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Por Da Redação; da Futurecom 2014


O BlackBerry Passport, lançado em setembro nos Estados Unidos, enfim, apareceu no Brasil. Disponível no estande da companhia canadense na Futurecom 2014, realizada em São Paulo, o simpático aparelhinho quadrado passou por um teste básico feito pelo TechTudo. E o resultado foi interessante.

BlackBerry Passport tem tela quadrada de 4,5 polegadas (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

Possivelmente uma das últimas apostas da empresa canadense, o Passport é vendido por US$ 599 (cerca de R$ 1,5 mil, sem impostos) nos EUA. O gadget foi um sucesso de vendas e, nos primeiros dias, registrou mais de 200 mil unidades vendidas, figurando no topo de gigantes do varejo como a Amazon. O número pode não impressionar, se compararmos com Apple e Samsung, mas, sem dúvida, para a BlackBerry é um marco.

O Hands on começa, claro, pelo design. É impossível não notar aquele aparelhinho quadrado, em formato de passaporte (daí o nome...), de metal, com belo acabamento e sólido. No estande, alguns torciam o nariz para os ângulos e a falta de curvas, mas a maioria aprovava a ousadia da BlackBerry. Os ternos que circulavam por ali repetiam coisas como "impõe respeito", "é elegante" ou "já está disponível no Brasil?".

BlackBerry Passport tem um acabamento sólido (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

Em comparação com os recentes Z10 e Q10, que eram muito mais comuns (com visual Androidfone ou Nokia Qwerty, respectivamente), o Passport vem com quatro botões físicos (volumes, power e mute), tem uma tela quadrada de 4.5 polegadas (que não impressiona) Gorilla Glass 3 com 1440 x 1440px com 453ppi. Lado a lado com um Nokia Lumia e com um iPhone 6, há ainda algo aquém dos rivais, tanto no brilho, quanto na saturação das imagens.

BlackBerry Passport traz tecnologia Gorilla Glass 3 (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

O Passport roda a mais recente plataforma da BlackBerry, o BB10.3. Sua configuração é de respeito: um Qualcomm Snapdragon 801 quad-core, a 2.26 GHz, GPU Adreno 330 e 3GB de RAM. Tudo isso turbinado por uma bela bateria de 3,450mAh (o iPhone 6 tem  2,915 mAh, enquanto o Samsung Note 4 tem 3,220 mAh), fazendo do Passport o mais poderoso dispositivo BlackBerry já lançado. O gadget conta ainda com uma câmera traseira de 13MP, e uma frontal de 2MP. Nenhuma delas empolga, levando em consideração a faixa de preço do aparelho, mas o resultado é bem razoável.

Lateral do BlackBerry Passport (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

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Vídeos, aplicativos, fotos, não há qualquer sinal de cansaço na operação do Passport: tudo roda fluido, tudo inspira segurança e o aparelho se impõe mesmo com uma dezena de tarefas paralelas. Aliás, quase tudo seria perfeito, não fossem os aplicativos Android, que, adaptados ao sistema, vira e mexe param.

Falando em aplicativos, de cara, o aparelho abre duas lojas: BlackBerry World e a Amazon Appstore, ambas com uma média de 240 mil apps disponíveis, segundo a fabricante. Spotify, Foursquare, Tinder, Evernote, Facebook, Twitter e LinkedIn estão lá (aplicativos do Google, porém, ainda são uma incógnita).

Mas o maior atrativo - e o ponto mais polêmico - do Passport é, sem dúvida, seu teclado físico. Ou híbrido. Afinal, o qwerty é touch, e a pontuação aparece na tela. Você desliza o dedo sobre as teclas e o sistema sugere palavras. O sistema é, sem dúvida, mais confortável para digitar textos longos. Porém, a operação com apenas uma das mãos fica absolutamente inviável. 

Teclado do BlackBerry Passport é polêmico (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

Além disso, nós estamos treinados para uma forma de input: ou teclado físico, ou virtual. Há uma enorme dificuldade em misturar os dois mundos. "Onde eu teclo agora?" é uma pergunta recorrente. A questão ainda é: a essa altura do campeonato, mudar a forma do uso daquela que é a função mais básica do smartfone é um risco? E se for, o que a BlackBerry tem a perder?

Digitar com uma mão no BlackBerry Passport é difícil (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

Em pouco tempo com o Passport nas mãos, são duas as conclusões: a primeira, bom, é um aparelho para business, para "trabalho", para quem busca a segurança do sistema para proteger seus dados. E esse tipo de público, muito frequentemente, tem dois aparelhos.

BlackBerry Passport tem um bom hardware (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

A segunda é mais objetiva: com seu design ousado, o aparelho chama a atenção em um momento de mercado onde os fabricantes copiam descaradamente uns aos outros, imitando formatos, tamanhos e estilos. Do ponto de vista do hardware, o Passport já tem seu lugar na história. Porém, da perspectiva do usuário não-corporativo, a empresa parece não ter muitas expectativas. Resta ver como o quadradinho vai se comportar quando chegar ao Brasil, no primeiro trimestre de 2015, segundo a assessoria da BlackBerry.

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