Por Da Redação; da Campus Party Brasil 2014


Se você ainda não ouviu falar do Viber, certamente ouvirá. O mensageiro multiplataforma que tem versão em português abriu um escritório no Brasil em novembro com objetivo de derrubar a concorrência no país. Quando falamos de concorrência, leia-se WhatsApp. O israelense criador do software, Talmon Marco, foi um dos palestrantes da sétima edição da Campus Party e falou abertamente com a imprensa sobre os rivais e os planos de expansão global.

Talmon Marco, CEO do Viber, fala do mensageiro e planos para o Brasil (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) — Foto: TechTudo



Com palestra marcada para a quinta-feira (30), Talmon fez questão de divulgar suas ideias sobre o Viber no Brasil. Em parceria com Luiz Felipe Barros, que gerencia a presença do app no país, ele conta que, embora tenha versões para iOS (iPhone), Android, Windows Phone, BlackBerry, Symbian, Nokia S40, Bada e versões desktop para Windows, Mac OS e Linux, seu principal alvo não é o Skype nem o Facebook, e sim o WhatsApp.

" O Viber é suportado em todos os devices, dá uma entrega real de que a mensagem foi lida, é mais 'clean' e mais leve também" - Talmon Marco

Segundo Talmon, o Viber, que é uma plataforma para fazer ligações, enviar mensagens de texto, vídeos, fotos e stickers (figurinhas), se difere do Facebook porque prioriza a comunicação de "um para um", ou de pequenos grupos. A agenda do app, sincronizada com os contatos do celular, e permite que, por exemplo, só se converse com quem é realmente intimo, evitando aparecer online para conhecidos e contatos distantes do Facebook.

Talmon, que não poupou críticas, disse que a rede social está no caminho errado. "O Facebook está sendo agressivo ao migrar o usuário para o Messenger. Sugere a troca de aplicativo, o que piora a experiência do usuário e consome mais energia do smartphone", argumentou.

Contra o WhatsApp, Barros, parceiro no "projeto Brasil" do Viber, acredita que, se comparados, a vitória é certa. "O Viber é suportado em todos os devices, dá uma entrega real de que a mensagem foi lida, é mais 'clean' e mais leve também", diz o executivo, enumerando qualidades do software.

Viber abre escritório no Brasil e fortalece suporte aos usuários (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) — Foto: TechTudo



Ainda de acordo com ele, no Brasil, o software móvel, que vive envolvido em polêmicas sobre ser ou não pago, é o maior rival. "Miramos no WhatsApp, ele é o nosso maior concorrente. Mas nosso produto é melhor, mais competitivo e oferece uma experiência boa que vai ser sempre gratuita", diz.

 WhatsApp vs Viber: qual é o melhor mensageiro?

Sobre o Skype, foi sucinto. "Somos um aplicativo nativo do 'mobile', crescemos e fomos para o desktop. A experiência é melhor no 'mobile', mas também é boa no desktop. Quando você sai do Windows, por exemplo, a experiência do Skype é péssima", completa, engrossando críticas ao app.

Na contramão do WeChat e do Line

Questionado sobre os planos para crescer no Brasil, Barros devolve com uma pergunta: "Você já viu alguma rede social fazer sucesso no Brasil investindo em mídia? Eu não", dispara. Segundo ele, nem Line, nem WeChat, gastando fortunas em comerciais de TV no horário nobre, tem o tamanho do Viber, que chegou as 300 milhões de usuários globais e um total de 10 milhões no Brasil sem fazer esforços publicitários na região.

Sobre publicidade, o Viber parece estar livre também na sua estrutura. Talmon garante que o software não vai mostrar anúncios aos usuários. O executivo citou ainda que sabe a repercussão que denúncias de espionagem tiveram no Brasil e que o Viber não guarda dados no servidor.

Talmon Marco em entrevista ao TechTudo na Campus Party 2014 (Foto: Melissa Cruz/TechTudo) — Foto: TechTudo



Barros explica: O Viber não armazena a conversa, toda a informação fica no celular. As conversas não ficam no servidor depois que são entregues e, quando não são entreues, são apagadas depois de um tempo. Ainda de acordo com ele, não há perigo de mudança de termos de uso, pois não há o objetivo de liberar dados para os anunciantes. O Viber vende serviços de ligação para telefones fixos, o Viber Out, e artigos na "Loja de Adesivos".

Com três pessoas no Brasil, a equipe atual não trabalha em desenvolvimento de software. "Nada de engenheiros por enquanto, eles estão em Israel, Bielorússia, em Amsterdã", diz Talmon. Ainda de acordo com ele, o conteúdo localizado de stickers fará toda a diferença no país.

Questionado pelo TechTudo sobre qual plataforma oferece a melhor experiência do Viber, o executivo disse que, por preferência pessoal, é o iOS , para iPhone, celular que carregava no bolso e mostrou ao posar para fotos.

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