Por Da Redação; Para O TechTudo


A Intel disponibilizou no mercado o microcomputador Edison, que tem tamanho de um cartão SD, transistores de 22 nanômetros e conexões Wi-Fi e Bluetooth. O produto foi lançado nesta semana, no Intel Developers Forum (IDF) 2014 que ocorreu na Califórnia, no mesmo dia do lançamento dos iPhones 6 e 6 Plus. O computador é um dos menores do mundo e foi anunciado durante a CES 2014 em janeiro de 2014.

O presidente Brian Krzanich mostrou o microcomputador da Intel, o modelo Edison (Foto: Divulgação) — Foto: TechTudo

O minicomputador é muito menor do que seus concorrentes Arduino Uno e Raspberry Pi Model B+, sendo que esse último foi lançado em julho e tem o tamanho de um cartão de crédito. O Edison custa US$ 50 (R$ 115, sem impostos), apresenta 1 GB LPDDR3 de memória RAM, voltagem de 3,3 V até 4,5 V, processador Quark SOC, duas bandas de frequência (2,4 GHz e 5 GHz), memória interna flash de 4 GB eMMC e sistema operacional Yocto Linux versão 1.6. Ele também dispõe de duas entradas USB, suporte a outros cartões SD e uma entrada de 70 pinos.

Edison foi anunciado pelo preço de US$ 50 (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

Não há previsão ainda de quando o microcomputador chegará ao mercado brasileiro. A Intel, no entanto, conseguiu embutir o equipamento em uma placa Galileo de 100 MHz que tem o estilo de um Raspberry Pi. Essa montagem permite que o microcomputador possa conectar objetos diferentes em torno do conceito da “Internet das Coisas”.

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Um dos usos práticos do Edison seria dentro de drones de filmagem. O computador do tamanho de um cartão SD poderia configurar um sistema de vigilância próprio com a máquina voadora, que já pode tirar fotografias no ar. O drone também é capaz, com o Edison, de seguir o sinal telefônico de smartphone, permitindo outras formas de manipulação do aeromodelo.

A filial mexicana da Intel deu a ideia de instalar chips em capacetes de operários para que eles trabalhem de maneira inteligente. A fabricante, então, decidiu implantar um microcomputador Edison para proteger trabalhadores, por exemplo, da exposição de gases perigosos. A máquina seria capaz de fazer isso graças aos sensores que seriam embutidos para seu pleno funcionamento.

A Intel desenvolveu um robô chamado “Jimmy” que custa US$ 16 mil (R$ 36 mil, em conversão direta) com processador i5. Contudo, a empresa Trossen Robotics conseguiu fazer uma versão reduzida dessa máquina por US$ 1,6 mil (R$ 3,6 mil, idem) a partir de um microcomputador Edison.

E dentro de roupas? A Intel demonstrou, no IDF, uma roupa feminina repleta de luzes azuis monitoradas pelo Edison. Este é o tipo de inovação que agrada àqueles que gostam de moda. A mudança de cores é coordenada pelas sinapses mentais da pessoa que está vestindo a tecnologia. O computador consegue alterar a coloração pelo humor da pessoa, com um sensor próximo dos olhos, na cabeça.

Outro uso prático do Edison é em funcionamento com câmeras. A Intel implantou o computador com filmadoras no corpo de um boneco de camaleão. Os olhos registram o exterior, mudando a cor das lâmpadas de acordo com o ambiente. O microcomputador é capaz de registrar a tonalidade ambiente para alterar suas próprias luzes.

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