Privacidade
Publicidade

Por Guilherme Ramos (colaboração) e Ana Letícia Loubak, para o TechTudo


Manter a privacidade online tem se tornado uma preocupação cada vez maior. Isso porque, ao navegar pela Internet, os usuários deixam uma série de rastros digitais que podem ser seguidos por golpistas ou pessoas mal intencionadas. É comum, por exemplo, que criminosos aproveitem informações expostas em perfis de redes sociais e dados financeiros cadastrados em sites de e-commerce para aplicar golpes. Pensando nisso, o TechTudo listou quatro ambientes online onde hackers podem encontrar informações a seu respeito. Veja, a seguir, como se proteger de ataques.

Hackers podem encontrar informações sobre usuários em diferentes ambientes online; veja lista — Foto: Getty Images

Como proteger o computador de hackers? Veja no Fórum do TechTudo

1. Redes sociais

As redes sociais não apenas pedem informações pessoais sensíveis, como nome e data de nascimento, para criar o perfil do usuário, como também têm funcionalidades altamente expositivas, entre as quais estão inclusas o compartilhamento de localização e a marcação de fotos. Além disso, plataformas como Facebook, Twitter e Instagram convidam os usuários a expor a rotina online e permitem saber qual o seu círculo de amizades, informações que podem ser aproveitadas por criminosos para aplicar golpes de engenharia social.

Informações em redes sociais, como o Facebook, podem ser alvo de hackers — Foto: Solen Feyissa/Unsplash

Para se proteger, a melhor opção é tornar o perfil privado, de forma que você possa escolher os seus seguidores, e ajustar outras configurações de privacidade. Ao fazer publicações nas redes sociais, lembre-se também de limitar o compartilhamento de informações que possam fornecer muitas pistas a seu respeito, como local de residência e trabalho.

2. Mecanismos de busca

O histórico de buscas de um usuário pode fornecer informações preciosas a respeito do comportamento online da pessoa. Com acesso a esses dados, hackers conseguem aprimorar golpes de phishing, para que a vítima possa cair nas fraudes com mais facilidade. Por exemplo, após realizar um ataque para capturar o histórico de pesquisa de múltiplos usuários e mapear o Internet Banking que cada um deles utiliza, criminosos podem elaborar um esquema de phishing inteligente que automaticamente associa cada pessoa a uma página falsa correspondente ao seu banco real.

Para evitar esse tipo de situação, é recomendado limpar o histórico de navegação com regularidade ou dar preferência ao modo anônimo, que não armazena os registros de busca, para fazer pesquisas na Internet. Outra dica é usar navegadores privados, como o Brave Browser.

Pesquisas no Google podem revelar informações sensíveis sobre usuários — Foto: Unsplash

Além disso, os golpistas também podem usar o Google para vasculhar a Internet e obter mais informações a respeito da pessoa, a fim de aplicar golpes de engenharia social. Esse risco é maior nos casos em que o usuário mantém publicações em plataformas antigas e contas de redes sociais que não usa mais.

Por isso, é importante minimizar o máximo possível a sua presença nos mecanismos de busca. Uma maneira de ficar mais anônimo na Internet é pedir ao Google para remover informações pessoais como endereço, telefone e e-mail, do resultado de busca.

3. E-commerce

Fazer compras online se tornou um hábito entre pessoas de todo o mundo devido à praticidade que essa modalidade oferece. No entanto, é preciso se cercar de alguns cuidados ao adquirir produtos em e-commerces, mesmo que o site em questão seja seguro. Isso porque criminosos podem hackear contas em lojas virtuais – ou mesmo interceptar a sua conexão – e conseguir acesso a informações sensíveis nelas cadastradas.

Dados de cartão de crédito não devem ser salvos no navegador — Foto: Unsplash

Por isso, uma das principais recomendações ao comprar online é não salvar os dados do cartão de crédito no browser ou e-commerce. Se possível, opte pelo cartão virtual na hora de pagar pelos produtos. Também é importante não usar redes Wi-Fi públicas para efetuar transações, uma vez que essas conexões são mais suscetíveis a invasões, favorecendo a interceptação dos dados bancários do consumidor.

4. Testes online

Aparentemente inofensivos, os testes online também podem ser perigosos e servir como uma porta de entrada para o roubo de informações pessoais. Esses quizzes são muito populares no Facebook e geralmente requerem login na rede social para validar a participação ou exibir o resultado. Assim, informações como nome, foto de perfil e local de trabalho são expostas e podem ser armazenadas por essas plataformas, cuja procedência é, por vezes, duvidosa.

Sites de testes podem armazenar dados indevidamente — Foto: Helito Beggiora/TechTudo

Além disso, esse tipo de brincadeira pode esconder táticas para aplicar golpes. Perguntas a princípio inofensivas, como "qual o nome do seu primeiro pet?" ou "onde você nasceu?", podem ser utilizadas para redefinir senhas. Por isso, antes de fazer testes online, é importante analisar quais informações estão sendo pedidas.

Com informações de MentalFloss, ZDNet, CBC News

Veja também: como recuperar WhatsApp clonado e se proteger de golpes

WhatsApp clonado: como recuperar conta e se proteger de golpe

WhatsApp clonado: como recuperar conta e se proteger de golpe

Mais do TechTudo