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Por Juliana Campos (colaboração) e Ana Letícia Loubak, para o TechTudo


Ao navegar pela Internet, as pessoas deixam uma série de rastros online e informações sobre si. Isso porque elas utilizam buscadores, navegadores e serviços de e-mail que coletam e armazenam uma série de dados pessoais. Mesmo que recorram ao modo anônimo do navegador para usar a web com mais privacidade, os internautas não estão completamente invisíveis. A boa notícia é que há uma série de plataformas e ferramentas que impossibilitam ou, pelo menos, dificultam o rastreio de dados durante a navegação online.

Usar browsers privados, que oferecem proteção de dados integrada por padrão e podem mascarar a localização do usuário; programas de VPN, capazes de codificar os dados de conexão; e serviços de e-mail anônimos são boas opções para usar a web de forma mais discreta. Confira, a seguir, sete formas de "ficar invisível" e navegar pela Internet sem deixar rastros.

7 formas de 'ficar invisível' e navegar pela Internet sem deixar rastros — Foto: Unsplash

1. Usar browsers privados

O modo anônimo do browser é uma opção frequentemente usada por aqueles que querem navegar de forma mais privada e segura na Internet. No entanto, apesar de permitir fugir de propagandas e não armazenar dados de login e senha, essa modalidade não é de todo anônima, uma vez que o endereço de IP do usuário ainda está visível. Nesse sentido, uma alternativa interessante é o uso de browsers privados, que possuem proteção de dados integrada por padrão e são capazes de mascarar a localização do usuário.

Brave é uma das opções de browsers privados — Foto: Reprodução/Brave

O navegador Brave, por exemplo, bloqueia automaticamente rastreadores de terceiros e publicidades indesejadas. Outra opção é o Tor, que utiliza uma rede anônima de computadores para se conectar à Internet. Dessa forma, a comunicação é feita de um computador para o outro, resultando em uma conexão altamente privada.

2. Usar VPNs

VPNs (sigla para "Redes Virtuais Privadas", em português) são serviços que, se escolhidos criteriosamente, ajudam a navegar na Internet com mais privacidade e segurança. A tecnologia protege, com criptografia, os dados trocados durante a navegação, o que dificulta a interceptação das informações. As VPNs também são capazes de ocultar o endereço de IP do usuário, de forma que não apenas protegem a identidade do internauta, mas também permitem acessar conteúdos de outras regiões.

VPNs contribuem para navegação mais segura e privada — Foto: Emanuel Reis/TechTudo

No entanto, é importante ressaltar que programas de redes virtuais privadas gratuitos podem trazer riscos. Infecção por malwares, roubo de dados e ataques de ramsomware — que bloqueia o acesso do usuário ao próprio dispositivo até que um valor seja pago para liberá-lo — estão entre os perigos existentes. Portanto, o ideal é optar por softwares de VPN pagos, como Private Internet Access, F-Secure Freedome VPN e NordVPN. Outra boa opção é o Avast! SecureLine VPN, que também oferece serviço de antivírus.

3. Encerrar a permissão de localização de navegadores e aplicativos

Permitir que navegadores e aplicativos tenham acesso à localização do computador ou celular não apenas expõe as atividades online do usuário, mas também facilita o compartilhamento dos lugares visitados com empresas terceiras. Esses dados são utilizados para personalizar anúncios e sugerir locais nas proximidades.

Ajuste das preferências de localização no menu de privacidade do Chrome — Foto: Reprodução/Chrome

Por isso, encerrar a permissão de localização dos browsers é uma atitude importante para manter o anonimato durante a navegação na Internet. No Chrome, por exemplo, é possível desativar essa opção acessando o menu de Configurações. Em seguida, o usuário deve ir até "Privacidade e segurança" e, após, selecionar "Localização". Por fim, basta escolher a opção "Não permitir que sites vejam sua localização".

4. Excluir as permissões de cookies

Cookies são pequenos arquivos criados pelos sites e salvos no dispositivo — computador ou celular — do usuário. Eles contêm informações que ajudam a identificar o visitante, com o objetivo de melhorar sua experiência de navegação — acelerando o carregamento de páginas, por exemplo.

Embora não sejam essencialmente ruins, os cookies podem comprometer a privacidade do usuário. Isso porque sites podem usar os dados disponíveis nesses arquivos para compor um padrão de identificação na web. Desta forma, uma loja pode conhecer seu padrão de consumo mesmo que você nunca tenha acessado o e-commerce da empresa antes. Além disso, também podem aproveitar as informações presentes em cookies para aplicar golpes na web.

É possível excluir as permissões de cookies no Google Chrome — Foto: Reprodução/Google Chrome

Para excluir a permissão de cookies, no Chrome, por exemplo, basta seguir o caminho Configurações > Privacidade e segurança > Cookies e outros dados do site > Bloquear todos os cookies. Outra opção é limpar os cookies e dados do site automaticamente ao fechar o navegador, ativando a opção "Limpar cookies e dados do site quando você fechar todas as janelas". É preciso, também, selecionar "Enviar a observação 'Não rastrear' em seu tráfego de navegação" para limitar o rastreamento de informações.

5. Usar buscadores privados

Os principais buscadores do mercado pertencem a gigantes de tecnologia que obtêm lucros volumosos com publicidade, como Google e Microsoft, dona do Bing. Sendo assim, informações sobre o comportamento de pesquisa dos usuários são compartilhadas com empresas para personalizar experiências de anúncios. Mesmo com a utilização de VPNs ou servidores proxy, não é possível se esconder completamente ao utilizar um buscador público.

Qwant é opção de mecanismo de busca privado — Foto: Reprodução/André Sugai

Para evitar essa coleta de dados indesejada e navegar com mais privacidade, uma boa opção é recorrer a buscadores privados, que não armazenam as informações dos usuários em um banco de dados. Alguns exemplos são Qwant, StartPage, DuckDuckGo e MetaGer.

6. Desativar anúncios personalizados nas redes sociais

Redes sociais também monitoram o comportamento do usuário. Plataformas como Facebook, Twitter e Instagram coletam não apenas dados de localização, mas também informações como publicações curtidas, contas que o internauta segue, postagens feitas e tempo de consumo de conteúdos específicos — tudo para personalizar a experiência na plataforma e customizar a exibição de anúncios.

Facebook exibe anúncios personalizados para os usuários — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Felizmente, as redes sociais também oferecem a opção de desativar os anúncios personalizados. No Instagram, por exemplo, basta tocar no botão "Patrocinado", que aparece junto aos Stories ou a publicações do feed. Em seguida, o usuário deve selecionar "Ocultar anúncio" e responder à pergunta "Por que você está ocultando esse anúncio?", escolhendo uma das opções fornecidas pela plataforma.

7. Usar e-mails anônimos

Usar e-mails privados é outro fator que impede o uso não rastreável da Internet. Isso porque redes sociais e buscadores também utilizam esse serviço para coletar e armazenar informações pessoais do usuário. Além disso, a alta exposição e risco do e-mail privado dificulta o trabalho de profissionais que lidam com assuntos sensíveis, como denúncias de crimes e críticas a regimes totalitários.

ProtonMail criptografa mensagens guardadas e em trânsito — Foto: Divulgação/ProtonMail

Sendo assim, optar por usar provedores de e-mails anônimos, como ProtonMail e Cyber Atlantis, pode ser interessante para preservar a privacidade na Internet. Além de auxiliarem na proteção do IP do usuário ao criptografar o endereço de e-mail sempre que uma mensagem é enviada, eles possibilitam que mensagens e publicidades indesejáveis sejam bloqueadas e evitam a chegada de spam.

Com informações de Make Use Of e Brave

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