Por Da Redação; Para O TechTudo


Frostbite, um dos jogos mais conhecidos da Activision para o Atari 2600, colocava jogadores no papel do esquimó que precisava construir um iglu antes de morrer de frio. Apesar de soar mórbido, o game encantava com os velhos gráficos quadrados do console e a jogabilidade viciante, mais rápida e desafiadora a cada nova fase, como era de costume na época. O TechTudo listou as melhores curiosidades e "bizarrices" de Frostbite, sucesso do Atari:

A origem do nome

O game ganhou vários apelidos no Brasil, como “Pula gelo” e “Jogo do Esquimó”, pois o nome "Frostbite" não deixava claro sobre o que se tratava. Em inglês, “Frostbite” é o congelamento do corpo em temperaturas muito baixas, o que acontecia com o protagonista caso não conseguisse construir o iglu a tempo.

Clássico game Frostbite do Atari 2600 trazia um esquimó que precisava se proteger do frio (Foto: Reprodução/YouTube) — Foto: TechTudo

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Um protagonista desconhecido

O personagem principal de Frostbite era um esquimó, mas pouco se sabia sobre ele. Seu nome era Frostbite Bailey, com parte do título no nome – semelhante a Pitfall Harry –, e a forma física que tinha era bem diferente dos gráficos do jogo. Na versão digital, parecia um esquimó gordinho e até barrigudo, mas Bailey é atlético, com movimentos de dançarino de balé e rosto de galã.

Na época do Atari 2600 era necessária muita imaginação para ver Bailey nos gráficos (Foto: Reprodução/YouTube e Wikipedia) — Foto: TechTudo

Arquiteto do Ártico

Assim como em outros títulos da Atari na época, era possível ser reconhecido pelo bom desempenho no jogo. Se jogadores enviassem fotos das TVs com o placar de pelo menos 40 mil em Frostbite, elas ganhavam o emblema “Arctic Architect”, Arquiteto do Ártico em português.

Muitos games ofereciam recompensas para jogadores que atingissem uma certa pontuação e provassem com fotos (Foto: Reprodução/Riff Raff Games) — Foto: TechTudo

Entre Frogger e Q*bert

Um ponto curioso é que a mecânica de Frostbite poderia ser descrita como o casamento perfeito entre os clássicos Q*bert e Frogger. Enquanto herdou de Q*bert toda a jogabilidade de pular para marcar blocos sem cair em cima de inimigos, por parte de Frogger veio o timing dos pulos, já que as fileiras de gelo e de inimigos moviam-se na horizontal o tempo todo.

Clássicos dos fliperamas como Q*bert e Frogger tiveram uma clara influência em Frostbite (Foto: Reprodução/VideoGame Critic) — Foto: TechTudo

Relançamento no Game Room

Frostbite saiu do ostracismo em 2010, graças ao serviço Game Room da Microsoft para o Xbox 360, PC e Windows Phone. Era basicamente um fliperama emulado, mas contava com uma ferramenta semelhante às Conquistas/Achievements do Xbox, além do placar online para competir com os amigos.

Apesar de aparecer antes em coletâneas, o Game Room foi a primeira vez que Frostbite teve extras adicionados (Foto: Reprodução/YouTube) — Foto: TechTudo

Exército de um homem só

Steve Cartwright produziu o jogo inteiro sozinho – uma única pessoa fazer todos os elementos de um game era comum na época do Atari 2600. Cartwright ainda produziu muitos outros títulos de sucesso, como Barnstorming, Seaquest e Megamania. Após o fim da Atari, ele seguiu carreira na Electronic Arts– lá, produziu o primeiro game online da empresa –, e depois foi para o estúdio Glu Mobile.

Steve foi responsável por mais clássicos do Atari 2600 como Barnstorming, Seaquest e Megamania (Foto: Reprodução/Wikipedia e VideoGame Critic) — Foto: TechTudo

Comercial bizarro

Muitos elementos dos anos 80 podem parecer bizarros para a geração atual apenas pelo choque de cultura, mas os comerciais de videogame realmente eram estranhos. Neste curto comercial de 30 segundos, o protagonista Frostbite Bailey está congelado na maior parte do tempo. O ator que o interpreta também é completamente diferente da arte no cartucho, mais próximo da versão dos gráficos do jogo.

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