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Por Pedro Zambarda; Para O TechTudo


Você gosta de gráficos de Nintendo ou do Super Nintendo? Entre 8 bits e 16 bits? O pessoal da empresa JoyMasher criou, em 72 horas (do dia 26 até dia 28 de julho), o game Killing Moon, apostando em pixels de duas dimensões e não nos gráficos 3D. A coluna Geração Gamer desta semana conversou com os desenvolvedores do jogo, que ainda está em finalização. Confira:

Killing Moon, da JoyMasher, faz terror com poucos bits (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Uma das designers da JoyMasher é Thais Weiller (25), que também é blogueira do site americano Gamasutra. Definindo-se como uma “coringa” do grupo, Thais cuida desde o design de game até roteiro, comunicação e a parte financeira da empresa. “Gostamos muito de pixel art e acho que deu para perceber, né (risos)? O tipo de gráfico usado no game é algo que varia de projeto para projeto”, explica a especialista.

Thais Weiller, da JoyMasher (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

O que é Killing Moon?

“É um jogo que se passa em uma festa de hallowen, dia das bruxas, em uma escola. O game ocorre nos anos 90. Coisas estranhas começam a acontecer, mortes acontecem e os alunos se veem presos dentro da escola”, explica Thais Weiller. O gamer poderá percorrer quadras poliesportivas e cenários tipicamente estudantis para resolver os puzzles dentro do jogo.

Quadra da escola em Killing Moon (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Os protagonistas disponíveis também funcionam de forma diferente de um game tradicional de terror. “O jogador irá controlar três personagens diferentes, cada um em um capitulo, e vai ver a historia no ponto de vista de cada um deles. A ideia do game é não oferecer uma resposta fácil ou unica para o que está acontecendo”, explica a especialista. O jogo não seria claro nem quanto ao vilão e aposta em um cenário que, mesmo com aparência retrô do 2D, rende alguns sustos.

Cenário de uma enfermaria em Killing Moon (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Os personagens são controlados em uma visão aérea em terceira pessoa, que privilegia os cenários da escola no halloween. É uma ideia simples e divertida, mesmo em formato de terror e em gráficos teoricamente rudimentares, mas que atraem os entusiastas dos consoles dos anos 90.

O que é o Pack of Horrors?

A reunião (Jam) de desenvolvedores de games Pack of Horrors começou no dia 26 de julho com previsão de acabar no dia 29. Reuniu designers de games de algumas das principais startups de jogos do Brasil, como JoyMasher, Catavento, Alpaca Team e Miniboss.

Monstro que simboliza a reunião de desenvolvedores Pack of Horrors (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

“O Santo, que é da MiniBoss, me falou uma vez que, para fazer jogos, você precisa ter passado pelo processo do jogo todo e não necessariamente passar pela arte, programação ou design. Precisa passar pelo começo, meio e fim. Jams são essas experiencias encapsuladas em 48h. Ninguém vai sair de uma jam pronto para fazer jogos AAA, mas a quantidade de coisas que você aprende nessas 48h é absurdo”, diz Thais Weiller, sobre a importância de eventos na internet como o Pack of Horrors.

Na Jam, eles são forçados a entregar um produto completo em um espaço pequeno de tempo. A reunião também aproxima mais as empresas, para que elas troquem experiências e façam todo o networking necessário dentro do setor. Alguns dos games desenvolvidos estão sendo exibidos no tumblr do Pack of Horrors.

Uma experiência anterior da JoyMasher

Killing Moon não é o primeiro jogo de destaque da JoyMasher. Thais Weiller e o desenvolvedor Danilo Dias (26) explicaram que eles também foram responsáveis pelo Oniken, game 2D muito parecido com Mega Man e Super Metroid, que foi apresentado no Festival Games Brasil 2013.

Oniken é um game tipo demake, o contrário de um remake (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

“A idéia de fazer Oniken na verdade é um pouco antiga. Oniken na verdade é um ‘demake’ 8 bits de um antigo jogo meu que comecei na época da faculdade mas acabei parando. Quando terminei o curso, meu amigo Pedro Paiva (23) me chamou para terminá-lo”, explicou Danilo, em entrevista ao TechTudo. Demake é o contrário de um remake, ao invés de adaptar um jogo antigo em um console novo, Danilo Dias pegou uma ideia que poderia ser lançada em 3D e em gráficos refinados e acabou reduzindo aos 8 bits.

Oniken tem gráficos similares aos 8 bits do NES (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

Oniken é divertido e consiste em controlar o protagonista com espadas e outras armas contra robôs num mundo futurista e apocalíptico. Está disponível para baixar por US$ 5 e é outra das boas novidades do mercado brasileiro, graças à JoyMasher.

A criação de eventos virtuais para o desenvolvimento de jogos mostra que o Brasil está valorizando o setor entre os próprios profissionais, que não fazem apenas games para propaganda. No entanto, Thais  Weiller acha que isso é reflexo da competência das pessoas e não da nacionalidade. “Não vejo muita influencia de nacionalidade e os brasileiros se destacam quando fazem jogos bons, assim como os espanhóis, os suecos ou os noruegueses”, explica a desenvolvedora.

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