Pesquisadores criam primeiro robô que consegue correr em duas pernas

Robô bípede tem estabilidade proporcionada mecanicamente e pode atingir quase 50 km/h, se construído em escala maior.

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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

Técnicos e engenheiros norte-americanos do IHMC, na Flórida, criaram um robô bípede que consegue manter a estabilidade mesmo sem o uso de giroscópios e sensores de movimento. O Planar Elliptical Runner (ou, numa tradução livre “Corredor Elíptico em um Plano”) é capaz de atingir 19 km/h em sua configuração atual e pode até mesmo correr a 48, desde que montado em uma escala maior, segundo avaliação dos criadores do projeto.

Um dos desafios mais recorrentes da robótica é o desenvolvimento de robôs bípedes que sejam estáveis o suficiente para se moverem de forma prática.

Robô consegue corree duas pernas  (Foto: Divulgação/IHCM) Robô consegue corree duas pernas  (Foto: Divulgação/IHCM)

Robô consegue corree duas pernas (Foto: Divulgação/IHCM)

O grande diferencial desse projeto está na forma pela qual o robô se mantem estável, mesmo em movimento. Os criadores do Planar Elliptical Runner usaram conceitos de mecânica para desenvolver um design capaz de compensar as forças que agem sobre o robô enquanto ele corre, anulando a tendência de tombos.

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Em geral, robôs dependem de sensores eletrônicos e de giroscópios, pareados com sistemas computacionais capazes de interpretar os sinais desses sensores e acionar estímulos mecânicos para que a máquina se mantenha estável.

Robô usa apenas mecânica para se manter estável, mesmo a quase 20 km/h (Foto: Divulgação/IHCM)

Robô usa apenas mecânica para se manter estável, mesmo a quase 20 km/h (Foto: Divulgação/IHCM)

O Planar Elliptical Runner usa um único motor elétrico para acionar as pernas em um movimento elíptico (daí o nome). O movimento alternado das pernas é que contrabalança as forças, colaborando para a estabilidade do conjunto, mesmo a uma velocidade razoável.

Mas qual é a utilidade de um robô com estabilidade mecânica e não eletrônica? Segundo os cientistas, isso reduz o nível de complexidade do projeto: sem um conjunto extra de sensores, o robô consome menos energia e não depende de um computador embarcado específico para analisar dados e fazer correções em tempo real.

Via BGR, The Verge

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