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Por Clara Fabro, para o TechTudo


O Brave Browser é um navegador com foco em privacidade e que remunera usuários que optarem por assistir anúncios. Disponível para Android e iPhone (iOS), a plataforma foi lançada em 2016, o que faz dela um navegador recente. Rival do Chrome, Firefox e Safari, o Brave traz recursos que oferecem maior segurança na navegação e bloqueia anúncios, rastreadores e cookies de sites por padrão. Na lista a seguir, o TechTudo reuniu algumas perguntas sobre o Brave Browser. Confira quais são os diferenciais da plataforma e veja se vale a pena usá-la no celular.

Brave Browser é navegador com foco em segurança disponível para Android e iPhone (iOS) — Foto: Getty Images

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O que é Brave Browser?

O Brave Browser é um navegador disponível para sistemas Windows, macOS e Linux que também tem app para celulares Android e iPhone (iOS). A proposta do software é ser um navegador privado e livre de anúncios, com bloqueadores de publicidade integrados que impedem o rastreamento de usuários enquanto navegam na web. Por esse motivo, o Brave Browser promete ser mais rápido e mais seguro do que seus concorrentes. Além disso, a plataforma traz uma série de diferenciais que podem ser muito atrativos, como o oferecimento de recompensas.

Brave é uma das opções de navegadores privados disponíveis para download em celulares Android, iPhone (iOS) e em desktops — Foto: Reprodução/Brave

2. Como funciona a relação com criptomoedas? O Brave paga de verdade?

Um dos principais atrativos do navegador é a promessa de pagar usuários que escolhem assistir a propagandas. Como os ads são bloqueados pelo browser, aqueles que optam por ativar os anúncios são recompensados com BATs (tokens de atenção básica), uma criptomoeda da plataforma. Os tokens podem ser guardados na carteira Brave, integrada ao navegador. Ao acumular as recompensas, é possível trocá-las por milhas em programas de viagem ou por vale-presentes em sites como Amazon e Walmart, por exemplo.

Além disso, usuários também podem fazer doações a sites e a criadores de conteúdo que consomem com frequência na web, de forma a converter as moedas digitais em dinheiro real. Nos Estados Unidos, por exemplo, é possível usar BATs para comprar produtos em mais de 40 estabelecimentos via Gemini Pay, recurso que ainda não está disponível no Brasil.

3. Quais são seus recursos de privacidade? Ele é seguro?

Entre os recursos de privacidade do Brave Browser, além dos bloqueadores de anúncios, está uma proteção contra rastreamento online, que impede sites terceiros de seguirem os passos virtuais dos usuários. Com isso, não há compartilhamento de dados identificáveis de usuários entre diferentes páginas da web, por exemplo. Essas informações podem ser checadas na tela inicial do navegador.

Brave exibe relatório de privacidade em sua tela inicial — Foto: Reprodução/Marcela Franco

Além disso, o Brave atualiza a segurança do site para o protocolo HTTPS de forma automática sempre que possível. Ainda, outros recursos oferecidos pelo navegador podem aprimorar a usabilidade, como os notificadores de phishing e malware, que enviam alertas em tempo real caso o site visitado pareça suspeito.

4. Quais as diferenças para o Chrome (Android) e Safari (iPhone)?

Tanto o Brave quanto o Chrome são baseados no navegador de código-aberto Chromium, desenvolvido pelo Google. Por isso, as plataformas são compatíveis com a grande maioria dos websites e são fáceis de usar. A principal diferença entre elas está na forma como são tratados os dados dos usuários — enquanto o foco do Brave está na privacidade dos dados, o Chrome se destaca pelo rápido desempenho.

Brave, Chrome ou Safari? Veja qual navegador é mais seguro — Foto: Marcela Franco/TechTudo

Em contrapartida, o Safari é desenvolvido pela Apple e, por isso, só está disponível oficialmente para dispositivos da marca — ou seja, só é possível baixar o navegador em dispositivos como iMacs, Macbooks, iPhones e iPads. Em uma comparação com o Brave feita pelo TechTudo, o Safari manteve o mesmo desempenho. Apesar de ter um recurso nativo de anti-rastreamento, o navegador da Apple não conta com os mesmos recursos para bloquear anúncios do Brave.

Com informações de PCMag (1/2), Brave (1/2/3), GuidingTech e Mozilla

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