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Por Rodrigo Fernandes, para o TechTudo


Saber se um site é seguro para compras é importante para evitar cair em golpes online. Diversas lojas virtuais oferecem promoções vantajosas para compras na Internet, mas é preciso ficar atento para não acessar sites falsos, páginas clonadas ou fazer pagamentos para empresas envolvidas em esquemas de fraude. Para terem mais segurança, os consumidores podem, por exemplo, checar a reputação do site em plataformas do governo, conferir se o CNPJ da empresa está ativo na Receita Federal e se existem reclamações de outros compradores nas redes sociais.

As dicas valem tanto para dias normais quanto em campanhas como Black Friday e Semana do Consumidor, época em que criminosos aproveitam a grande divulgação para capturar vítimas. Na lista a seguir, confira sete dicas para fazer compras online de forma segura e minimizar as chances de ser vítima de fraudes financeiras.

Veja como saber se site é seguro antes de fazer compra online — Foto: Pond5

1. Verificar a presença de informações obrigatórias por lei

Todas as lojas virtuais em funcionamento no Brasil devem disponibilizar ao consumidor algumas informações obrigatórias por lei. De acordo com o decreto federal 7.962, de 2013, os sites devem expor, em local de destaque e de fácil visualização, o nome da empresa, CNPJ ou CPF do vendedor, endereço físico e eletrônico da companhia, além de outras informações necessárias para sua localização e contato.

O decreto também determina outras obrigações acerca dos produtos à venda. Os e-commerces devem informar características essenciais da mercadoria, incluindo possíveis riscos à saúde, discriminar separadamente o valor da entrega, seguros ou qualquer outra despesa adicional, as modalidades de pagamento oferecidas e o prazo de entrega. Caso a página que você esteja visitando não contenha todos esses dados de forma clara, desconfie da credibilidade da empresa.

2. Consultar a situação cadastral do CNPJ na Receita Federal

Qualquer pessoa pode consultar um CNPJ pelo site da Receita Federal de forma gratuita e imediata antes de fazer uma compra online. A pesquisa revelará a situação cadastral da empresa, indicando se a companhia está ativa ou se apresenta alguma irregularidade. Pela página, também é possível saber o quadro de sócios e administradores, assim como o capital social, informações que podem ser úteis para compreender melhor o funcionamento daquela marca.

É possível pesquisar situação de um CNPJ pelo site da Receita Federal — Foto: Reprodução/Rodrigo Fernandes

3. Atentar para a URL do site

A URL do site pode indicar se um site é confiável ou não. Várias páginas fraudulentas utilizam domínios parecidos com os utilizados por lojistas famosos, trocando apenas algumas letras no endereço, como o objetivo de enganar os consumidores mais desatentos. Vale conferir também se o navegador web apresenta HTTPS e um ícone de cadeado ao lado do endereço da loja — isso sinalizará que aquela página é segura.

Criminosos criam sites falsos com pequenas mudanças na URL para enganar consumidores — Foto: Reprodução

Para tirar a dúvida, o usuário pode acessar o site WhoIs (registro.br/tecnologia/ferramentas/whois) e fazer uma consulta para descobrir se aquele domínio é legítimo. Para fazer a pesquisa, basta copiar a URL do e-commerce, colar no WhoIs e visualizar o resultado. A página também revelará se aquela página foi criada recentemente ou se possui um histórico antigo, o que dará mais credibilidade à empresa.

4. Consultar a lista do Procon-SP

O Procon-SP possui um site que fornece uma lista de lojas online que devem ser evitadas pelos consumidores. A página, chamada de “Evite Esses Sites”, expõe mais de 90 estabelecimentos não confiáveis de várias cidades do país, incluindo e-commerces de roupas, cosméticos, eletrônicos, calçados, entre outros. Caso esteja com dúvidas em relação a uma loja, vale conferir se a empresa está listada como duvidosa na plataforma.

Lista do Procon revela lojas online fraudulentas — Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Também é possível saber se a loja está com restrições por meio da extensão CanBuy, disponível para instalação grátis no Google Chrome. O plugin revela imediatamente se aquele e-commerce visitado pelo usuário está na lista proibida do Procon ou se parece confiável.

5. Verificar a reputação do site no Reclame Aqui e Consumidor.gov

É possível consultar plataformas online para saber a reputação das lojas com base nas experiências de outros consumidores. No Reclame Aqui, por exemplo, o usuário poderá visualizar reclamações deixadas por outros compradores para saber se aquele e-commerce está envolvido em denúncias de fraudes, propagandas enganosas ou divergências entre produtos vendidos. Quanto mais baixa for a reputação na plataforma, menos confiável é aquele estabelecimento.

No Reclame Aqui é possível ter acesso às principais reclamações e reputação de lojas online — Foto: Reprodução/Reclame Aqui

Já o Consumidor.Gov funciona como um mediador de conflitos entre usuários e as lojas. A plataforma, que pertence ao Governo Federal e é monitorada pelo Procon e outros órgãos de proteção ao consumidor, também reúne reclamações de outros compradores, possibilitando descobrir se a loja possui histórico problemático envolvendo compras online.

6. Usar o Posso Confiar

O site Posso Confiar é um banco de dados online que permite ao usuário saber se pode confiar ou não naquela página. O catálogo possui mais de um milhão de sites cadastrados, incluindo lojas online, possibilitando uma pesquisa rápida para classificar um site como confiável ou duvidoso. A busca funciona de forma fácil: basta copiar a URL do e-commerce e colar no site para saber se a página é verdadeira ou fraudulenta.

Site Posso Confiar atesta se site é confiável — Foto: Reprodução/TechTudo

7. Buscar por experiências de consumidores nas redes sociais

Outra forma de saber se as lojas online são confiáveis ou não é por meio das redes sociais. Ao visitar um site duvidoso, procure pelo nome da loja no Instagram, Facebook ou Twitter, por exemplo, para encontrar o perfil oficial daquela marca – de preferência com selo de verificação. As empresas não são obrigadas a possuir perfil nesses aplicativos, mas ter um canal de comunicação mais próximo dos clientes pode garantir uma credibilidade maior ao negócio.

Ao visitar o perfil, veja se existem publicações antigas e se a conta oferece a venda de produtos dentro da própria rede social. Além disso, leia comentários de outros consumidores nas fotos publicadas para descobrir se existem reclamações sobre fraudes ou problemas com as vendas.

Com informações de Governo Federal

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