Por Pedro Zambarda; Para O TechTudo


O fundador da Microsoft, Bill Gates, fez um comentário sobre o filme “Os Piratas da Informática: Piratas do Vale do Silício” no programa Ask Me Anything do site Reddit. “A [minha] representação no filme é razoavelmente precisa”, disse sobre o personagem sacana, prepotente e centralista que representa ele mesmo no longa-metragem, como um rival de Steve Jobs. No mesmo filme, Jobs é mostrado como um jovem idealista que se transforma em um empresário de pulso firme, autoritário, mas conectado com seus aparelhos inovadores na Apple.

A vida desses dois gênios da tecnologia são retratadas em alguns filmes, como é o caso de "Os Piratas da Informática: Piratas do Vale do Silício", de Martyn Burke. Para quem tem curiosidade sobre a trajetória destes empreendedores ou quer se espelhar neles, o TechTudo selecionou alguns filmes imperdíveis. Esses longas mostram a rivalidade que existiu entre os dois homens, que tinham visões bem diferentes sobre seus negócios.

Piratas da Informática: Piratas do Vale do Silício (1999)

Piratas da Informática (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Dirigido por Martyn Burke, o mesmo diretor de "A Revolução dos Bichos" (1999) e "Under Fire: Journalists in Combat" (documentário de 2011), o filme chegou ao Brasil com o nome “Piratas da Informática: Piratas do Vale do Silício”. O roteiro se centraliza em dois núcleos, com quatro personagens principais: Steve Jobs e Steve Wozniak fundando a Apple em uma garagem, e Paul Allen e Bill Gates licenciando software em Albuquerque, no estado do Novo México.

O ator Noah Wyle interpreta um Steve Jobs que se transforma de um hippie viciado em drogas até tornar-se o CEO de uma empresa de tecnologia que representa o futuro da computação pessoal. O longa-metragem mostra detalhes de como o empresário estimulava a competição entre as equipes que desenvolviam os computadores Lisa e Macintosh. Jobs humilhava programadores e designers que não atingiam o grau de perfeição que ele pretendia.

Já Anthony Michael Hall interpreta um Bill Gates menos controlador como empreendedor, porém, mais influente do que o próprio Jobs. Ele aparece como um programador de Basic que soube aproveitar e copiar os segredos da linguagem de janelas desenvolvida pela Xerox para criar seu próprio sistema operacional, o Windows. “Piratas da Informática” mostra como Gates enganou Jobs vendendo a ideia que sua criação poderia trazer benefícios únicos ao Macintosh. Ele licenciou depois o mesmo SO para as empresas concorrentes da Apple na época, dominando o mercado.

Steve Jobs: Billion Dollar Hippy (2011)

Cena do documentário 'Steve Jobs: Billion Dollar Hippy' (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

O documentário produzido pela BBC após a morte de Steve Jobs, que ocorreu em outubro de 2011, mostra a carreira do empreendedor. O narrador Evan Davis tenta desvendar como a criatividade de Jobs tirou uma empresa da garagem para liderar o mercado de tecnologia no mundo.

O vídeo possui entrevistas com Mike Murray, marketeiro do Macintosh na Apple; Andrew McGuinnes, responsável pela publicidade da maçã na Europa; Daniel Kottke, amigo pessoal de Steve Jobs; e Steve Wozniak, um dos fundadores da Apple. O documentário também define Steve Jobs como uma “transformação entre dois mundos”: a contracultura hippie até o surgimento de uma realidade dominada pelos computadores.

Há ainda detalhes da atuação do ex-presidente da Apple na Atari, com o game Breakout. O  no jogo teve participação de Steve Wozniak, o que gerou uma polêmica sobre o pagamento do serviço. Steve Jobs prometeu à Wozniak que seria 50% para cada um, mas parece que ele levou mais com o desenvolvimento do título.

jOBS (2013)

jOBS (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Filme com roteiro parecido com “Os Piratas do Vale do Silício”, jOBS conta a história de Steve Jobs desde a fundação da Apple até sua morte. O ator Ashton Kutcher interpreta o papel-título, enquanto o personagem de Steve Wozniak ficou com Josh Gad.

O longa-metragem também mostra as histórias íntimas de Jobs com sua família e deve estrear nos cinemas norte-americanos em abril. O título também mostrará as transformações físicas do empresário ao longo de sua carreira. De hippie até empresário engravatado, de empreendedor tradicional a  executivo descolado e “cool”. Steve Jobs se tornou um modelo de CEO.

O longa é uma produção independente e o roteiro não é o mesmo do livro biográfico escrito por Walter Issacson, que também será lançado nos cinemas, porém pela Sony Pictures.

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