Por Da Redação; Para O TechTudo


Usuários do Tinder viveram experiências estranhas nas últimas semanas. Ao navegar pelo aplicativo e conversar com seus matches, homens heterosexuais acreditavam estar em contato com uma mulher mas, na verdade, estavam conversando entre si. A confusão foi causada por um hack que explorava a vulnerabilidade da rede social para fazer com que homens "provassem de seu próprio remédio". 

Tinder agora também tem envio de imagens que desaparecem depois de visualizadas (Foto: Reprodução/Edivaldo Brito) (Foto: Tinder agora também tem envio de imagens que desaparecem depois de visualizadas (Foto: Reprodução/Edivaldo Brito)) — Foto: TechTudo

A ação foi feita um um engenheiro de computação dos Estados Unidos, que criou um aplicativo usando a API do Tinder. O programa criava um perfil falso de uma mulher que funcionava como uma "isca". Ao identificar usuários que haviam curtido a conta, o aplicativo fazia com que eles conversassem entre si, como uma espécie de tela que repassava as mensagens.

O hack era voltado à homens heterossexuais e, segundo seu criador, foi capaz de criar cerca de 40 conversas nas primeiras 12 horas. Segundo ele, a inspiração para o trote surgiu dos relatos de várias amigas, que reclamavam da forma como os homens se dirigiam a elas no aplicativo. Seu objetivo seria fazer com que eles recebessem o mesmo tratamento vindo de outros homens. 

O código também embaralhava os telefones dos usuários para que eles não pudessem ser identificados e o engenheiro aponta que só decidiu interferir quando percebeu que dois deles estavam prestes a marcar um encontro.

Apesar disso, ele acredita que quando duas pessoas querem se encontrar sem saber detalhes umas das outras, a surpresa é merecida. “Eles ignoram todos os sinais e as coisas estranhas”, afirma. 

Hack no Tinder fazia com que homens conversassem entre si pensando que estavam em contato com mulheres (Foto: Reprodução/Tinder) — Foto: TechTudo

Esta não é a primeira vez que o Tinder se mostra vulnerável - o aplicativo já foi alvo de uma falha que permitia identificar a localização de seus usuários. O próprio criador do hack admitiu a facilidade de subverter o Tinder.

“Basta que você tenha um token de autorização do Facebook para poder fazer um robô se comportar como uma pessoa”, explica.

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