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09/12/2016 07h00 - Atualizado em 09/12/2016 07h00

Ameaças de vírus e cibercrimes mais comuns em jogos de PC e celular

Melissa Cruz Cossetti
por
do Rio de Janeiro

Ataque a redes de jogos online como PlayStation Network, Xbox Live e Steam já foram protagonistas de notícias nos quatro cantos do mundo, mas as falhas de segurança não estão apenas no horizonte dos games em rede de consoles famosos da Sony e da Microsoft. O volume de golpes focados em usuários de jogos para PC segue crescendo e fazendo vítimas. Lucas Paus, pesquisador de segurança da ESET, elencou as ameaças de ataques mais comuns a gamers durante o Forum ESET de Seguridad Informatica 2016, nos dias 15 e 16 de novembro.

Vírus de roteador? Entenda como o golpe funciona

"Muitos gamers não usam software de proteção por que acham que prejudica o jogo. Há antivírus com modo gamer", explica Paus, que listou os oito problemas mais comuns de gamers inexperientes.

Golpes de phishing por e-mail que levam a sites maliciosos de falsas redes de game online (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)Golpes de phishing por e-mail que levam a sites maliciosos de falsas redes de game online (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)


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1) Golpe de phishing

E-mails com links para páginas falsas do Battle.Net, para jogos da Blizzard como World of Warcraft levam usuários para URLs sem certificado digital, https e cadeado ou indicação “verde” de que o domínio é seguro e permite realizar transações financeiras que são interceptadas pelos proprietários das páginas falsas, roubando senhas de cartão de crédito.

2) Downloads Falsos

Outra porta de entrada de ataques são os downloads falsos. Muitos usuários de jogos online para PC baixam programas de chat para conversar com equipes, durante partidas em grupo. Versões traduzidas não oficiais ou mesmo cópias contendo código malicioso são comuns e a orientação é fazer o download de aplicativos sempre do desenvolvedor oficial.

3) O uso de cracks 

Com parte dos bons jogos para PC pagos, é comum que usuários optem por softwares piratas que demandam o uso de cracks — programa usado para quebrar um sistema de segurança em um jogo fechado e pago. Nem sempre, o download de cracks é livre de malwares e o barato pode sair caro para quem decide usar jogos piratas em vez de original.

Uso de cracks pode levar a instalação de malwares no computador de jogadores (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)Uso de cracks pode levar a instalação de malwares no computador de jogadores (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)

4) Sequestro de processamento da máquina

Com verdadeiros possantes, gamers costumam ter máquinas poderosas com processamento de vídeo dedicado. De olho nesses PCs, hackers podem infectar essas máquinas e usar todo poder do seu computador para minerar bitcoins. É importante observar e medir o desempenho com frequência sempre que notar alguma alteração.

5) Ransomware gamer

Vírus sequestradores de também existem no mundo dos jogos. Porém, em vez de "cifrar" o acesso ao sistema operacional, o hacker é capaz de pegar na ferida do jogador e bloquear um game ou mesmo uma determinada fase, pontos e ranking do jogo. Assim como no golpe que criptografa dados, é pedido um pagamento de resgate em bitcoins para liberar o jogo.

6) Jogos desejados

Última febre dos games mobile, todos queriam jogar Pokémon GO. O problema é que não estava disponível em todos os países assim que foi anunciado. Sabendo disso, hackers criaram uma onda de aplicativos falsos, programas paralelos que prometiam acesso, melhor desempenho no jogo e outros benefícios com um único objetivo: roubar dados pessoais.

7) Apps falsos

Um problema que vai além dos repositório não oficiais, os apps falsos são frequentemente denunciados em lojas oficiais para o Android e iOS (iPhone). No entanto, enquanto não são rastreados, consegue fazer milhares de vítimas que instalam aplicativo de origem duvidosa.

Pokémon Go foi isca para golpes em lojas de aplicativos e jogos para celular (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)Pokémon Go foi isca para golpes em lojas de aplicativos e jogos para celular (Foto: Melissa Cruz / TechTudo)


8) Ausência de Antivírus

Segundo a ESET, em pesquisa realizada com 500 jogadores no Reino Unido, 52% afirmou que não usa antivírus no computador. Outros 36% desativa, porque acham que prejudica o andamento dos jogos na máquina. O cenário é se repete em outros países do mundo e é muito similar no Brasil. A ausência do antivírus na máquina é um fator de risco para quem navega por fóruns que prometem dicas em troca de cadastros e downloads, por exemplo. 

*A jornalista viajou a convite da ESET para o Forum de Seguridad Informatica 2016

Qual o melhor antivírus com modo gamer? Troque dicas no Fórum do TechTudo.

 

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