Por Da Redação; Para O TechTudo


A compra de um novo monitor, ou mesmo televisor, pode apresentar vários modelos interessantes cujas diferenças estão em especificações técnicas obscuras, como resolução, taxa de contraste, intensidade de brilho e outras.

Para não ficar perdido na hora de investir, e não correr risco de ser enganado, a lista a seguir deixa você por dentro de todas as configurações. Entenda o que medem cd/m², como é medida a taxa de contraste e qual a importância de um display com tempo de resposta mais baixo. 

Monitor de 28 polegadas da Philips passa a custar R$ 2.499 (Foto: Divulgação/Philips) (Foto: Monitor de 28 polegadas da Philips passa a custar R$ 2.499 (Foto: Divulgação/Philips)) — Foto: TechTudo

Resolução

A resolução da tela é, talvez, a especificação mais conhecida e fácil de compreender. O valor determina a quantidade de linhas de pixels horizontais e verticais que o monitor é capaz de exibir. Quanto mais pixels o aparelho emitir, maior é a nitidez e o nível de detalhes que o dispositivo será capaz de mostrar.

Resolução exprime a quantidade de pixels da tela: quanto mais, melhor a qualidade de imagem possível (Foto: Reprodução/Filipe Garrett) — Foto: TechTudo

Nível de brilho

Mais um dado que deve ser observado a partir de “quanto mais melhor”. O nível de brilho determina a capacidade da tela de gerar imagens brilhantes. O problema é que essa característica é medida em unidades que costumam causar estranhamento: candelas por metro quadrado (cd/m²), ou nits, que são a mesma coisa: 1 nit é igual a 1 cd/m².

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Brilho é um dos fatores importantes a respeito de um monitor: mais é melhor (Foto: Reprodução/Filipe Garrett) — Foto: TechTudo

A definição do que é uma candela é bastante técnica e cobra alguns conhecimentos de física, portanto o importante é saber que a unidade exprime a intensidade da luz gerada pela tela em razão da área: quanto mais cd/m², ou nits, maior a capacidade do monitor de iluminar um espaço.

Gama de cor

Essa especificação costuma gerar algumas dúvidas no consumidor. A princípio, muita gente acredita que quanto maior a gama, melhor a qualidade de cor exibida pelo monitor – o que não é verdade.

O conteúdo consumido hoje (fotos, vídeo e etc) é produzido em um padrão de cor chamado de sRGB, que tem seus próprios valores de gama. Se o monitor tem gama muito maior do que o sRGB, as cores serão exibidas com distorções favorecendo aspectos saturados. Se, por outro lado, a gama é inferior ao sRGB, as cores tendem a aparecer com aspecto mais “lavado”, em uma distorção que as faz mais fracas.

Tela ampla é o ponto forte desse monitor (Foto: Divulgação/Dell) (Foto: Tela ampla é o ponto forte desse monitor (Foto: Divulgação/Dell)) — Foto: TechTudo

Em geral, displays de LCD/LED tendem a ter gama inferior ao sRGB. As telas OLED tendem a ter gama maior que o padrão. O truque, então, é buscar monitores que se aproximem o máximo possível da gama ideal do sRGB.

Tempo de resposta

Essa unidade mede o tempo que um único pixel leva para sair do branco ao preto e voltar ao branco. O ideal é buscar telas com o menor tempo de resposta possível pois valores mais altos podem apontar o risco de que ocorra o fenômeno do “ghosting”: imagens com elementos em movimento rápido deixam um rastro na tela.

Monitor 4K tem painel IPS, garantia de três anos e 27 polegadas (Foto: Divulgação/Dell) (Foto: Monitor 4K tem painel IPS, garantia de três anos e 27 polegadas (Foto: Divulgação/Dell)) — Foto: TechTudo

Entende-se que 5 ms (milissegundos) é o mínimo para uma boa qualidade de imagem, mas monitores com tempos menores já são comuns.

Taxa de atualização

O termo refere-se à quantidade de vezes que o monitor é capaz de atualizar uma imagem em exibição durante um segundo. Se um monitor tem taxa em 60 Hz significa que o dispositivo consegue atualizar a imagem exibida na tela até 60 vezes em um único segundo.

Frequência de atualização garante que imagens em movimento rápido serão exibidas sem rastros e de forma mais fluída (Foto: Divulgação/Samsung) — Foto: TechTudo

Quanto maior a frequência de atualização, melhor será a experiência de uso, já que o monitor criará imagens mais fluídas. As telas mais comuns são de 60 ou 120 Hz, mas já existem monitores com 240 Hz e além.

Taxa de contraste

É comum que fabricantes expressem entre as especificações de seus produtos que determinada tela tem 3000:1 de relação de contraste. Em um mundo ideal, essa razão serve para demonstrar a variação do brilho máximo que a tela produz com uma imagem completamente branca e o brilho mínimo quando a imagem é completamente escura. Por isso, o melhor contraste é aquele que estabelece a maior diferença possível entre branco e preto.

Monitores com má relação de contraste podem apresentar problemas na exibição de imagens com bastante diferenças de luminosidade, como a imagem mostra (Foto: Divulgação/Apple) — Foto: TechTudo

Um dos problemas que o consumidor encontra ao tentar conferir a taxa é que alguns fabricantes criaram meios próprios de medir esses valores, tornando a especificação passível de desconfiança na hora da compra.

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