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Por Da Redação; Para O TechTudo


Parece que a era dos replicantes prevista em filmes de ficção científica, como Blade Runner, não está mais tão distante. A mais recente inovaçao é a robô jornalista poliglota Kodomoroid (Childroid), exibida no Museu Nacional de Ciência Emergente e Inovação, em Tóquio, no Japão.

Outro modelo chamado Otonaroid (Adultroid), de cabelos longos, também foi exibido pelo professor Hiroshi Ishiguro, diretor do laboratório de inteligência robótica da Universidade de Osaka, no curso de engenharia científica. Os dois humanoides foram desenvolvidos para ler as notícias como se fossem âncoras de televisão.

Você confiaria na notícia lida por um robô ao invés de um humano? (Foto: Reprodução) — Foto: TechTudo

O acabamento externo das duas robôs é de silicone, que imita a textura da pele humana. Ao interagir fisicamente com Kodomoroid ou com Otonaroid, a característica estranha que mais chama atenção é sua temperatura baixa. Mas o corpo das duas unidades artificiais foi modelado para realmente parecer com o de um ser humano.

Otonaroid é uma versão madura da Kodomoroid (Foto: Reprodução) — Foto: TechTudo

Com notícias pré-programadas, o robô “lê” as informações e fala num tom de voz sereno e calmo quais são as notícias mais importantes. Os japoneses estão desenvolvendo ainda timbres sonoros para todas as línguas. Qual é a principal vantagem de ter uma máquina no lugar de um âncora de TV? Ele não mostra emoções exageradas nem diante das boas notícias e sequer ao mencionar catástrofes. Ou seja, é um narrador mais neutro para as informações televisivas.

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Kodomoroid e Otonaroid ficarão disponíveis no museu de Tóquio para interagir com visitantes. De acordo com o professor e pesquisador Ishiguro, esse experimento vai levar um feedback importante. Algumas pessoas desavisadas podem confundir as duas robôs com mulheres de verdade, mas elas ainda possuem comportamentos distantes do que consideramos familiar.

Hiroshi Ishiguro vem desenvolvendo robôs há 20 anos, com a melhoria da tecnologia mecânica, e enxerga funções importantes para suas máquinas em um futuro próximo. O fato é que Kodomoroid e Otonaroid podem, por exemplo, não saber improvisar muito bem diante de câmeras, mas certamente transmitem informações com uma precisão que seres humanos não conseguem.

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