Por Nick Ellis; da Redação


A Apple seguiu o exemplo da Amazon e do Google e lançou no mês passado uma versão menor do iPad, o tão esperado iPad Mini. O novo membro da família é 23% mais fino e 53% mais leve que seu irmão maior, e também muito mais portátil, o que permite inclusive segurá-lo em apenas uma das mãos. Mas, será que vale a pena comprar este tablet?  

iPad Mini na versão preta (Foto: Reprodução) — Foto: TechTudo

A tela do iPad Mini tem 7,9 polegadas, o que segundo a Apple oferece 35% a mais de área de tela do que os tablets concorrentes de 7 polegadas, mas o grande atrativo do tablet é nosso velho conhecido, a incrível App Store, repleta de aplicativos e jogos. Como a tela do Mini é menor, mas nem tanto, todos os aplicativos desenvolvidos para o iPad podem rodar nele sem o menor problema.

Infelizmente nem tudo são flores, pois a tela do iPad Mini tem uma resolução de 1024 x 768 (a mesma do iPad 2), com densidade de 163 pixels por polegada, o que decepcionou quem esperava um tablet portátil com tela Retina. Só para comparar a da tela do iPad Mini com a dos seus concorrentes diretos Nexus 7 e Kindle Fire HD: ambos contam com telas com densidade de 216 pixels por polegada, além de uma resolução maior que a do iPad Mini (1280 x 800).

Vocês podem até me chamar de mal acostumado, mas uma tela Retina (ou resolução equivalente) é algo essencial para um iPad ou qualquer tablet, e este é o principal motivo para não comprar o iPad Mini neste momento. Admito que ainda não mexi no iPad Mini para avaliar se isto realmente atrapalha, mas mesmo assim estou mais interessado no iPod touch do que no iPad Mini.  

iPad mini traz novo sensor de proteção contra toques acidentais (Foto: Reprodução) (Foto: iPad mini traz novo sensor de proteção contra toques acidentais (Foto: Reprodução)) — Foto: TechTudo

É verdade que seria difícil a Apple lançar uma primeira versão de um gadget com tela Retina, mas podem apostar que a próxima geração, o iPad mini 2, certamente irá contar com uma tela muito melhor. Existem muitos motivos para a Apple não ter incluído a tela Retina nesta primeira geração do iPad Mini, como a elevação do custo do aparelho e a duração da bateria, que poderia aumentar a espessura do tablet. Outro motivo seria não canibalizar as vendas do iPad e nem as do iPod touch, que conta com tela Retina de 4 polegadas (igual a do iPhone 5) e custa US$ 299 pela versão de 32GB e US$ 399 pela versão de 64GB. 

Além da questão da tela, o iPad Mini também tem outros problemas. Seu processador A5 está duas gerações atrás do processador A6X do iPad de quarta geração, lançado discretamente no mesmo dia. A Apple segue a estratégia de sempre, colocando menos recursos, e apostando na experiência de uso e no ecossistema da App Store como grandes diferenciais competitivos. A mesma história se repete desde o lançamento do iPhone original, em 2007, que só contava com conectividade EDGE, deixando a conectividade 3G para o modelo do ano seguinte.

Nem tudo são críticas, pois o iPad Mini tem um excelente design, mais uma obra prima de Jony Ive, que agora acumula a função de designer com a de responsável pelas interfaces no OS X e nos aplicativos da empresa. Uma coisa que impressiona no iPad Mini é a sua espessura, e um dos motivos é a sua bateria, a mais fina já desenvolvida pela Apple até hoje.

Nesta semana começaram a circular boatos de que a Apple já encomendou para o segundo semestre de 2013 a produção de uma nova tela de 7,9 polegadas, desta vez com resolução de 2048 x 1536 pixels, o que daria 324 pixels por polegada. Quando esta segunda versão com tela Retina for lançada no ano que vem, eu certamente serei um dos maiores interessados, mas por enquanto acredito que a melhor opção é comprar um iPad com tela de 9,7 polegadas, ou então um Kindle Fire HD ou Nexus 7, caso você precise de mais portabilidade, e não se incomode em ter menos opções em aplicativos e jogos.

iPad Mini é sucesso de vendas em diversos países (Foto: Divulgação) (Foto: iPad Mini é sucesso de vendas em diversos países (Foto: Divulgação)) — Foto: TechTudo

Será que o iPad Mini vai fazer sucesso? Eu acredito que sim, apesar do custo salgado. A Apple aposta que o custo do iPad Mini é competitivo, mesmo com a versão mais barata custando US$ 329 e os concorrentes custando a partir de US$ 199. É bom destacar que este é o preço do modelo sem conectividade 3G (ou LTE), e com apenas 16 GB de capacidade. 

A Apple informou que vendeu 3 milhões de iPads neste fim de semana de lançamento, mas ainda não divulgou quantos iPad Minis foram vendidos. O estoque de iPad Minis está praticamente esgotado, o que é sempre um bom sinal. Agora é esperar para ver qual é a reação do mercado ao novo tablet da Apple, que precisa defender a sua liderança no segmento que dominou totalmente durante dois anos, desde o lançamento do iPad original.

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