Publicidade

Por Felipe Vinha, para o TechTudo


A representatividade LGBTQIA+ nos jogos já é algo mais comum atualmente. Games como Mass Effect, Hades, Tell Me Why e The Last of Us entre outros, trazem personagens da comunidade em suas histórias. Vale lembrar que, nesta terça-feira, 28 de junho, é celebrado o Dia do Orgulho LGBTQIA+, data marcada pelos eventos da Rebelião de Stonewall, que destacou a luta por direitos básicos nos EUA na década de 60. Confira a seguir dez títulos entre jogos AAA e indies que se destacam (também) pela importante presença da temática LGBTQIA+ no mundo dos games.

The Last of Us Part 2 é destaque entre games com personagens LGBTQIA+ — Foto: Divulgação/Sony

👉 Quais games você curte jogar online? Opine no Fórum do TechTudo

Tanto o primeiro The Last of Us, quanto sua expansão Left Behind e The Last of Us Part 2 possuem grande participação de personagens queer. Sua protagonista, Ellie, é lésbica e isso fica explicito no segundo game da série, ainda que o DLC do game original já tenha dado pistas claras sobre sua sexualidade: ela beija uma amiga que sobrevive a alguns apuros ao seu lado. Já no segundo game, Ellie desenvolve um relacionamento, de fato, com outra mulher.

A saga The Last of Us está disponível exclusivamente para PS4 e PS5. Os jogos possuem gameplay voltada para sobrevivência e ação em terceira pessoa, e se passam em um futuro distópico onde um vírus destruiu boa parte da humanidade, que ainda resiste organizada em comunidades separadas. Essas, por sua vez, precisam lidar com "pessoas" infectadas, que perdem seu caráter humano e viram monstros que atacam qualquer um à frente. Ellie, por ser imune aos esporos, é figura central de toda a trama.

Left Behind tem importante capítulo em The Last of Us, com Ellie conhecendo sua primeira namorada — Foto: Divulgação/Sony

Gone Home é um jogo de simulação e aventura com exploração de cenários, onde o mistério ronda do início e até o fim. Ele está disponível para PS4, Nintendo Switch, Xbox One, PC, Wii U e iPhone (iOS), sendo jogado totalmente em primeira pessoa, o que dá uma boa sensação de imersão para o jogador.

Em Gone Home, temos a personagem Kaitlin Greenbriar, que chega na sua nova casa da família após um longo período longe. Ela logo vai investigar detalhes para saber onde está sua família e descobre que sua irmã, Sam, terminou com o namorado após descobrir estar apaixonada por uma amiga na escola. É uma representação indireta e, ainda assim, tocante, já que a história é descoberta pela personagem e pelos jogadores ao mesmo tempo.

Gone Home tem história de mistérios e uma protagonista que descobre mais de sua família — Foto: Divulgação/Fullbright

A série Life is Strange é composta por cinco jogos: Life Is Strange, Before the Storm, The Awesome Adventures of Captain Spirit, Life Is Strange 2 e True Colors. Em dois deles, o primeiro e em Before the Storm, temos detalhes da vida de Chloe. No primeiro game não fica explícito ainda que tenhamos sinais de que ela é apaixonada pela amiga Max, mas, em Before the Storm, vemos seu relacionamento com outra personagem, Rachel.

Life is Strange é uma série de jogos que foi lançada em praticamente todos os consoles atuais e também no PC. O jogo é de aventura e exploração em terceira pessoa, com grande foco na escolha dos diálogos, ou seja, é possível direcionar o que acontece com a próxima cena. Inclusive, o destino de algumas figuras pode ser trágico, dependendo das suas escolhas.

Chloe e Max em aventura de Life is Strange, que mescla poderes sobrenaturais com elementos trágicos — Foto: Divulgação/Square Enix

A série Dragon Age sempre foi popular entre o público LGBTQIA+ por justamente trazer personagens com esta representação. Em Dragon Age: Inquisition, que é o título mais recente da saga até o momento, isso fica ainda mais evidente. Há um personagem pansexual, Iron Bull, um mago gay, Dorian, uma elfa lésbica, Sera, entre diversas participações menores e que também são queer.

Dragon Age: Inquisition foi lançado em 2014 e também é muito elogiado por sua jogabilidade e qualidade técnica. O game é um RPG de ação que chegou para PS4, Xbox One, PS3, Xbox 360 e PC. Você vive uma jornada épica com um personagem criado do zero e que tem o poder de salvar – ou destruir – o mundo em sua volta.

A elfa Sera em Dragon Age: Inquisition é uma das figuras centrais entre personagens LGBTQIA+ — Foto: Divulgação/EA

Da mesma forma que acontece em Dragon Age, a série Mass Effect tem costume de inserir personagens que não se prendem a um gênero ou sexualidade em suas histórias. Coincidência ou não, as duas sagas são produzidas pela BioWare e publicadas pela EA, envolvendo o mesmo nome de produtores e produtoras em alguns casos.

O próprio personagem central, Comandante Shepard, pode ser criado como homem ou mulher, e pode tentar ter relacionamentos com outras pessoas em sua nave espacial. Liara T’Soni, Kelly Chambers, Samara e Samantha Traynor são personagens que permitem relacionamentos com mulheres, por exemplo. Há exemplos também de homens: Kaidan e Steve Cortez. Toda a série vale ser conferida não só por esta liberdade, mas por serem excelentes jogos de exploração espacial e RPG de ação – disponíveis inclusive no PS4, PS5, Xbox Series X/S, Xbox One e PC.

Comandante Shepard pode ser homem ou mulher em Mass Effect, com relações homoafetivas disponíveis — Foto: Divulgação/EA

6. Tell Me Why

Tell Me Why é um exemplo bem recente da lista. O jogo foi lançado para consoles Xbox e PC e tem uma pegada de jogabilidade similar ao que foi visto na série Life is Strange. Os personagens exploram o passado de sua família e um mistério cada vez mais crescente, com elementos sobrenaturais que complementam a narrativa.

Tell Me Why é protagonizado por uma dupla de irmãos: a jovem Alyson Ronan e seu irmão Tyler, um homem trans. O jogo é bastante elogiado por público e crítica, apresentando bons gráficos, história cativante e que também pode ser guiada pela escolha dos personagens carismáticos.

Tell Me Why conta a história de um homem trans e sua irmã, que desvendam segredos — Foto: Divulgação/Dotnod

7. Unpacking

Unpacking é um game diferente. Sai ação, exploração ou qualquer competição e entra a arrumação de uma casa. O game cobre 21 anos da vida de uma menina que, ao longo de sua história, revela ser uma pessoa bissexual – que, inclusive, passa a morar com outra mulher, anos mais tarde. A personagem nunca aparece, e o game é jogado “em primeira pessoa”, como se fôssemos a moça que deve desempacotar tudo e arrumar seus cômodos.

Unpacking foi lançado para Nintendo Switch, PC, Xbox One e PS4. É um jogo com gráficos simples, mas com história que prende a cada novo cenário e descoberta. O game tem elementos que podem ser descobertos de acordo com sua performance de arrumação, prolongando a jogatina.

Em Unpacking sua personagem é bissexual, mas você só descobre ao longo do game — Foto: Divulgação/Wicth Beam

Hades é um RPG de ação com estilo rogue-like que é protagonizado por Zagreus, filho do deus grego do submundo. Ele é bissexual e pode ter relacionamentos com personagens homens e mulheres ao longo da trama. Há outros, como Aquiles, que é gay, Chaos, que usa pronomes de tratamento neutros e mais.

Hades não é apenas um dos games mais elogiados dos últimos anos por sua qualidade técnica e ação desenfreada, mas também por ser um bom exemplo de como usar personagens LGBTQIA+ na trama de forma natural e bem contextualizada, com exemplos positivos em sua maioria. O jogo está disponível no Nintendo Switch, PS4, Xbox One e PC.

Hades tem representação com deuses gregos de vários aspectos e sexualidades — Foto: Divulgação/Supergiant

9. Assassin's Creed: Odyssey

Assassin's Creed: Odyssey permite que os dois personagens principais, Kassandra e Alexios, tenham relações com pessoas do mesmo sexo. O game se passa na Grécia antiga, cenário e época onde a prática era comum, ainda que vista sob olhares de preconceito em alguns casos, por isso o game segue com certo realismo em relação ao que acontecia de fato. Além disso, Odyssey é um jogo gigantesco e considerado um dos melhores da franquia Assassin’s Creed.

O game, entretanto, recebeu críticas quando a DLC Legacy of the First Blade, sua segunda expansão, foi lançada. Lá, a história obriga que Kassandra ou Alexios tenham um relacionamento heterossexual. A Ubisoft emitiu um pedido de desculpas e informou que a DLC não era obrigatória para completar o jogo original em sua totalidade. Assassin's Creed: Odyssey foi lançado no PS4, Xbox One e PC.

Assassin's Creed: Odyssey permitiu relação homossexual até certo ponto, mas Ubisoft se desculpou pela limitação — Foto: Divulgação/Ubisoft

O RPG Undertale é curioso por ter recebido enorme sucesso nos últimos anos, mesmo sem ter gráficos avançadíssimos e apostar em um visual simples, em muitos momentos usando apenas as cores preto e branco. Ainda assim, sua história consegue ser tocante e apresentar temas como perdão, redenção e pacifismo.

Há diversos personagens LGBTQIA+ em Undertale: o casal de mulheres Alphys e Undyne, Frisk, que serve de protagonista e usa pronomes neutros, Mettaton, que é trans, além de Napstabook, que não tem gênero definido. Undertale chegou para celular, PC, Swicth, Xbox One, PS4 e PS Vita.

Em Undertale, um RPG clássico, a figura central usa pronomes neutros — Foto: Divulgação/Toby Fox

Com informações de Gaytimes, Forbes, GameRant, Android Police

Mais do TechTudo