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Por Da Redação; Para O TechTudo


Há exatos cinco anos, o mundo da tecnologia perdeu um dos seus maiores ícones: Steve Jobs, um dos fundadores da Apple. Ele esteve por trás de uma das maiores ascensões empresariais da História e ajudou a construir um legado com produtos que mudaram a forma como as pessoas lidam com os seus dispositivos de tecnologia, como o iPod, o iPhone e o iTunes.

O atual CEO, Tim Cook, assumiu a missão de tocar a empresa após a morte do seu principal líder. O temor era de que a Apple perderia a sua essência. E, de fato, muita coisa mudou. Relembre alguns dos principais aparelhos e serviços lançados pela Apple nestes anos sem Jobs.

Fundador da Apple morreu em 5 de outubro de 2011 (Foto: Divulgação/Apple) — Foto: TechTudo

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iPhones em diferentes tamanhos

Steve Jobs era conhecido por sua personalidade forte – não hesitava em bater de frente com os próprios funcionários e o conselho administrativo da empresa. E, claro, também com os analistas de mercado. Enquanto algumas marcas (em especial a Samsung), com certo sucesso, já lançavam smartphones com tela acima de 5 polegadas, a Apple se manteve firme em oferecer um modelo único anualmente, com somente uma opção de tamanho de tela – inicialmente de 3,5 polegadas, e depois 4,0 polegadas.

Três anos após a morte dele, foi apresentado o iPhone 6 Plus. O modelo que colocou a marca da maçã no mercado de smartphones com telas maiores – no qual se mantém até hoje, com o iPhone 7 Plus – traz uma tela de 5,5''.

iPhone 6 Plus, da Apple, conta com super memória (Foto: Lucas Mendes/TechTudo) (Foto: iPhone 6 Plus, da Apple, conta com super memória (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)) — Foto: TechTudo

iPhones mais baratos

O iPhone sempre se manteve na categoria de smartphones premium. Porém, após a morte de Jobs, a Apple apostou em um aparelho voltado para mercados emergentes, mais baratinhos. O iPhone 5C foi lançado em 2013 e trouxe algumas características diferentes das adotadas pela empresa até então. Como a carcaça toda em plástico e cores mais vivas, como azul e rosa. Nos EUA o aparelho podia ser comprado por US$ 100 (aproximadamente R$ 325, pelo câmbio de hoje) em um plano com a operadora. No Brasil, o dispositivo foi lançado por R$ 1.999.

Em 2016, a Apple também deu seguimento aos iPhones mais em conta. A empresa lançou o iPhone SE, um modelo que trouxe um design antigo – do iPhone 5S – e preço mais modesto. O smartphone foi lançado nos EUA por US$ 399 (cerca de R$ 1.300). No Brasil, o dispositivo chegou custando R$ 2.699 e pode ser encontrado por R$ 2.499 atualmente.

Caneta stylus

Em 2007, Jobs declarou publicamente no lançamento do primeiro iPhone que as pessoas não precisavam de uma caneta stylus. Porém, a empresa contrariou o pensamento do seu fundador e se rendeu ao acessório. A Apple Pencil foi lançado em 2015 junto com o iPad Pro e nada mais é do que uma canetinha stylus com alguns recursos extras. O acessório da Apple é capaz de sentir a pressão e oferecer mais precisão ao trabalhar junto com a tela do novo iPad.

Apple Watch

Outro dispositivo lançado após a era Jobs foi o Apple Watch, que conta com uma nova geração, lançada em 2016. O relógio inteligente chegou de forma tardia ao mercado e não trouxe recursos empolgantes. Com isso, o dispositivo não atingiu o sucesso de outros produtos da marca. Em setembro foi anunciado o Apple Watch Series 2, segunda geração do acessório, desta vez com maior resistência à água.

Apple Watch (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) — Foto: TechTudo

Apple Music

O Apple Music também entra na categoria de serviços/produtos lançados pela Apple de forma tardia. Muito tempo depois de outros concorrentes como o Spotify e Deezer já dominarem o mercado, a Maçã resolveu apostar no streaming de música. A diferencial do serviço foi aliar o extenso catálogo vindo do iTunes, a influência que a empresa tem com os artistas e gravadoras e uma espécie de curadoria feita por profissionais.

Siri

A Siri fazia parte de uma empresa independente e foi comprada pela Apple em 2010. Em 2011, um dia antes da morte de Jobs, a assistente pessoal foi apresentada junto com o iPhone 4S. A proposta da Siri era muito boa, na teoria. Mas, na prática, o resultado foi outro. Isso porque a assistente pessoal do iOS ficou atrás de outros concorrentes como o Google Now e a Cortana, da Microsoft, que tiveram uma melhor integração com o sistema. Isso promete mudar com o recém-lançado iOS 10, já que só agora a assistente pessoal pode ativar funções em aplicativos.

[marca] WhatsApp e Siri (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) — Foto: TechTudo

Beats

Em 2014, a Apple comprou a fabricante de itens de áudio Beats por cerca de R$ 6,7 bilhões, a maior transação sob o comando de Tim Cook. A compra da empresa teve dois principais motivos: abocanhar uma fatia do mercado de fones, que passaram de ser um simples acessório para se tornar símbolo de status e pelo Beats Music, que posteriormente serviria de base para Apple Music. Será que Jobs aprovaria a compra?

Apple Pay

Durante a gestão de Tim Cook, a empresa também lançou um serviço de pagamentos via celular. O Apple Pay utiliza o NFC presente nos iPhones (a partir do 6) e no Apple Watch. O serviço utiliza o Touch ID – biometria para autorizar a transação.

Design

Um dos pontos onde a Apple foi mais criticada na gestão de Tim Cook foi o design de alguns de seus produtos. Alguns deles como o novo Magic Mouse e a Apple Pencil, por exemplo, não permitem o uso quando estão sendo carregados. A Battery Case, capa com bateria extra introduzida no iPhone 6, também foi alvo de piadas na internet, por conta da ‘corcunda’ excessiva na parte traseira (onde fica a câmera).

A geração de produtos atual também foi bastante criticada: o iPhone 7 por causa da ausência da entrada tradicional para fones de ouvido, e os AirPods por conta do design de gosto duvidoso, que deixa o fone de ouvido sem fio saltado para fora da orelha. Vale destacar que o chefe de design da empresa é Jony Ive, o mesmo da era Jobs.

Bateria dos AirPods dura 5 horas, de acordo com a Apple (Foto: Thássius Veloso/TechTudo) — Foto: TechTudo

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