Por Filipe Garrett; Para O TechTudo


Durante sua participação na CES 2013, a Sony anunciou que usaria tecnologia quântica em sua linha de TVs Bravia. O recurso "Triluminos" aproveita princípios quânticos para garantir que as HDTVs da fabricante japonesa sejam capazes de emitir um espectro de cores 50% mais amplo que o comum.

Kazuo Hirai e o fiasco em 4k (Foto: Léo Torres) — Foto: TechTudo

Passada a feira em Las Vegas, informações foram divulgadas a respeito da tecnologia Triluminos, que já é dominada desde 2008, chegou a ser testada em aparelhos da Sony, mas acabou posta de lado por conta dos altos custos de produção envolvidos na época. O funcionamento dos displays depende de nanocristais, que são responsáveis por emitir a luz a partir dos diodos do painel. Com esses cristais, também chamados de pontos quânticos, uma TV pode ser classificada como QLED.

Os cristais são tão pequenos, apenas 10 nanômetros de largura, que suas propriedades físicas já estão mais para a física quântica do que para a física newtoniana tradicional. Isso permite que esses elementos eletrônicos emitam luzes em frequências muito específicas e predeterminadas, o que leva a um aumento estimado de 50% na capacidade do televisor em emitir cores. No resumo, se você comprar uma TV QLED, terá a chance de ver cores mais vivas, mais ricas e nuances que não seriam exibidos pelo televisor de LCD, Plasma ou LED.

Sendo mais técnico, o funcionamento das TVs Triluminos da Sony é o seguinte: no painel traseiro da TV, um LED emite uma luz azul intensa (e isso acontece no seu televisor de LED atual). A diferença é que na TV de LED, a luz azul de alta intensidade é decomposta por uma camada de fósforo em vermelho e verde. O processador gráfico da TV mistura as intensidades dessas três cores para criar as imagens que você vê.

No Triluminos, sai o fósforo e entram os cristais quânticos. Eles recebem a luz azul e a decompõe em verde e vermelho muito mais intenso, sem a perda da cor criada pelo fósforo. Na outra ponta, isso significa uma cor mais vibrante e um espectro de cores vasto.

Além do ganho na qualidade de cor, a tecnologia quântica empregada nos televisores pode torná-los ainda mais finos, afinal a espessura dos cristais quânticos é medida em nanômetros. Além disso, da mesma forma que um televisor LCD consome menos energia do que um CRT, a TV QLED terá consumo ainda mais baixo de eletricidade.

Confira um vídeo (em inglês) do novo protótipo de tela apresentada pela Sony:

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