Mapas e localização
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Por Raquel Freire, para o TechTudo


Quem nunca caiu em uma cilada por causa do GPS que atire a primeira pedra. Confiar cegamente em apps como Waze, Google Maps e Apple Maps pode levar a consequências desastrosas — como parar em uma cidade completamente diferente ou ficar perdido no meio do nada, por exemplo. A segurança em aplicativos de rotas é tão grande que os usuários acabam vivenciando problemas similares durante o uso, que rotineiramente são decorrentes de falhas de comunicação ou de atualizações. Por isso, veja, a seguir, cinco "perrengues" que todo mundo já passou com GPS (e como evitá-los).

Veja cinco ciladas comuns causadas por apps de GPS e como evitá-las — Foto: Marcela Franco/TechTudo

Google Maps ainda é o melhor app para traçar rotas via GPS? Participe da discussão no Fórum do TechTudo.

1. Internet caiu e o trajeto parou de ser exibido

Todo mundo já passou pela situação de chegar no carro, colocar o trajeto no app e começar o percurso com confiança — até ficar sem sinal de internet no meio do caminho. A situação é ainda pior quando acontece em viagens de longa distância, nas quais uma entrada errada pode significar horas a mais de direção.

A forma de evitar que o contratempo se repita é tentar se precaver. Antes de sair de casa, use a rede Wi-Fi para baixar o mapa no Google Maps para navegar offline. No Waze, que não traz a função de forma nativa, é necessário fazer um truque e salvar o itinerário em cache. Em ambos os aplicativos, é possível usar os recursos em Android e iPhone (iOS).

Baixar mapa offline evita ficar sem acesso ao trajeto se internet cair — Foto: Reprodução/Marcela Franco

2. GPS te levou para o lugar errado

Ruas, bairros e cidades com nomes parecidos podem causar confusão ao dirigir com GPS. Afinal, digitar o lugar de destino no aplicativo e tocar na primeira opção sem ler direito qual era o local é um problema comum. Às vezes o erro é identificado no meio do caminho, mas a falha pode vir a ser descoberta somente ao chegar no lugar errado.

Para não passar por isso, é importante ler com atenção se o bairro, cidade e estado pretendidos foram realmente selecionados como destino final, e não outro lugar parecido. Se conhecer o local, mesmo que um pouco, vale fazer a conferência do endereço selecionado a partir do Street View.

Digitar nome errado ou selecionar outro lugar com nome parecido é erro comum em apps de GPS — Foto: Reprodução/Raquel Freire

3. Redirecionou a rota para um caminho mais longo/com mais trânsito

Certamente o aplicativo já te recomendou uma rota bem mais longa do que o necessário, pelo menos uma vez. É possível ainda que tenha indicado um trajeto com muito mais trânsito, de forma a fazer com que chegasse ao destino atrasado.

Essas situações são comuns e podem acontecer por vários motivos. Para entender isso, é necessário saber que a localização de um carro é determinada por sinais emitidos por satélites GPS. Eles chegam aos receptores GPS, localizados no celular ou no dispositivo de navegação do automóvel, que usam triangulação para determinar o lugar em que o usuário está e exibi-lo no mapa do aplicativo.

A partir daí, o software avalia as informações de localização — assim como dados de trânsito, estado das estradas etc. — para traçar a rota. O problema é que, se houver falha em algum dos pontos de comunicação descritos acima, o trajeto não será o mais eficiente possível.

Perda de sinal GPS pode fazer app de mapa sugerir trajeto mais longo ou com mais trânsito — Foto: Reprodução/Raquel Freire

Por exemplo, o Waze calcula o itinerário em um momento em que uma avenida principal está engarrafada, o que faz o app sugerir um longo desvio. Se, pouco tempo depois, ele perde a conexão GPS e não consegue receber a informação de que a pista já está livre, pode ser que o caminho do desvio é que seja o que apresenta engarrafamento.

Para evitar erros do tipo, a solução pode ser manter dois sistemas de mapas aberto, como o próprio Waze e o Google Maps. Assim, você pode comparar os percursos e identificar melhor quando um deles está desatualizado. Dessa forma, é possível escolher a melhor rota.

4. GPS ofereceu atalhos por lugares perigosos

Parar em um locais de má reputação é um grande medo dos usuários quando se trata de aplicativo de rotas. Além de erros de comunicação, o GPS pode indicar um lugar perigoso por falta de atualização do mapa, seja por mudanças nas vias ou pela ausência de dados sobre uma área específica.

A lista de acidentes ocasionados por esse tipo de falha é grande. Em junho de 2011, o GPS guiou três mulheres para o fundo de um lago na cidade de Bellevue, nos Estados Unidos. A motorista, que dirigia à noite, não conseguiu ver que havia saído da estrada e só percebeu o engano quando o carro chegou à água.

Falha em GPS pode levar a lugares perigosos, como o fundo de um lago — Foto: Reprodução/Seattle Times

As três saíram ilesas, mas nem sempre o final é feliz. Em 2009, uma rota errada fez com que Alicia Sanchez e seu filho, de seis anos, ficassem atolados por uma semana nas areias do Parque Nacional do Vale da Morte, no leste da Califórnia, um lugar quente e seco. O resultado foi trágico: a criança faleceu dois dias antes de sua mãe ser resgatada, em estado de profunda desidratação.

Neste tipo de situação, a tragédia deve ser evitada ao ter atenção redobrada com o lugar. Em vez de confiar cegamente no GPS, olhe as placas ao redor, dirija com atenção e, se possível, pare e peça informações.

5. Percurso sugerido com bloqueio não informado

Dirigir por vários quilômetros e depois descobrir que teria que voltar tudo devido a um bloqueio na estrada sabe o quanto essa situação é ruim. Isso ocorre porque, embora os aplicativos sejam atualizados em tempo real, mudanças repentinas na via podem demorar a serem reportadas.

No início do ano, um dos casos de grande repercussão nas redes sociais foi a interdição da BR-040, na altura de Nova Lima (MG), ocasionada pelo transbordamento de lama na Mina Pau Branco, da mineradora Vallourec. Os aplicativos demoraram um pouco para notificar o bloqueio, que forçou os motoristas a desviarem por outros caminhos para chegarem à capital mineira.

Para piorar a situação, as fortes chuvas do dia 8 de janeiro acabaram interditando outras rotas adjacentes, impossíveis de serem identificadas através dos apps de GPS — inclusive porque o sinal de Internet praticamente não funcionava.

Ter mais de um sistema de GPS ativos pode ajudar também nestes casos, principalmente os colaborativos. O Waze, por exemplo, tem uma comunidade forte de motoristas que informam acerca de problemas nas vias com rapidez.

Com informações de BBC , Cio, G1, ListVerse

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