Paladins quer tornar o e-sport relevante nos consoles PS4 e Xbox One

Game chega ao Xbox One e PS4 e está em fase de beta fechado.

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Por Felipe Vinha, para o TechTudo

Paladins é o novo game de ação multiplayer em primeira pessoa do estúdio Hi-Rez, o mesmo responsável pelo jogo Smite. O TechTudo esteve no estúdio e conversou com seus representantes, artistas e diretores, para falar sobre o futuro de Paladins nos computadores e consoles. Desde já o objetivo é fomentar o esporte eletrônico, ou e-sport, nestas plataformas, que geralmente são renegadas em favor do PC no cenário competitivo. Confira.

A grande novidade

Paladins vai tentar, pela primeira vez, unir jogadores de duas plataformas distintas em um mesmo torneio. Com a fase beta fechada, os jogadores podem se inscrever no site oficial para receber uma chave de acesso ou comprar o “pacote de fundador”, que garante benefícios como personagens e skins, além do download do jogo completo. E quem jogar poderá testar sua habilidade e ser selecionado para um torneio de e-sports na Espanha, em julho.

Paladins chega aos consoles em beta fechado (Foto: Divulgação/Hi-Rez) Paladins chega aos consoles em beta fechado (Foto: Divulgação/Hi-Rez)

Paladins chega aos consoles em beta fechado (Foto: Divulgação/Hi-Rez)

A Hi-Rez planeja realizar um grande torneio de Paladins no DreamHack Valencia, entre os dias 13 e 16 de julho, na Espanha. Lá, teremos pelo menos dois dos melhores times de jogadores do PS4 e do Xbox One, que vão se enfrentar e decidir quem é o melhor em cada console. Além disso, a premiação máxima será de US$ 50 mil, ou cerca de R$ 160 mil, para a equipe que se consagrar vencedora.

A ideia é que as melhores equipes de cada console também se enfrentem, mas utilizando controles de suas respectivas plataformas no PC, apenas para jogar com a mesma familiaridade que é encontrada nos consoles – já que o game, entre todas as plataformas, é virtualmente igual. Por ora, apenas jogadores norte-americanos e europeus poderão participar, mas é possível termos novidades para outras regiões no futuro.

Todd Harris, co-fundador da Hi-Rez (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) Todd Harris, co-fundador da Hi-Rez (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Todd Harris, co-fundador da Hi-Rez (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Todd Harris, co-fundador da Hi-Rez e diretor de operações, contou ao TechTudo que Paladins é um enorme sucesso no Brasil, com mais de 400 mil jogadores simultâneos no PC, um dos games mais jogados em operação pela Level Up Games – a mesma de Ragnarok, Smite e Warface – em território nacional. “O Brasil é conhecido por curtir jogos de tiro e esse gênero tem apelo lá. O fato de Paladins ser grátis também ajuda”, comentou o executivo.

Por conta disso, Paladins está disponível por aqui de forma semi-localizada, com menus e legendas em português, mas ainda sem dublagem. “A dublagem depende de como a comunidade vai crescer, mas é algo que queremos muito!”, garantiu Harris.

Hi-Rez quer promover torneios de Paladins nos consoles, assim como Smite cresceu (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) Hi-Rez quer promover torneios de Paladins nos consoles, assim como Smite cresceu (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Hi-Rez quer promover torneios de Paladins nos consoles, assim como Smite cresceu (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Investimento em e-sports

Além do DreamHack Valencia, Paladins terá outras novidades para os e-sports ao longo dos próximos meses. “Estamos planejando quatro grandes eventos por ano, um em cada estação. Já tivemos o Invitational em janeiro, mas cada um deles será espalhado pelo mundo, para trazer equipes de diferentes regiões e queremos que a versão console tenha sua própria versão de disputa”, disse.

O e-sport já é uma parte íntima da Hi-Rez, que lida não apenas com Paladins, mas também com Smite, outro game que também é popular no país. Além de promover torneios competitivos dos dois títulos, a companhia quer promover equipes de qualquer plataforma.

Inara é uma das novas campeãs em Paladins (Foto: Divulgação/Hi-Rez) Inara é uma das novas campeãs em Paladins (Foto: Divulgação/Hi-Rez)

Inara é uma das novas campeãs em Paladins (Foto: Divulgação/Hi-Rez)

No Brasil, as chances de vermos investimentos maiores para ambos os títulos são consideráveis. “O Paladins está indo muito bem no Brasil. Para um jogo multiplayer eu creio que, desde que não seja 'pague para ganhar', é melhor quando ele é gratuito, e isso estimula até a criação de times, uma comunidade maior. Hoje, mesmo quem joga pouco pode participar e se divertir”, complementou Harris.

O desenvolvimento de Paladins

Paladins teve seu desenvolvimento iniciado em 2012, pegando inspiração em jogos “shooter” que eram populares na época e também elementos ou experiência de games da própria Hi-Rez, como o título Tribes: Ascend. Para Rory Newbrough, líder de produção do game, a ideia era criar um jogo que tivesse elementos de MOBA, mas aproveitando bem a experiência de outros de seus títulos já lançados.

Rory Newbrough, desenvolvedor de Paladins (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) Rory Newbrough, desenvolvedor de Paladins (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Rory Newbrough, desenvolvedor de Paladins (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

“Com Paladins, quisemos criar um ecossistema bem pensado, que não seria só baseado em personagem inimigo contra amigo, mas sim pensando no sistema das classes de cada um, o papel do tanque, o papel do suporte, o papel do atirador e por aí vai”, disse Newbrough. “É por isso que, no nosso jogo, você não pode trocar de personagem depois que a partida começa. É preciso pensar bem em quem vai selecionar e qual papel ele vai ter ao longo do embate”, complementou.

Atualmente, Paladins possui 22 campeões, com pelo menos mais 15 planejados para ao longo do ano de 2017. Thomas Holt, diretor de arte do game, conta que cada um pode levar entre cinco a sete semanas para ser produzido, mas alguns acabam ficando “tão legais que adiantamos seu desenvolvimento na frente de outros”. Holt também comentou que a ideia de ter uma skin de personagem inspirada no Brasil está nos planos, mas tem que ser bem trabalhado, pois o game não se passa no mundo real. “Não há Brasil, ou China, ou Canadá, temos que pensar de uma forma que isso ressoe bem com nosso público”, disse o designer.

Thomas Holt, artista e produtor de campeões em Paladins (Foto: Reprodução/Felipe Vinha) Thomas Holt, artista e produtor de campeões em Paladins (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Thomas Holt, artista e produtor de campeões em Paladins (Foto: Reprodução/Felipe Vinha)

Por fim, aproveitamos para perguntar a Todd Harris sobre as chances de ter Paladins em mais plataformas no futuro, como o Nintendo Switch que chegou ao mercado. A resposta foi polida, porém pouco animadora para os fãs. “Sempre avaliamos a plataforma com as necessidades do nosso jogo. O Switch é uma plataforma interessante, mas no momento não sabemos se seria adequado para o game”, finalizou.

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