Por Da Redação; Para O TechTudo


A qualidade de uma câmera não é determinada pela quantidade de megapixels, ao contrário do que muitos pensam. Por isso, as fabricantes de celulares se preocupam cada vez menos com a quantidade de pixels em seus sensores e mais com itens como lentes, tamanho de abertura e ISO.

Confira, a seguir, algumas dicas para entender melhor o significado destes termos e escolher o smartphone ideal para você, com base nos fatores que influenciam no desempenho da câmera.

Selfie, mania do autorretrato no Instagram (Foto: Pond5) — Foto: TechTudo



ISO

O padrão ISO é o que determina o grau de sensibilidade à luz do sensor digital do smartphone. Quanto menor o valor, menor a captação de luz. Por isso, para capturar imagens em ambientes escuros, o ISO deve ser aumentado. É preciso ter cuidado para não aumentar demais: quanto maior o valor, maior a quantidade de ruído (ou granulação) na imagem.

Um bom ajuste de ISO facilitará na captura da imagem perfeita (Foto:Reprodução/brettnattrass.co.za) — Foto: TechTudo

Por padrão, as câmeras dos celulares vem com ISO 100. Em boas condições de iluminação, é o suficiente para capturar imagens mais vivas e quase sem ruído. Se você deixar que a seleção do ISO seja automática, a função vai se adaptar às condições do ambiente.

Ao definir a escala de ISO de forma manual, alguns fatores devem ser observados: iluminação, tripé, mais ou menos ruído ou ainda se há movimento. Para entender a escala ISO na câmera do seu gadget, escolha um ambiente e tire fotos com todos os níveis disponíveis no aplicativo da câmera. Você vai perceber as diferenças e isso vai facilitar a sua escolha na próxima foto.

Abertura

Quanto maior a abertura do diafragma da câmera, mais luz é absorvida e mais clara fica a imagem. Logo, sensores com abertura maior favorecem a captura de imagens em ambientes escuros.

Quanto maior a abertura, maior a quantidade de luz absorvida (Foto:Reprodução/Samsung) — Foto: TechTudo

Mas atenção: quanto maior for a abertura, menor também é a sensação de profundidade percebida na foto. Além disso, com uma abertura menor, é possível aplicar o foco em um objeto distante, enquanto todo resto da imagem perde a nitidez.

As aberturas são indicadas por valores que variam entre f/1 até, por exemplo, f/16. Com o diafragma definido para uma abertura f/16, ele está quase fechado. Já com f/1, está quase totalmente aberto. A combinação de uma boa abertura com lentes de bom comprimento focal resulta em fotos melhores.

Lentes

As lentes são a parte vital de uma câmera. É através delas que o sensor digital do smartphone enxerga a cena que você vai registrar. A quantidade de megapixels do sensor não tem muita utilidade se a lente for de qualidade inferior, ou seja, seu celular não vai produzir boas fotos.

iPhone 6 possui iOS 8 e vem equipado com uma câmera de 8 megapixels (Foto: Divulgação/Apple) (Foto: iPhone 6 possui iOS 8 e vem equipado com uma câmera de 8 megapixels (Foto: Divulgação/Apple)) — Foto: TechTudo

Lentes de vidro alcançam melhores resultados. As câmeras digitais dos smartphones top de linha têm, não só uma, mas um jogo de lentes embutidas no seu sensor. Modelos como iPhone 6 e Xperia Z3 utilizam um jogo com seis peças de vidro sobrepostas - ambos desenvolvidos pela divisão de fotografia da Sony.

Outro fator importante para qualidade das fotos é o comprimento do foco das lentes. Modelos como Galaxy S6, por exemplo, têm comprimento focal de 28 mm, o equivalente às melhores câmeras de bolso. O smart da Samsung ainda tem a abertura máxima de f/1.9, que, em teoria, permite a captura de imagens cristalinas. 

HDR (High Dynamic Range)

Muitas fotos são prejudicadas porque os usuários não conhecem técnicas de iluminação. A função HDR (High Dynamic Range ou Alto Alcance Dinâmico, em português) pode ser uma boa solução. Ele deve ser usado para registrar imagens com intensidades de luz muito diferentes. Com o recurso, a câmera captura, de forma automática, três imagens com exposições diferentes da mesma cena, combina as três exposições e faz os ajustes na imagem final. Muitos celulares, principalmente os mais modernos, têm essa função. Em cada um, o HDR tem um nome diferente, como "tom dinâmico", "modo de captura" etc.

Exemplo de cena capturada com recurso HDR (Foto:Reprodução/Cambridgeincolour.com) — Foto: TechTudo

Megapixels

Um pixel é a menor unidade representada na tela do seu smartphone. E toda imagem digital é constituída por pixels. Quanto maior a quantidade de pixels em uma imagem, maior será o número de detalhes exibidos. Mas isso não tem relação direta com a qualidade, e sim, com  tamanho, em resolução e em espaço ocupado na memória.

O LG G Flex 2 tem câmera traseira de 13 megapixels e frontal de 2,1 (Foto: Fabrício Vitorino/TechTudo) — Foto: TechTudo

Quanto maior a quantidade de megapixels, maior é a resolução, o tamanho e o  “peso” em megabytes na memória do smartphone. Por exemplo, uma foto capturada em 1 megapixel, tem qualidade suficiente para uma ampliação em porta-retratos padrão, de 10×15 cm. Mas fica péssima caso seja ampliada para um quadro de 28×35 cm. Por isso, é importante atentar para quantidade de megapixels.

Câmera de 13 megapixels do Positivo Octa X800 deixa a desejar (Foto: Lucas Mendes/TechTudo) — Foto: TechTudo

Uma câmera que produz imagens entre 5 e 8 megapixels é suficiente para montar álbuns de família, viagens e até impressões de trabalho. Para redes sociais, fotos entre 1 e 5 megapixels tem tamanho e qualidade suficientes para não roubar espaço da memória e dados do seu plano de internet. Com 1 GB de espaço disponível na memória é possível armazenar cerca de 500 fotos de 5 megapixels.

Conclusão: a quantidade de megapixels não define sozinha a qualidade das imagens. Observando os outros fatores, você conseguirá ótimas fotos sem usar quantidades enormes de megapixels e vai aproveitar mais a câmera seu celular.

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