Por Da Redação; da Redação


Os smartphones da família Galaxy, fabricados pela Samsung, e os iPhones têm menos memória interna do que o anunciado pelas empresas, de acordo com a associação de consumidores Proteste. A entidade ingressou com uma ação questionando a conduta das fabricantes, com alegação de “propaganda enganosa”.

No caso mais grave, de um telefone da Samsung, a diferença entre o anunciado e o total de GB disponíveis para armazenamento de arquivos chega a 33%. Apesar de outras fabricantes adotarem a mesma conduta, a Proteste cita a Apple e a Samsung nas ações.

Segundo a Proteste, o Galaxy S4 mini (modelo GT-I9195) tem 32 GB declarados. Quando o usuário inicia o dispositivo, encontra 25,05 GB de espaço para salvar fotos, vídeos e outros conteúdos no Android. O modelo oferece slot para cartão de memória adicional.

Outros smartphones que aparecem na lista da associação não permitem adicionar mais armazenamento por meio do MicroSD. Em relação à Samsung, o top de linha Galaxy S6 Edge tem 32 GB declarados, mas o usuário encontra 24,7 GB para uso próprio. A diferença é de 23%.

O celular da Apple também foi alvo de denúncia. O iPhone 6 e o iPhone 5S de 16 GB oferecem, na verdade, 14,7 GB de espaço interno – redução de 8%. A diferença é de 4% no caso do iPhone 5S de 32 GB – o espaço disponível é de 30,7 GB. Por utilizar o mesmo sistema iOS em todos os dispositivos, o total faltante nos iPhones é o mesmo: 1,3 GB.

A Proteste solicitou na Justiça a “alteração urgente das ofertas, apresentações e anúncios publicitários”, a fim de que as fabricantes “cessem a oferta enganosa”. A associação também pede “alteração urgente das ofertas, apresentações e anúncios publicitários”, a fim de que as fabricantes “cessem a oferta enganosa”.

Ainda segundo a associação, os valores das ações são de R$ 197 milhões no processo contra a Samsung e R$ 21 milhões no processo contra a Apple.

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Em resposta ao TechTudo, a Apple brasileira informou que a questão “é recorrente” e que avisa que “o espaço pode ser afetado”. Um dos exemplos dados pela fabricante foi da página oficial sobre iPhone 5S prateado, com 16 GB de armazenamento. Após as especificações técnicas, nas notas de rodapé, o consumidor encontra a informação de que “a capacidade real após a formatação é menor”.

A Samsung informou por meio de nota que vai “analisar e tomar as medidas adequadas, assim que recebermos oficialmente a notificação judicial deste caso.” A fabricante destacou que sempre manteve uma comunicação transparente com os clientes, citando como prova disso o aviso em seu website: “Tamanho da memória – Parte da memória é ocupada pelos aplicativos e sistema operacional”.

Confira abaixo a lista de todos os produtos citados pela associação, entre celulares e tablets:

– Samsung Galaxy A3 (16 GB)
– Samsung Galaxy A5 (16 GB)
– Samsung Galaxy S4 I9505 4G (32GB)
– Samsung Galaxy S4 mini GT-I9195 (8 GB)
– Samsung Galaxy S5 (16 GB)
– Samsung Galaxy S6 (32 GB)
– Samsung Galaxy S6 Edge (32 GB)
– Apple iPhone 6 (16 GB)
– Apple iPhone 6 (64 GB)
– Apple iPhone 6 (128 GB)
– Apple iPhone 5S (16 GB)
– Apple iPhone 5S (32 GB)
– Apple iPhone 5S (64 GB)
– Apple iPad Air (16 GB)
– Apple iPad Air 2 (64 GB)
– Apple iPad Air 232 GB)
– Apple iPad Air 2 (16 GB)
– Apple iPad Mini 2 (16 GB)
– Apple iPad Mini 2 (32 GB)
– Apple iPad Mini 2 (64 GB)
– Apple iPad Mini 3 (16 GB)
– Apple iPad Mini 3 (64 GB)
– Samsung Galaxy Note Pro (32 GB)
– Samsung Galaxy Tab 3 Lite (8 GB)
– Samsung Galaxy Tab 4 10.1 (16 GB)
– Samsung Galaxy Tab S 10.5 (16 GB)
– Samsung Galaxy Tab S 8.4 (16 GB)

Sobre a ausência de outras fabricantes no levantamento, a Proteste explicou que “escolheu os produtos da Apple e Samsung após a análise que detectou a diferença entre a capacidade de memória real e a anunciada e também por serem empresas de grande penetração no mercado”.

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