Redes sociais
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Por Maria Alice Freire, da Redação


Os algoritmos das redes sociais são responsáveis por analisar a atividade de cada usuário e oferecer publicações que semelhantes ao conteúdo com o qual que eles já interagiram. Embora algumas recomendações sejam bem-vindas, esse mecanismo pode te limitar a certos nichos e impedir a descoberta de outros tipos de conteúdo. Além disso, como estudam o comportamento do usuário, os algoritmos também podem ser incômodos e encher seu feed com anúncios publicitários de algum produto relacionado às suas pesquisas e interações na rede social.

Tentar driblar os algoritmos, portanto, é uma boa opção para ter mais controle sobre os conteúdos que você vê nas redes sociais e usá-las com mais autonomia. Pensando nisso, o TechTudo explica, nas linhas a seguir, o funcionamento dos algoritmos, como eles impactam a experiência de navegação nas redes sociais e lista quatro formas para tentar "vencê-los".

Lista apresenta dicas para driblar os algoritmos das redes sociais — Foto: Jeremy Bezanger/Unsplash

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O que é algoritmo?

Algoritmos são sequências de raciocínios ou instruções que um software qualquer precisa executar para chegar a determinado resultado. Base de funcionamento de muitos sistemas computacionais, eles têm diversas funções, que vão desde calcular rotas em aplicativos de mapas, como o Waze, até proteger seus dados pessoais por meio de sistemas de criptografia. Nas redes sociais, os algoritmos são usados para entender o comportamento de cada usuário e exibir exatamente o tipo de conteúdo que eles gostam de ver, bem como para direcionar anúncios publicitários.

Os algoritmos das redes sociais são treinados para entender o comportamento de cada usuário — Foto: Divulgação/Unsplash

Isso influencia diversos aspectos da experiência de uso de um aplicativo. O conteúdo que aparece primeiro no seu feed do Instagram, por exemplo, foi escolhido a partir de uma análise que os algoritmos fizeram da sua atividade anterior. As sugestões da aba “Explorar” também são selecionadas de acordo com o conhecimento que os algoritmos têm sobre você. Ao personalizarem a exibição de conteúdo conforme o interesse do usuário, as redes sociais conseguem manter as pessoas conectadas por mais tempo, aumentando também a exposição delas à publicidade.

Como funcionam os algoritmos das redes sociais

Cada rede social trabalha com seus próprios algoritmos e tem critérios diferentes para ranquear seus conteúdos. O Instagram, por exemplo, decide quais posts vai mostrar, no feed e nos Stories, para cada usuário a partir de fatores como o número de curtidas e visualizações, data da postagem e localização. O app também analisa publicações às quais você reagiu anteriormente para mostrar outras parecidas.

Em relação à seção Explorar e ao Reels, os algoritmos observam as informações de cada postagem e tentam conciliá-las com os gostos e hábitos do perfil para mostrar conteúdos relevantes, já que as publicações mais expoentes vêm principalmente de contas não seguidas pelo usuário. A análise ainda leva em conta as curtidas, compartilhamentos e posts salvos por você.

Estratégia dos algoritmos é oferecer conteúdos populares e que interessem os usuários — Foto: Reprodução/Getty Images

Esses fatores também são considerados pelo TikTok para sugerir novos conteúdos na "For You Page". Além disso, o aplicativo de vídeos curtos também analisa detalhes como legendas, hashtags, sons e efeitos contidos na produção, para que posteriormente possa mostrar clipes que contenham elementos semelhantes.

A ideia geral dos algoritmos, portanto, é a mesma para quase todas as redes sociais: oferecer conteúdos populares e que consigam manter o usuário pelo maior tempo possível nas plataformas.

Por que você deveria tentar driblar os algoritmos

Quando curte, comenta ou compartilha alguma publicação, você está ensinando à rede social o que você gosta. E, quanto mais informações essa rede tem sobre seu comportamento, mais ela mostra outras publicações que podem te interessar. Assim, você acaba consumindo um conteúdo após o outro e fica mais tempo do que o esperado rolando pelo feed.

Driblar os algoritmos é uma forma de conhecer novos conteúdos — Foto: Reprodução/Getty Images

Além disso, os algoritmos podem ser um pouco limitantes. Ao visualizar só conteúdos que já são da sua preferência, você pode estar perdendo uma série de outras postagens interessantes. Driblar os algoritmos é, portanto, uma forma de "sair da sua bolha" e descobrir novos conteúdos que você pode gostar. Veja, a seguir, quatro formas de contornar os algoritmos das redes sociais.

1. Não confirme as suspeitas do algoritmo

Além de mostrar pessoas e páginas que você segue, algumas redes sociais também exibem publicações sugeridas. Esses conteúdos são recomendados a partir da análise da sua atividade anterior e mostram vídeos e fotos semelhantes a outros com os quais você já interagiu.

Acontece que, ao curtir ou comentar publicações sugeridas, você acaba confirmando as suspeitas daquela rede social e fornecendo mais dados sobre suas preferências. Por isso, evite interagir com as recomendações. Se gostar de algum post sugerido, você pode dificultar o trabalho do algoritmo e procurar por ele manualmente, pesquisando o perfil que fez a postagem.

2. Quando possível, use o feed cronológico

Instagram, Facebook e Twitter permitem ao usuário escolher entre o feed algorítmico, no qual a rede social escolhe a ordem de exibição dos posts, e cronológico, que exibe os conteúdos mais recentes primeiro. Quando opta pela primeira modalidade, o usuário fornece mais dados comportamentais sobre si à rede social, que poderá refinar ainda mais o seu perfil. A dica, portanto, é sempre escolher o feed cronológico. Ao interagir com o conteúdo que aparece primeiro, a plataforma terá menos pistas sobre você.

3. Usar a rede social deslogada ou no modo anônimo

Outra forma de impedir que as redes sociais obtenham mais dados pessoais é usá-las deslogadas ou na aba anônima do navegador. É claro que isso não pode ser feito em algumas plataformas que exigem cadastro para começar a usar, como o Facebook. Mas, em sites como o YouTube, é perfeitamente possível assistir a vídeos sem estar conectado a uma conta.

4. Use uma conta fake

Para as redes que exigem que você esteja conectado a um perfil, uma solução é usar contas fake. Por mais que as plataformas ainda estejam rastreando a sua atividade, você pode omitir informações pessoais como nome, data de nascimento e e-mail. Assim, fica mais difícil rastrear seu perfil e reunir dados exatos sobre você.

Com informações de Life Hacker

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