só não devolveu a taxa de transação de 5 mil libras.

3. Coleção de NFTs representa escravos negros

Outra polêmica no universo dos tokens não fungíveis aconteceu em fevereiro deste ano, com o projeto Meta Slave, que foi acusado de racismo. A coleção, cujo nome pode ser traduzido para "Meta Escravos", trazia apenas imagens de pessoas negras. Ao todo, o projeto incluía 1.865 NFTs, em referência ao ano de abolição da escravidão nos Estados Unidos. A primeira imagem era uma foto de George Floyd, homem negro que foi vítima de racismo e brutalmente assassinado por um policial em 2020, nos Estados Unidos.

Meta Slave foi uma coleção de fotos em NFT que gerou polêmica por representar escravos negros — Foto: Reprodução/Twitter @MetaSlaveNFT

A repercussão foi totalmente negativa, visto que a coleção de NFTs tenta lucrar com a imagem de pessoas negras e um título que faz referência à palavra "escravo". Após os comentários, a empresa tentou se justificar dizendo que buscava representar que "todos somos escravos de alguma coisa” e que outras coleções seriam lançadas no futuro, como branca e asiática. O projeto, entretanto, não foi encerrado e apenas mudou de nome para Meta Human ("Meta Humanos", em português).

4. NFT vendido pelo preço errado gera prejuízo de milhões

Imagine vender um NFT de R$ 1,7 milhão por apenas R$ 17 mil. Foi isso que aconteceu em dezembro de 2021, após um erro de digitação na listagem de uma arte digital da série Bored Ape Yacht Club. O proprietário do desenho de macaco pretendia listar a peça por 75 ethereum, criptomoeda usada em negociações de NFT, mas acabou digitando 0,75 ETH.

Obra Bored Ape número 3.547 foi vendida por um preço muito abaixo do seu valor após erro de digitação — Foto: Reprodução/OpenSea

Apesar de perceber o erro imediatamente, a compra já havia sido concluída por um bot. A conta automatizada pagou uma taxa altíssima para garantir a compra de forma instantânea e, posteriormente, colocou a peça à venda de novo por quase US$ 250 mil.

5. Jovem apresenta projeto NFT e some com dinheiro investido por usuários

Em setembro de 2021, um suposto artista digital de 17 anos apresentou um projeto de NFT chamado "Iconics". Segundo o autor, o objetivo era entregar arte de qualidade, e a coleção teria 8.000 peças. Ele chegou a exibir algumas em seu canal do Discord e realizou uma pré-venda de 2 mil NFTs, vendidos por 0,5 solanas, outra criptomoeda usada nessas negociações.

Uma das peças em NFT supostamente vendidas pelo projeto "Iconics" — Foto: Reprodução/Twitter @IconicsSol

Entretanto, em vez de receberem a obra de arte, todos os compradores ganharam uma coleção aleatória de emojis. Com a venda das obras falsas, acredita-se que o golpista tenha arrecadado o equivalente a US$ 138 mil. Após o episódio, o jovem deletou suas redes sociais e sumiu com o dinheiro investido.

6. NFTs de Ozzy Osbourne facilitam golpe que roubou fãs do cantor

Em dezembro de 2021, o cantor Ozzy Osbourne anunciou uma coleção de NFTs inspirados no episódio em que ele mordeu um morcego vivo no palco. O projeto CryptoBatz tinha 9.666 morcegos e foi disponibilizado em janeiro deste ano. Até aí estava tudo certo, mas o problema aconteceu com o link usado para direcionar os clientes para a plataforma Discord, muito utilizada para a distribuição digital de NFTs.

Coleção de NFTs de Ozzy Osbourne relembra episódio envolvendo morcegos em 1982 — Foto: Reprodução/CryptoBatz

Inicialmente, a equipe da CryptoBatz havia divulgado um link para o Discord em suas redes sociais, mas mudou a URL depois. Criminosos, então, aproveitaram o primeiro endereço para criar um servidor falso na plataforma. Para acessar a comunidade, os usuários deveriam verificar seus ativos criptográficos e, desta forma, os criminosos tiveram acesso aos dados das carteiras das vítimas. Segundo o site The Verge, o golpe pode ter feito cerca de 1.300 vítimas, e há quem teve todo o dinheiro da carteira drenado.

7. Plataformas de NFTs musicais comercializa conteúdos sem direitos autorais

Outra polêmica relacionada ao uso de tokens não fungíveis aconteceu em fevereiro deste ano, quando o site HitPiece vendeu NFTs de músicas sem ter autorização para isso. A plataforma comercializava músicas de videogames, da Disney e de cantores famosos, como Britney Spears e BTS. No entanto, foi alvo de reclamações por parte dos artistas nas redes sociais.

Site HitPiece vendia NFTs musicais sem autorização — Foto: Reprodução/HitPiece

Segundo os autores, o site não tinha direitos sobre os trabalhos, nem permissão para vendê-los. A plataforma se defendeu dizendo que pagava os artistas sempre que um produto era vendido. Entretanto, após a polêmica, o negócio parece ter dado uma pausa. O HitPiece agora exibe apenas a mensagem "We started the conversation and we're listening", que significa "Começamos a conversa e estamos ouvindo", em português.

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