Jogos de ação

13/01/2017 08h00 - Atualizado em 13/01/2017 08h00

Lista traz dez jogos muito esperados que foram cancelados

Felipe Demartini
por
Para o TechTudo

Scalebound foi cancelado recentemente pela Microsoft, que seria o próximo jogo da Platinum Games e uma das principais promessas de exclusivo para o Xbox One. O game traria uma ação cooperativa com toques de Bayonetta e RPG, com muita ação, dragões e poderes especiais.

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Mas agora o jogo se junta a uma relação com diversos outros títulos que geraram bastante expectativa quando foram anunciados, mas nunca viram a luz do dia. Nesta lista, o TechTudo relembra alguns jogos que nunca chegaram às lojas.

Silent Hills

Cancelado, Silent Hills traria Norman Reedus e direção de Hideo Kojima (Foto: Divulgação/Konami)Cancelado, Silent Hills traria Norman Reedus e direção de Hideo Kojima (Foto: Divulgação/Konami)

O exemplo mais recente de cancelamento de um grande título, até Scalebound, era Silent Hills. O jogo de Hideo Kojima e do cineasta Guillermo Del Toro trazia Norman Reedus (o Daryl da série “The Walking Dead”) no papel principal, e vinha como uma promessa de reinvenção para a franquia.

A demonstração P.T. serviu para jogar o hype nas alturas. Como se os nomes envolvidos já não fossem suficientes, o que vimos foi uma experiência digna dos tempos clássicos da franquia Silent Hill, mas com uma nova perspectiva, em primeira pessoa, que aumentava a imersão.

Entretanto, os problemas entre Kojima e a desenvolvedora Konami, iniciados ainda durante a produção de Metal Gear Solid V: The Phantom Pain, puseram tudo a perder. Após o lançamento do jogo de ação, o criador deixou a empresa e, após algumas semanas de silêncio, a distribuidora anunciou o cancelamento de Silent Hills.

Resident Evil Portable

Anunciado em 2009, Resident Evil Portable nunca mais foi citado pela Capcom (Foto: Reprodução/Felipe Demartini)Anunciado em 2009, Resident Evil Portable nunca mais foi citado pela Capcom (Foto: Reprodução/Felipe Demartini)

Anunciado na E3 2009, Resident Evil Portable foi citado pela Capcom como um título completamente diferente de tudo o que havia sido feito com a franquia desde então. A revelação chamou a atenção dos fãs e marcaria a estreia da marca no PSP.

Aquela foi a primeira e única vez que se ouviu falar no jogo. Após o anúncio, a Capcom não tocou mais no assunto e, por mais que o cancelamento nunca tenha sido oficializado, informações apontam que o desenvolvimento do game foi interrompido menos de um ano depois, com a equipe e até mesmo conceitos de Portable sendo transferidos para Resident Evil Revelations, lançado em 2012 para o Nintendo 3DS.

Mega Man Universe


A grande esperança dos fãs de um dos personagens mais reconhecidos do mundo dos games se transformou em pó em 2011, quando a Capcom anunciou o cancelamento de Mega Man Universe. O game traria um conceito interessante, semelhante a uma caixa de brinquedos, na qual o jogador poderia “encaixar” diferentes partes de bonecos para dar ao protagonista uma série de poderes diferentes.

Isso incluía até mesmo personagens de fora do universo do personagem, como Ryu, de Street Fighter, que aparecia em trailers e imagens de divulgação. Apesar de contar com uma trama baseada no clássico Mega Man 2, o grande foco estaria na criação de fases e cenários, que poderiam ser compartilhados entre os jogadores.

Os problemas, entretanto, teriam começado em 2010 quando o criador do personagem, Keiji Inafune, anunciou sua saída da Capcom. A partir daí, a empresa entrou em um período de silêncio no qual novas informações sobre o título não foram divulgadas até que, um ano depois, veio o cancelamento devido a “várias circunstâncias”.

Star Wars 1313

Star Wars 1313 traria Boba Fett como personagem principal (Foto: Divulgação/LucasArts)Star Wars 1313 traria Boba Fett como personagem principal (Foto: Divulgação/LucasArts)

Star Wars 1313 que estava sendo desenvolvido pela LucasArts se debruçaria sobre a história de Boba Fett, o caçador de recompensas tão querido dos fãs da saga espacial, ainda em seus primeiros dias como tal, realizando missões no submundo de Coruscant.

Mais do que a presença de um personagem interessante, Star Wars 1313 traria um visual mais sombrio e violento como pouco se via na saga. Contando com a participação de envolvidos nos filmes da série, o título foi revelado na E3 de 2012, mas teve vida curta, pois menos de um ano depois, veio a notícia da compra da Lucasfilm, responsável pelos direitos da saga espacial, pela Disney.

E entre os pretextos desse acordo financeiro, estava uma nova direção para o Universo Expandido de Star Wars, o que incluía também os games. A Electronic Arts acabou assumindo como a responsável pelos títulos da saga, e 1313, assim como outros jogos já lançados ou ainda em desenvolvimento, acabaram sendo cancelados ou tirados de circulação.

Star Wars Battlefront 3


Mais uma vítima de negociações feitas nos bastidores, Star Wars Battlefront 3 não chegou nem mesmo a ser anunciado. Desenvolvido entre 2006 e 2008, o terceiro título da saga, mais uma vez, levaria os jogadores para uma posição de infantaria, assumindo o controle de soldados comuns em vez dos heróis da saga espacial.

No comando estava a desenvolvedora Free Radical Design, responsável por jogos como TimeSplitters e Second Sight. Um de seus fundadores, Steve Ellis, chegou a afirmar em entrevistas que Star Wars Battlefront 3 estava pronto para ser lançado, mas a distribuidora LucasArts decidiu não apostar no game devido aos altos custos de marketing e divulgação.

Enquanto isso, fontes ligadas à empresa afirmavam que essa história não era verdadeira, e que a desenvolvedora constantemente perdia prazos e estava entregando um trabalho abaixo do esperado. Prova disso seria o fato de que a LucasArts não renovou o contrato de licenciamento com a Free Radicals, interrompendo de forma forçada os trabalhos da companhia no título.

Star Wars Battlefront 3 acabou tendo imagens e até mesmo uma versão preliminar vazada na internet. Após o fracasso nos trabalhos com o game, a Free Radicals foi comprada pela Crytek, enquanto a responsabilidade de criar um novo jogo de guerra da saga espacial recaiu sobre a Electronic Arts e a DICE, que lançaram um título da franquia no final de 2015, junto com o lançamento de “O Despertar da Força” nos cinemas.

Titan

Titan traria versão alternativa da Terra em MMO futurista (Foto: Divulgação/Blizzard)Titan traria versão alternativa da Terra em MMO futurista (Foto: Divulgação/Blizzard)

Depois de dominar os MMOs medievais com World of Warcraft, a Blizzard parecia disposta a fazer o mesmo com Titan, só que em um mundo futurista. Como uma nova franquia, o título estava sendo construído para durar mais de 15 anos, com atualizações e entregas de conteúdo constantes, além de apelar a um público adepto da ação que não era atingido pelas marcas da companhia.

A produção iniciada em 2007, entretanto, passou por diversos problemas de pessoal que levaram a sucessivos atrasos. Além disso, pelo menos duas mudanças completas de direcionamento foram realizadas entre 2010 e 2013, com os times de desenvolvimento se desdobrando entre Titan e outras propostas existentes e vindouras da Blizzard.

Em 2014, veio a notícia de que o desenvolvimento de Titan havia sido interrompido. Muitos de seus conceitos e ideias acabaram sendo usadas em Overwatch, shooter online que se tornou um dos maiores sucessos recentes da Blizzard.

Star Fox 2

Chegada do Nintendo 64 acabou gerando cancelamento de Star Fox 2 (Foto: Reprodução/Felipe Demartini)Chegada do Nintendo 64 acabou gerando cancelamento de Star Fox 2 (Foto: Reprodução/Felipe Demartini)

Sequência direta do primeiro, Star Fox 2 era previsto para sair em 1995, apenas dois anos depois de seu antecessor. Com elementos que chegavam a lembrar os de um game de estratégia, o título abandonava a sequência linear para seguir um conjunto de naves que poderiam voar livremente pelo sistema, em uma visão de cima, até que entrassem em conflito com inimigos ou iniciassem missões, realizadas a partir da perspectiva tradicional da série.

Com dois novos personagens – a lince Miyu e a cadela Fay –, Fox e sua trupe combatiam os avanços de Andross, o principal inimigo de Corneria, que lança ataques a partir de bases secretas como retaliação por sua derrota no primeiro Star Fox. A ação acontecia em tempo real e o objetivo, além de derrotar o vilão, era impedir o dano crítico ao planeta dos heróis.

Apesar de suas diferenças em relação ao primeiro, o lançamento de Star Fox 2 acabou cancelado devido ao lançamento do Nintendo 64, com a “Big N” preferindo utilizar o poder de processamento maior do novo console em um novo título da saga. A sequência foi cancelada quando estava quase pronta, e anos depois, uma versão pirata, mas incompleta, acabou vazando na internet.

Tom Clancy’s Rainbow 6: Patriots

Conceitos de Rainbow 6: Patriots acabaram gerando o multiplayer Siege (Foto: Divulgação/Ubisoft)Conceitos de Rainbow 6: Patriots acabaram gerando o multiplayer Siege (Foto: Divulgação/Ubisoft)

O título para PC, Xbox 360 e PS3 colocaria os jogadores nos dois lados de uma mesma guerra. O time de elite que dá nome ao jogo lutaria contra a ameaça dos Patriotas, que também poderiam ser controlados como parte da história, em sua cruzada de vingança contra a corrupção do mundo capitalista.

Com elementos de história, mas forte destaque para o multiplayer, Patriots foi o último game da Ubisoft a contar com o envolvimento direto do autor Tom Clancy, falecido em 2013. Desenvolvido por três times diferentes da Ubisoft, o game foi sucessivamente adiado e chegou a ser “promovido”, deixando os consoles da antiga geração e passando a ser desenvolvido para o PS4 e Xbox One.

Os problemas e atrasos, entretanto, resultaram em um produto abaixo do esperado, e a Ubisoft acabou decidindo pelo cancelamento. No lugar de Patriots, a empresa deu o pontapé inicial na produção de Rainbow Six Siege, completamente focado no multiplayer, e que acabou se tornando um de seus principais sucessos dos últimos anos.

Legacy of Kain: Dead Sun

Cancelamento de Legacy of Kain: Dead Sun levou a MMO mal recebido pelos fãs (Foto: Reprodução/Felipe Demartini)Cancelamento de Legacy of Kain: Dead Sun levou a MMO mal recebido pelos fãs (Foto: Reprodução/Felipe Demartini)

Apesar de não ter tanto destaque quanto Mega Man, a franquia Legacy of Kain também tem sua bela parcela de fãs fervorosos, que há anos anseiam por um novo jogo da saga. Os clamores seriam atendidos pela Square em 2013, para quando estava previsto Dead Sun, game que acabou nunca chegando às prateleiras.

O desenvolvimento se estendeu ao longo de três anos, e a sequência distante do clássico Soul Reaver teria, ao mesmo tempo, um mundo aberto e dungeons extremamente fechadas e claustrofóbicas, onde sangrentos combates aconteceriam. Poderes diferentes poderiam ser usados pelos jogadores em diferentes planos de existência, representados pelos protagonistas Gein, um vampiro, e Asher, um humano.

Originalmente, o público nem deveria ter ficado sabendo da existência de Legacy of Kain: Dead Sun. Mas, após uma série de vazamentos, a distribuidora Square Enix confirmou a existência do conceito e explicou seu cancelamento, afirmando que este seria “o título errado na hora errada”.

Entretanto, parte de Dead Sun sobreviveu e se transformou em Nosgoth, um shooter multiplayer que carregava poucas características da série Legacy of Kain. Uma Beta aberta do game foi realizada entre janeiro e maio do ano passado, até que a Square Enix decidiu, também, pelo cancelamento. A franquia, então, permanece há mais de dez anos sem um título inédito.

Fez 2


Anunciado em 2013 durante um evento paralelo à E3 daquele ano, organizado por desenvolvedores independentes, Fez 2 teve uma vida curta, de aproximadamente um mês. O projeto pessoal de Phil Fish teve um único vídeo divulgado, e quase nenhuma informação é sabida sobre ele, além do fato de que o game, em algum momento, existiu.

O cancelamento do jogo aconteceu depois que seu criador foi criticado e chamado de “reclamão” pelo jornalista Marcus Beer. Pelo Twitter, o desenvolvedor anunciou o cancelamento de Fez 2 e sua saída completa do mercado de games.

A notícia veio acompanhada de uma crítica ao mercado como um todo e, principalmente, à sua negatividade. Para Fish, as reclamações feitas pelos fãs por meio das redes sociais, juntamente com a cobertura negativa da imprensa, são responsáveis por uma intensa pressão sobre os desenvolvedores indies, que não estão protegidos por grandes estruturas e orçamentos como nas grandes companhias do ramo.

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