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Por Da Redação; de Tóquio*


Tekken 7 chega nos consoles apenas em 2016, mas no Japão o jogo está disponível de forma exclusiva nos fliperamas. Conversamos com Michael Murray, um dos produtores da série e braço-direito do designer Katsuhiro Harada, sobre o futuro da marca, as novas versões e a inclusão de Katarina, uma nova brasileira, no elenco. Confira:

Representatividade nacional

Para Michael Murray, criar uma nova personagem brasileira era necessário. “Sabe, temos que agradar novos públicos, então, apesar de já termos Eddy Gordo e Christie Monteiro, queríamos ter algum novo brasileiro ou brasileira no jogo. Katarina representa um mercado onde o game é muito popular, e isso fez sentido para nós”, disse.

Katarina, a brasileira de Tekken 7 (Foto: Divulgação/Bandai Namco) — Foto: TechTudo

Katarina é uma jovem morena, com curvas provocantes e óculos escuros. O mais interessante é que, durante as lutas, ela fala em português claro para provocar seus adversários, mesmo no fliperama japonês. “Sempre queremos ter lutadores autênticos de seus países em Tekken. Acreditamos que Katarina represente bem o Brasil e por isso a dublagem em português dela fez sentido”, disse Murray. “Sei que de alguma forma os adversários entendem ela”, brincou o produtor.

Para Kousuke Waki, designer de arte de Tekken 7 e que acompanhava Murray na entrevista, a criação de Katarina foi baseada em imagens de modelos e atrizes brasileiras. “Mas eu não fiquei tão feliz assim com o design dela. Botamos um óculos escuro na lutadora e isso esconde seu rosto, talvez Katarina ganhe um novo visual na versão para consoles, no futuro”, disse Waki.

Micharl Murray e Kousuke Waki, produtores de Tekken 7 (Foto: Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

Akuma entra no ringue

Outra grande novidade da nova versão de Tekken 7 é Akuma, lutador de Street Fighter. Michael Murray disse que sua inclusão também fez sentido, já que era o lutador da série da Capcom que mais se encaixava bem no universo de Tekken. “Akuma é demoníaco, e aqui temos personagens assim, como Jin, Heihachi, etc”, disse.

Murray garante, porém, que a inclusão de Akuma não tem qualquer relação com Tekken vs Street Fighter, jogo anunciado há bastante tempo e até hoje segue sem novidades. “Foi uma novidade ‘gratuita’. Temos vários personagens criados e que brincamos de inserir em Tekken durante os testes. Simplesmente decidimos pelo Akuma e achamos legal”, contou.

Tekken 7 com Akuma de Street Fighter (Foto: Divulgação/Bandai Namco) — Foto: TechTudo

Fated Retribution

Em breve, os fliperamas japoneses vão ganhar a atualização Tekken 7: Fated Retribution. Essa deve ser a mesma versão que chegará aos consoles, de acordo com os produtores, contando com todas as atualizações possíveis já lançadas nos fliperamas japoneses. Contudo, uma data precisa ainda não pôde ser divulgada – nem mesmo para o lançamento de Fated Retribution.

Porém, pelo que pudemos testar, Tekken 7 mantém todo o espírito de “luta simples e divertida” dos jogos anteriores da série. Os personagens possuem apenas a barra de energia e, a partir dali, contam com seus golpes para vencer os inimigos da melhor forma.

Tekken 7 mantém qualidade na jogabilidade (Foto: Divulgação/Bandai Namco) — Foto: TechTudo

Há uma boa seleção de personagens já disponível, entre novatos e veteranos, e os golpes seguem fáceis de se encaixar, ainda que tenhamos notado uma certa dificuldade em manter combos. O interessante de testarmos o game no fliperama foi a chance de encarar outros jogadores lado a lado, como em qualquer máquina antiga, e não contra a máquina em si.

Poucos detalhes ainda são conhecidos sobre a versão para consoles de Tekken 7, então resta aguardar. Ao menos, sobre o que foi possível ver no fliperama, o game continua divertido e, principalmente, bonito, feito com base no motor gráfico Unreal Engine 4.

*O Colaborador viajou à convite da Bandai Namco

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