Por Emanuel Schimidt; Para O TechTudo


O site de encontros Ashley Madison está sendo processado pela brasileira Doriana Silva, uma ex-funcionária que alega ter criado mil perfis falsos de mulheres também brasileiras para a versão local do site no país. Segundo Doriana, que imigrou para Toronto, no Canadá, ela teve apenas três semanas para criar os cadastros, o que a levou a sofrer de LER (Lesão por Esforço Repetitivo), problema que a impede de trabalhar com digitação desde 2011.

A brasileira, que ao processar o site tornou pública a denuncia sobre perfis falsos na rede social de traição está pedindo indenização de US$ 20 milhões (mais de R$ 46 milhões). Já a empresa, dona do site de encontros e "casos", a Avid Life Media, nega todas as acusações. "Nosso serviço é 100% autêntico, conforme descrito em nossos Termos de Serviço", afirma em nota.

Ashley Madison (Foto: Reprodução/Ashley Madison) — Foto: TechTudo

“O objetivo desses perfis [falsos] é seduzir homens heterossexuais que pagam para se cadastrar e gastem dinheiro no site”, afirma o processo de Doriana. “Eles [os perfis] não pertencem a nenhum membro real da Ashley Madison – nem a qualquer ser humano”.

Doriana Silva disse ter sido contratada pela Ashley Madison para ajudar no lançamento da versão brasileira do site, com promessa salarial de US$ 34 mil anuais e mais benefícios.

Após o início das dores, a ex-funciona disse ter solicitado uma licença para se recuperar, pedido que teria sido recusado pela companhia mídia e sites de encontros. Além disso, ela acusa a Ashley Madison de não ter cumprido os acordos para compensá-la pelos gastos médicos.

Segundo Paul Dollak, advogado da brasileira, em entrevista para a revista Time, o valor exigido de indenização não é apenas pelos problemas enfrentados pela cliente, mas também visando receber uma parte do lucro que a empresa teve com os perfis falsos criados por ela.

O julgamento ainda está em processo, e a Ashley Madison ainda não formalizou sua defesa nem comentou sobre o caso com veículos da imprensa estrangeira que citaram o caso.

Ao TechTudo, a empresa confirmou que a mulher trabalhou em seus escritórios em Toronto por 90 dias e que a funcionária alegou desconforto no pulso. Porém, a Avid Life Media disse que considera o processo oportunista. Os médicos canadenses teriam constado "uma simples tensão e prescreveram nada além de um descanso – o qual foi concedido", disse.

"Surpreendentemente, a empresa Avid Life Media foi processada pela Sra. Silva com pedidos extorsivos de US$ 120 mil a US$ 20 milhões. Em vez de tentar buscar uma possível compensação em linha com seu salário, ela escolheu processar a companhia", completou.

Sobre os perfils falsos, a empresa mostrou indignação com as alegações e as denuncias.

Via Time

Mais do TechTudo