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Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Os remakes de games clássicos estão em alta, trazendo títulos como Final Fantasy VII, Crash Bandicoot N. Sane Trilogy, Resident Evil 2 e 3. Esses jogos, criados entre os anos 1990 e 2000, mexem com a nostalgia do público e foram refeitos pensando nas melhorias de hardware mais recentes. Mas, além desses, diversos outros títulos poderiam ganhar suas versões atualizadas para consoles como PlayStation 4 (PS4), PlayStation 5 (PS5), Xbox One, Xbox Series X/S e Nintendo Switch.

Dino Crisis, Bloodborne e Bully são alguns exemplos de games que despertam a saudade dos fãs e que mereciam remakes. Pensando nisso, o TechTudo reuniu 10 títulos nostálgicos que poderiam ganhar versões atualizadas para os consoles mais recentes.

Dino Crisis é um dos remakes mais aguardados pelo público — Foto: Reprodução/ares12

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The Legend of Zelda: Ocarina of Time foi um enorme sucesso no Nintendo 64 — Foto: Divulgação/Nintendo

Clássico do Nintendo 64, The Legend of Zelda: Ocarina of Time marcou época por trazer gráficos 3D pela primeira vez na histórica série de RPGs da Nintendo. Com ambientes maiores para serem explorados, quebra-cabeças que tiravam proveito das três dimensões e narrativa envolvente, Ocarina of Time é um dos lançamentos mais queridos dos fãs da série até hoje. Segundo a Nintendo, o jogo soma mais de 7,6 milhões de cópias comercializadas.

Lançado em 1998, o game apresenta limitações da época, sobretudo nos controles, e até ganhou uma edição remasterizada para rodar no Nintendo 3DS . Como novos games da série, como The Legend of Zelda: Breath of the Wild, fazem enorme sucesso, é improvável que a Nintendo tenha interesse em resgatar o clássico de 1998 no futuro. Além do Nintendo 64 e do 3DS, o título foi parte da linha de títulos do console virtual do Wii e está disponível para Nintendo Switch via retrocompatibilidade.

2. Black

Black marcou época com ação cinematográfica e gráficos caprichados para a época — Foto: Divulgação/EA

Lançado em 2006 para Xbox e PlayStation 2, Black é um jogo de tiro em primeira pessoa que marcou época pela pegada cinematográfica, jogabilidade caprichada e cenários com elementos que podiam ser destruídos durante o combate. Elogiado também pelo capricho no áudio, um remaster do jogo é pedido por muitos fãs do gênero e seria muito bem recebido nas plataformas atuais.

Intenções de continuar a série sempre existiram, mas atritos entre desenvolvedores e a EA, responsável pela distribuição do game, acabaram matando a franquia. Uma continuação extraoficial chamada Bodycount, para PlayStation 3 e Xbox 360, foi lançada em 2011, mas não fez tanto sucesso. Por isso, a possibilidade de que a EA resgate a série e refaça Black parece remota em cenário de mercado de games de tiro em primeira pessoa repleto de opções.

3. Resident Evil – Code: Veronica

Resident Evil – Code: Veronica X é uma adaptação direta do clássico para PS3 e PS4 — Foto: Divulgação/Capcom

Ao contrário de Ocarina of Time e Black, a chance de ver um remake the RE: Code Veronica não é pequena: a Capcom tem refeito os games antigos da série Resident Evil, mesmo que lentamente. Os remakes têm feito grande sucesso, já que eles trazem apresentação gráfica aprimorada e gameplay refeita. Entretanto, até o momento, não há nada confirmado a respeito de Code: Veronica. Talvez o título, visto como um sucesso menor da franquia, acabe perdendo espaço para lançamentos mais populares da série, como Resident Evil 4, por exemplo, que é amplamente aguardado pelos fãs.

Lançado originalmente em 2000 para Dreamcast e depois disponível em GameCube e PS2, RE Code: Veronica foi inicialmente desenvolvido como o terceiro jogo da série para o Sega Saturno. As limitações técnicas da plataforma adiaram o projeto, que acabaria disponível apenas com a chegada do Dreamcast. Code: Veronica marcou época por ser o primeiro Resident Evil realmente em 3D e ganhou remasterizações para Xbox 360, PlayStation 3 e PlayStation 4.

Conhecido como "Resident Evil com dinossauros", Dino Crisis é um querido sucesso dos tempos do PSOne — Foto: Reprodução/YouTube

Clássico da Capcom, Dino Crisis chegou em 1999 com versões para PlayStation, Dreamcast e PCs e vinha com uma premissa simples: trazer a gameplay de sobrevivência e ação típica da série Resident Evil, mas com dinossauros no lugar dos zumbis. A mistura deu certo e o jogo foi um enorme sucesso, somando mais de 2,4 milhões de cópias vendidas só no PSOne, marca expressiva, principalmente ao levar em conta o tamanho do mercado de games na época.

A Capcom tentou continuar a série com games para PS2 e Xbox, mas eles não atingiram o mesmo sucesso do primeiro jogo, o que comprometeu a sobrevida da série no longo prazo. Por enquanto, Dino Crisis está confinado aos limites das plataformas em que foi originalmente lançado e não há nenhuma informação a respeito de um remake até o momento, apesar do apelo dos fãs.

4. Metal Gear Solid 3: Snake Eater

MGS3 tem remasters, mas nada de remake confirmado — Foto: Divulgação/Konami

Lançado originalmente para PlayStation 2 em 2004 – mas com edições em várias plataformas – Metal Gear Solid 3 é um prólogo para toda a série e um dos grandes sucessos de Hideo Kojima. O game investe em gameplay de furtividade bastante sofisticado para a época, narra uma história complexa e cheia de personagens exóticos. Além disso, o jogo traz elementos típicos da série, como a quebra da quarta parede enquanto mecanismo de humor, por exemplo.

Até 2010, foram 4 milhões de cópias vendidas e um enorme sucesso de público e crítica. Com todo esse sucesso, a expectativa em torno de remakes do jogo é natural por parte do público. Entretanto, a Konami tem focado menos em games do gênero e a própria ausência de Kojima poderia implicar em resistência por parte de fãs, que temem que a ausência do produtor pode acabar abrindo espaço para alterações que descaracterizem o game original.

Bully chegou a ser proibido no Brasil por conta de sua temática — Foto: Divulgação/Rockstar

Sucesso histórico da Rockstar, Bully apareceu em 2006 para PlayStation 2 e marcou época: polêmico, o jogo chegou a ser proibido no Brasil por conta da temática centrada em bullying dentro de uma escola. No game, a Rockstar trocou a ação caótica de GTA por uma gameplay de ação dentro de um colégio e de sua vizinhança. Como Jimmy Hopkins, o jogador precisa se relacionar com colegas, com os valentões e podia explorar o mapa em busca de novas missões.

Expectativas sobre o retorno da série, seja num remake ou em um novo título, sempre existiram, mas não há nada confirmado nesse sentido até o momento. A Rockstar tende a apostar em remasterizações de seus games antigos e é incerto até que ponto haveria interesse no estúdio em um remake do clássico. Bully já tem uma remasterização e as edições de Windows e Xbox 360 chegaram com mais conteúdo e gráficos aprimorados. Também é possível jogar o game no PS4 e PS5.

6. The Elder Scrolls IV: Oblivion

Oblivion é um RPG clássico que, se não tem remake oficial, ao menos conta com uma infinidade de mods — Foto: Divulgação/Bethesda

Quarto capítulo da série de RPGs da Bethesda, Oblivion chegou em 2006 com edições para Xbox 360, PCs e PS3. Antecessor de Skyrim, Oblivion tem um design com traços mais tradicionais de RPGs. Assim como os demais da série, o game tem um mundo aberto com ambientação medieval e história complexa, cheia de quests e percursos que podem ser influenciados pelas ações do jogador.

Remakes não são um forte da Bethesda e parece improvável que um projeto oficial atualize o game para novas plataformas. Entretanto, assim como outros Elder Scrolls, o jogo conta com uma comunidade de fãs muito ativa e existem mods extremamente sofisticados para a versão PC. Alguns atualizam bastante os gráficos, outros trazem melhorias na gameplay e mais história. Há até um projeto de remake tocado por fãs, conhecido como Skyblivion.

7. Donkey Kong 64

Donkey Kong 64 trouxe o macaco pela primeira vez em 3D e pela última vez pelas mãos da Rare — Foto: Reprodução/Destructoid

Donkey Kong 64 foi o primeiro game 3D da série, assim como Mario 64 e o já mencionado The Legend of Zelda: Ocarina of Time foram para suas respectivas franquias. O título repetiu o sucesso dos outros exclusivos quando foi lançado em 1999, atingindo a marca de milhões de cópias vendidas e ganhando espaço não apenas entre os melhores do Nintendo 64, mas também de todos os tempos.

Assim como acontece com Ocarina of Time, a chance de a Nintendo reconstruir o clássico é pequena, sendo muito mais provável que a série ganhe novas continuações. Ainda indisponível para Switch, o game teve versão compatível com o virtual console do Wii U.

9. The Witcher e The Witcher 2: Assassins of Kings

The Witcher e The Witcher 2 (foto) foram "redescobertos" apenas com o sucesso de The Witcher 3 — Foto: Divulgação/Steam

The Witcher (2007) e The Witcher 2 (2011) foram RPGs bem recebidos pela crítica, mas que não fizeram o mesmo sucesso de The Witcher 3 quando lançados. Originalmente, o primeiro game chegou apenas para computadores, enquanto a sequência teria versões para PCs e Xbox 360. A exclusividade pode ter comprometido a difusão dos dois jogos, que só seriam realmente apreciados com o sucesso de The Witcher 3: Wild Hunt em 2015.

Rumores acerca de eventuais atualizações dos dois games surgem de tempos em tempos: o mais recente deles tem relação com o desejo dos fãs em ver o primeiro título da franquia em novos consoles e PCs. A rigor, não há uma posição oficial da CD Projekt Red a respeito do projeto. Em todo caso, o sonho parece distante, considerando atrasos na remasterização de The Witcher 3 para PS5 e os novos Xbox Series X/S, bem como o anúncio de The Witcher 4.

Para muitos fãs, Bloodborne é o melhor game da From Software — Foto: Reprodução/PlayStation Blog

Produção exclusiva da From Software para PS4, Bloodborne é o mais recente da lista. Aplicando estilo de RPGs de ação e combate que a produtora tornou famosa em Dark Souls, Bloodborne é, para muitos, o melhor jogo do chamado gênero soulsborne: mecânicas, progressão, nível de dificuldade, combate, história e atmosfera são trunfos do título restrito a consoles PlayStation.

Bloodborne não está assim tão defasado e um remaster mais simples, que o levasse a 60 FPS no PS5, por exemplo, já seria muito bem recebido por fãs. Outro fator positivo em torno da possibilidade de curtir o game em outras plataformas é a recente política da Sony de lançar seus games também para PCs. Caso Bloodborne seja lançado para computadores, é possível que o título chegue com algumas correções e abra espaço para que mods realizem alterações mais incisivas para aprimorar gráficos e jogabilidade.

Com informações de GameRant (1, 2 e 3), The Gamer, ScreenRant, GamingBible e EarlyGame

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