Por Pedro Zambarda; Para O TechTudo


A maioria dos gamers brasileiros conhece muito bem os jogos produzidos pelas grandes desenvolvedoras internacionais, mas não sabe que existem diversos títulos nacionais de qualidade no mercado. Alguns desses games estão em exibição no Museu de Imagem e Som (MIS) durante o Festival Games Brasil, evento que teve início na Virada Cultural deste ano (entre os dias 18 e 19 de maio) e que irá até o dia 2 de junho. Nós fomos ao local e testamos cinco jogos em exposição. Confira nossas impressões abaixo.

Toren, um jogo totalmente brasileiro (Foto: Divulgação) (Foto: Toren, um jogo totalmente brasileiro (Foto: Divulgação)) — Foto: TechTudo

Toren (2011)

Desenvolvido com a Lei Rouanet de incentivo à cultura do governo federal, Toren impressiona logo nas primeiras animações. Embora não tenha gráficos de ponta comparáveis ao PlayStation 3, o game apresenta um ambiente imersivo em florestas e paisagens naturais.

Toren, um dos games que mais chama a atenção no Festival Games Brasil (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

No jogo você controla uma garota que, ainda criança, engatinha e anda em um ambiente vivo dentro de uma torre, à procura do sentido da vida. A história é inteiramente baseada em um poema, e por esse motivo, o jogo deve fazer mais sucesso entre gamers que gostam do aspecto artístico dos entretenimentos eletrônicos.

Os comandos são simples e aparecem na tela, como andar de um lado para o outro com os botões do teclado, além dos comandos para levantar a personagem e pular. O jogo tem um quê de Shadow of Colosus e de Okami, pelo tipo de arte empregada dentro de uma única e coesa temática.

Xilo (2013)

Programado para ser lançado no segundo semestre deste ano, Xilo conta a história de um herói cangaceiro que deve encarar as bestas e os mitos do folclore brasileiro para salvar seu povo. O nome do herói é Biliu.

Xilo é um game criado em Recife, no estado do Pernambuco (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Funcionando como um game plataforma em 2D, você deve pular cactos e encarar personagens conhecidos como o Saci. Com ajuda das xilogravuras (daí vem o nome), você consegue desvendar os principais mistérios do jogo. Os comandos de Biliu vão aparecendo conforme você se movimenta na tela, como se fosse uma história em quadrinhos.

O resultado final é um jogo em preto e branco muito bem acabado e bonito. No entanto, falta um pouco de velocidade na movimentação do personagem.

Operação Cosmos: A Ameaça da Gigante Vermelha (2008)

Cosmos é um jogo surpreendente e estava presente em dois computadores do Festival Games Brasil. Criado para alunos dos ensinos fundamental I e fundamental II, ele é, na verdade, um adventure point and click no estilo Full Throttle, porém com a temática espacial.

Era possível jogar Operação Cosmos em dois computadores do evento (Foto: Pedro Zambarda/TechTudo) — Foto: TechTudo

Ou seja, ao invés de controlar um motoqueiro no deserto, você encarna um recruta espacial que deve realizar missões no espaço sideral. Para interagir com os personagens e atingir seus objetivos, você deve fazer as melhores escolhas de falas, para que os amigos e inimigos não impeçam seu personagem.

Abertura do game educativo Operação Cosmos (Foto: Pedro Zambarda/TechTudo) — Foto: TechTudo

Além de ser divertido, o game conta com puzzles que ensinam as crianças sobre a localização dos planetas no Sistema Solar, além de lições de reciclagem e de ciência. O jogo sofre com um pouco de lentidão na ação, mas a ideia é atraente e inovadora para os games educativos no Brasil.

Dilma Adventure (2008)

Jogo de humor desenvolvido com a presidente brasileira, ele não chama atenção pela originalidade, mas pela criatividade dos elementos na tela. O gamer deve controlar Dilma Rousseff como se fosse o herói Mario em um jogo plataforma 2D.

Dilma Rousseff vira Mario em um jogo brasileiro (Foto: Pedro Zambarda/TechTudo) — Foto: TechTudo

O jogador deve sobreviver a um exército dos inimigos tucanos do partido brasileiro PSDB, que roubam estrelas do PT, e ainda encarar zumbis parecidos com o ex-governador José Serra. As estrelas petistas e as urnas ajudam Dilma a permanecer viva até o final do game.

A montagem do cenário do jogo é muito simples, o que pode fazer com que o desafio fique entediante depois de algum tempo. Além disso, o jogo também sofre com lentidões que comprometem seu gameplay.

Oniken (2012)

Quem é fã de Nintendinho não pode deixar de jogar Oniken. Nesse grande jogo brasileiro, você controla o herói Zaku, que utiliza sua espada e suas bombas para proteger o resto da humanidade dizimada em um futuro apocalíptico.

Oniken é um baita representante 2D dos games brasileiros (Foto: Pedro Zambarda/TechTudo) — Foto: TechTudo

O jogo lembra Megaman e Double Dragon, mas com bastante sangue e cabeças rolando na medida em que você derrota seus inimigos. É um saudosismo 8-bits que se manifesta em gráficos toscos, com vários pixels na tela, mas que funcionam bem em um jogo 2D de luta.

A velocidade em Oniken é muito boa. No entanto, o nível de dificuldade dos inimigos vai exigir uma habilidade rápida com o teclado.

Outros games brasileiros presentes no evento

- Mr. Bree+: um game divertido em que um porco pai de família é capturado por javalis selvagens para se tornar um escravo.

Mr. Bree+ (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

- DungeonLand: no jogo você enfrenta desafios em um parque de diversões dominado por um mago maluco, que também é controlado por um dos jogadores.

- Knights of Pen and Paper: um simulador de RPG que colocar o gamer como mestre e jogador.

Knights of Pen and Paper (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

- Luke at the Stars: um jogo mobile sobre Luke e o amor de sua vida.

O Festival Games Brasil estava previsto para ser encerrado no último sábado (25), mas foi prorrogado até o dia 2 de junho, ainda no MIS. Ao todo, há 30 jogos brasileiros em exibição na feira, incluindo jogos de tabuleiros e card games. O espaço no MIS está aberto à visitação e é possível testar os jogos e conversar com alguns desenvolvedores presentes.

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