Por Da Redação; Para O TechTudo


Resident Evil, game de horror da Capcom, comemora 20 anos em março de 2016. O jogo foi lançado no PSOne e Sega Saturn, mas logo ganhou novas versões, remakes e continuações ao longo dos anos. Além de trazer protagonistas carismáticos, como Chris Redfield e Jill Valentine, o primeiro título da saga tem uma série de curiosidades de bastidores e polêmicas acumuladas ao longo dos anos. Confira:

Resident Evil ou Biohazard?

No Japão, Resident Evil é até hoje conhecido como Biohazard, que significa algo como “perigo de contaminação biológica”. Mas, para o ocidente, o nome precisou ser modificado, quando o primeiro game da saga foi lançado. Mas você sabe o motivo dessa mudança?

Resident Evl teve nome modificado no ocidente (Foto: Reprodução/Game Ask) — Foto: TechTudo

Tudo ocorreu pois a Capcom não queria ter problemas com direitos autorais ou confusões. Já existia um jogo chamado Bio-Hazard Battle, lançado no Mega Drive, em 1992, pela Sega. Além disso, também há uma banda de rock chamada Biohazard, ativa até os dias de hoje. Para mudar o nome, a empresa promoveu um concurso interno entre seus funcionários e o nome “Resident Evil” foi eleito pelo fato de o jogo todo se passar dentro de uma mansão.

Resident Evil ou Sweet Home 2?

Originalmente, Resident Evil seria a continuação de outro jogo com a temática de terror da própria Capcom, chamado de Sweet Home, que saiu em 1989, apenas para Nintendinho, e somente no Japão. Porém, os planos foram modificados.

Sweet Home, clássico da Capcom (Foto: Reprodução/NES Archive) — Foto: TechTudo

Sweet Home, por sua vez, era inspirado por um filme de horror japonês. Talvez para aumentar a audiência ocidental a Capcom tenha decidido que Resident Evil seria uma série original e lançada separadamente, já que o game de Nintendinho era exclusivo do Japão, entre outros fatores culturais. Mas o elemento de explorar uma mansão cheia de horrores se manteve na série atual.

Inspirações de filmes e jogos

Apesar de muito popular, Resident Evil não inaugurou o gênero de jogos de horror e sobrevivência. Alone in the Dark chegou antes, em 1992, e fez isso com muita qualidade – o que gerou vários fãs. Por conta disso, podemos dizer que a série da Capcom teve algumas inspirações na jogabilidade e estilo visual de Alone in the Dark, como o próprio designer Shinji Mikami já afirmou em entrevistas.

Alone in the Dark veio antes e inspirou RE (Foto: Reprodução/VGMOnline) — Foto: TechTudo

Outra inspiração citada por Mikami é o filme O Iluminado, de Stanley Kubrick, que traz toda uma atmosfera de mistério e ameaças dentro de uma mansão – remetendo ao cenário do primeiro Resident Evil.

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Censura no DS

Resident Evil não sofreu tantas censuras ao longo de sua história. Apesar de ser um game bem violento, nem o primeiro ou suas sequências foram alvo de polêmicas, até que saiu Resident Evil: Deadly Silence, adaptação do jogo original para o Nintendo DS.

Versão DS de Resident Evil tinha sangue verde (Foto: Reprodução/GameSpy) — Foto: TechTudo

Resident Evil de DS apresentava sangue verde como opção padrão, seja dos inimigos ou dos personagens do jogador. É possível trocar para sangue vermelho nas configurações, mas a inclusão do sangue verde trouxe à tona a lembrança de outros games violentos que tiveram esse mesmo tipo de censura em plataformas Nintendo, como Mortal Kombat.

O remake “perfeito”

Resident Evil foi totalmente refeito em 2002, com um remake completo e lançado para o GameCube de forma exclusiva. O jogo trazia gráficos totalmente novos, ambientes 3D de verdade, e não mais pré-renderizados, além de uma dublagem mais caprichada.

O elogiado remake de Resident Evil (Foto: Divulgação/Capcom) — Foto: TechTudo

O título ficou exclusivo do GameCube por um bom tempo, mas foi relançado com o nome de Resident Evil HD Remaster em outras plataformas anos depois, incluindo Xbox One e PS4, com gráficos ainda mais refinados e outras novidades. Até hoje é tão elogiado quanto o original, em termos de jogabilidade e sustos.

Versão do diretor

Além do remake, Resident Evil teve outros relançamentos anteriormente, como a Versão do Diretor, ou “Director’s Cut”, lançada também na época do PSOne. Ela trazia dificuldade ainda maior e mudanças nos cenários.

Versão do Diretor e outros relançamentos (Foto: Divulgação/Capcom) — Foto: TechTudo

Além da Versão do Diretor, o game apresentou relançamentos adicionais, como a edição DualShock, lançada para ser compatível com o “novíssimo” joystick DualShock, disponibilizado no PSOne apenas anos depois do lançamento do console, e uma edição para Windows.

Versão cancelada

Infelizmente, Resident Evil teve uma versão cancelada ao longo do caminho, que seria lançada no antigo Game Boy Color. O lançamento estava agendado para 1999 e era produzido por uma empresa terceirizada, mas a Capcom decidiu cancelar sua produção, graças à baixa qualidade dos gráficos para a época.

A bizarra versão cancelada de Game Boy (Foto: Reprodução/Game Informer) — Foto: TechTudo

Em teoria, essa edição para Game Boy Color teria todo o conteúdo do que foi lançado para PSOne, incluindo cenas, salas e inimigos. Resident Evil foi lançado em um portátil da Nintendo apenas mas tarde, em 2001, com Resident Evil Gaiden, adaptação do segundo game da saga.

Atores reais

A introdução de Resident Evil fez enorme sucesso em sua época, pois era um dos games que utilizava a técnica chamada de FMV, ou Full Motion Video, filmado com atores reais e não utilizando gráficos e animações. Para os padrões atuais a introdução é até considerada “tosca”, mas tornou-se um clássico eterno pelas fantasias dos personagens nos atores e cenas de violência na entrada da mansão.

Introdução de Resident Evil com atores reais (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) — Foto: TechTudo

De certa forma, essa introdução com atores reais serviu de legado e inspiração para o primeiro filme da série Resident Evil, que saiu em 2002 e foi estrelado pela atriz Milla Jovovich. A invasão feita por personagens na mansão é bem similar e presta homenagens.

Múltiplos finais

Resident Evil é um dos poucos jogos de sua época, e também da série até hoje, que apresentava múltiplos finais. Há finais bons e ruins, além de um considerado como o “oficial”. A diferença entre eles está em quantos personagens são salvos, como Jill e Chris, além de Barry Burton, outro oficial da STARS que participa da história.

Resident Evil tinha múltiplos finais (Foto: Reprodução/YouTube) — Foto: TechTudo

O mesmo tipo de função é usada em Resident Evil 2 e 3, mas não muito nos capítulos mais atuais.

Comemoração da Capcom

Para comemorar os 20 anos de Resident Evil, a Capcom lançou uma série de entrevistas com os desenvolvedores, com comentários de alguns dos mais influentes membros da equipe até hoje. A primeira traz depoimentos do produtor Hiroyuki Kobayashi.

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Kobayashi é produtor do game original e também trabalhou no remake de 2002, além de Resident Evil 4 e 6. Ele ainda colaborou com os filmes da saga, desde o segundo até o mais atual.

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