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Por Da Redação; Para O TechTudo


Uma tendência entre fabricantes de diversos tipos de dispositivos, dos notebooks aos celulares, vem tornando a bateria que acompanha esses aparelhos fixa, e muitas vezes, inacessível para os usuários. Se antes era possível remover o componente para trocá-lo, por exemplo, hoje esse tipo de processo acaba exigindo conhecimentos e equipamento para ser realizado.

Mas por que as baterias estão se tornando inacessíveis? Há algumas razões, mas a principal delas é o fato de que ao torna-las fixas no interior dos dispositivos, o fabricante ganha mais liberdade na hora de desenhar o produto.

MacBooks usam baterias fixas há alguns anos o que contribui para que os dispositivos fiquem cada vez mais fininhos (Foto: Carol Danelli/TechTudo) — Foto: TechTudo

Com a bateria interna e não removível, notebooks se tornaram muito mais finos, já que os designers podem criar o componente em formatos não convencionais, como você pode ver na fotografia que mostra o interior do MacBook Pro, destacando suas baterias.

Observe que o conjunto de baterias não forma uma única peça e não segue um formato convencional. Além disso, ao contrário de uma bateria que você pode “pegar com a mão”, o modelo usado pela Apple no interior dos seus notebooks não tem o aspecto rígido que você encontra em baterias de notebooks que podem ser extraídas.

Esse mesmo modelo é usado por praticamente todo fabricante de ultrabooks que opta por tornar sua bateria inacessível. A mesma doutrina de design é encontrada no interior de iPads e outros tablets.

Além disso, baterias fixas permitem que o desenho do dispositivo ganhe mais fluídez, já que se torna possível criar um produto com um corpo único. Celulares que optam por esse modelo, tendem a ser fabricados a partir de blocos de alumínio e acabam apresentando um chassi mais rígido.

Essas são algumas das razões que explicam porque a Samsung decidiu tornar os smartphones Galaxy S6 produtos com baterias não removíveis, ao contrário das gerações anteriores da linha, que sempre permitiram ao usuário remover o componente.

Outros motivos

Baterias internas que não podem ser removidas também estão mais protegidas de acidentes e são mais difíceis de se perder.

Blocos cinza na parte inferior da imagem são as baterias do Surface Book, da Microsoft. Opção por bateria integrada permitiu design fininho do notebook (Foto: Divulgação/Microsoft) — Foto: TechTudo

Além disso, ao isolar o interior do dispositivo das oscilações do ambiente ao seu redor, o fabricante pode ter mais segurança sobre a proteção dos componentes do aparelho, já que não há brecha e tampas que, se removidas, podem dar espaço à entrada de líquido e partículas de poeira que, com o tempo, podem se tornar nocivas ao funcionamento do aparelho.

Desvantagens

O grande problema de uma bateria inacessível ao consumidor é o inevitável dia em que ela apresenta problema. Inevitável porque baterias sofrem desgaste e perda de eficiência com o tempo.

Mesmo na hipótese de que uma falha crítica da bateria não ocorra, com o tempo, a perda de eficiência faz com que a peça não retenha mais a mesma quantidade de carga, ou que ela descarregue muito rápido durante o uso.

Nesses casos, quem usa um aparelho com bateria fixa pode estar em má situação. Nesses produtos, as baterias tendem a vir presas no interior do dispositivo com colas de alta resistência e que, normalmente, só cedem se expostas a fontes de calor extremo.

Mas o calor extremo é incrivelmente danoso para os outros componentes do seu aparelho. Além disso, o processo de abertura de um tablet, ou mesmo um MacBook ou ultrabook, é extremamente complexo e requer um bom conjunto de ferramentas, cuidado e conhecimentos razoáveis de eletrônica.

Danos causados pela água

Quando você expõe qualquer eletrônico à água a primeira coisa que você deve fazer é cortar a fonte de eletricidade desse dispositivo. No caso de aparelhos móveis, como celulares e notebooks, essa fonte é a bateria.

Uso de baterias removíveis, como nos antigos Galaxy S da Samsung, vai se tornando restrito a aparelhos mais baratos (Foto: Filipe Garrett/TechTudo) — Foto: TechTudo

Em modelos com bateria colada no interior, torna-se impossível realizar o procedimento. No fim das contas, com energia circulando, os danos da água podem aumentar consideravelmente, causando curtos que podem acabar com o dispositivo.

Celular muito quente

A melhor solução para acabar com o calor extremo de um celular é remover sua bateria por alguns minutos. Se a bateria é fixa, essa solução torna-se inviável ao usuário.

Em alguns casos, o forte calor de um celular é causado por problemas de hardware que não são eliminados simplesmente desligando o dispositivo. Com a bateria fixa, o calor pode continuar forte por muito tempo com o aparelho desligado.

Travamentos

Uma solução muito pratica para um travamento sério de qualquer aparelho é interromper seu abastecimento de energia. Se o Android travou, ou o Windows entrou em uma tela azul, tirar a bateria desliga o dispositivo automaticamente e permite que o usuário ligue-o novamente.

Obviamente, com baterias fixas, isso se torna impossível. Em muitos casos, a única forma de retomar controle do dispositivo é fazendo com que a bateria chegue a zero, forçando o desligamento.

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