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Por Caio Malhano; da Redação


Batman: Arkham Origins chega às lojas nesta sexta-feira (25) para PC, Xbox 360, PlayStation 3 e Wii U, fechando a trilogia mais recente da franquia de sucesso do Homem Morcego nos games. E aproveitando a proximidade do lançamento do título, o TechTudo conversou com dubladores do game sobre o processo de gravação de Origins.

Guilherme Briggs dublou Bane no útlimo filme do Homem Morcego e em Batman: Arkham Origins (Foto: Caio Malhano / TechTudo) — Foto: TechTudo

O vilão Bane foi dublado por Guilherme Briggs, que também foi responsável pela voz do personagem no filme Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge e de Superman em Injustice: Gods Among Us. O profissional falou sobre seu processo de criação das vozes para cada trabalho: “Eu uso muito a intuição para interpretar os sentimentos dos personagens. O importante é passar a verdade e se aproximar da realidade do português brasileiro”. Briggs explica que procura ajustar o ritmo e tom das falas para que não soem estranhas para o jogador do Brasil.

Como os profissionais não tiveram qualquer acesso a detalhes exclusivos do jogo, Briggs diz que buscou informações sobre o game na própria Internet. “Vi trailers, li e pesquisei sobre o jogo, mas no fim das contas eu tive acesso às mesmas informações que os fãs”. Por fim, Guilherme revelou o maior elogio que já recebeu: “Um fã uma vez me disse que quando lia os quadrinhos do Superman imaginava o personagem falando com a minha voz. Isso é o máximo”.

Marcio Simões, dublou o Coringa em Batman: Arkham Origins (Foto: Caio Malhano / TechTudo) — Foto: TechTudo

O dublador Marcio Simões, responsável pela voz do Coringa no novo game do Batman e no filme Batman: Cavaleiro das Trevas, também já possui um histórico em dublagens de jogos, tendo trabalhado com os títulos: Injustice: Gods Among Us (Sinestro), Gears of War, Diablo 3 e World of Warcraft. A lista se estende a séries - 24 Horas (Jack Bauer) e CSI -, desenhos animados (Patolino) e grandes atores de Hollywood, como Will Smith, Nicolas Cage, Samuel L. Jackson, etc.

Simões fala sobre as mudanças ocorridas no processo de dublagem, que hoje conta com recursos mais modernos do que em seus primeiros anos no ramo. “Antigamente os dubladores gravavam todos juntos, no mesmo estúdio, e era muito divertido”, comenta. “Hoje cada um grava separado, o que agiliza o processo, mas elimina a interação entre a equipe”, completa. Sobre sua experiência com Arkham Origins, Marcio revela: “Eu costumo dizer que nós ‘dublamos ondinhas’, porque recebemos só as falas, sem imagens, e temos que sincronizar o áudio com base nos gráficos em ondas das vozes originais” e complementa: “Minha parte possuía 500 falas e demorou cerca de seis horas para ser gravada.”

Christiano Torreão é o diretor de dublagem de Batman: Arkham Origins (Foto: Caio Malhano / TechTudo) — Foto: TechTudo

O TechTudo entrevistou também o diretor de dublagem de Batman: Arkham Origins, Christiano Torreão, que já dublou personagens de outros jogos, como Lupus, de Grand Chase e Jarvan IV, de League of Legends. Ele falou sobre os desafios do trabalho e o direcionamento da equipe de dubladores. “Nós não tivemos acesso às imagens do jogo ou ao áudio original, em inglês”. Em relação à liberdade de criação e adaptação do conteúdo original, Torreão explica: “O texto já vem pronto. Não podemos criar sobre ele, exceto quando há algum problema com a tradução. Neste caso, adaptamos as falas à linguagem brasileira.”

Como coordenador do time de dubladores de Arkham Origins, Christiano explica também que buscou orientar o trabalho a fim de manter a força das intenções da dublagem original, preservando as características dos personagens. Já sobre a importância da crescente oferta de títulos com áudio em português, o profissional afirma: “A importância dos games dublados é muito grande e o público deve exigir sempre qualidade dos atores escalados nos projetos. Especialmente porque o Brasil ainda está aprendendo a dublar jogos”.

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