Por Filipe Garrett, para o TechTudo


Na última quarta (10), a Nvidia aproveitou a GTC (GPU Technology Conference), evento anual que reúne a indústria de semicondutores voltada para placas gráficas, para apresentar a GPU Volta, nova arquitetura de placas gráficas da marca e que homenageia o físico italiano Alessandro Volta.

Entretanto, apesar da tecnologia se referir diretamente a processadores gráficos muito poderosos, o primeiro produto com uma GPU Volta será muito mais específica: a arquitetura estreia na forma da GPU Tesla V100, direcionada especificamente para aplicações de inteligência artificial, seja em servidores ou em supercomputadores.

Extremamente poderosa, nova arquitetura da Nvidia estreia com processador gráfico que permite desempenho cinco vezes melhor do que a GPU da Titan Xp — Foto: Divulgação/Nvidia Extremamente poderosa, nova arquitetura da Nvidia estreia com processador gráfico que permite desempenho cinco vezes melhor do que a GPU da Titan Xp — Foto: Divulgação/Nvidia

Extremamente poderosa, nova arquitetura da Nvidia estreia com processador gráfico que permite desempenho cinco vezes melhor do que a GPU da Titan Xp — Foto: Divulgação/Nvidia

Esse detalhe, no entanto, não deve desanimar os gamers ávidos por maior poderio de processamento em seus computadores. O ciclo de lançamento da atual arquitetura Pascal, que empurra as Geforce GTX mais recentes, fez o mesmo caminho: a primeira aplicação se deu na forma de placas absurdamente poderosas, direcionadas ao consumo em datacenters e em supercomputadores.

Em todo caso, os números da nova arquitetura da Nvidia impressionam com facilidade. Para começar, no interior do processador, funcionam 21 bilhões de transistores, a estrutura eletrônica mais básica e responsável pelo processamento de dados. Esses 21 bilhões de transistores são dispostos numa área de apenas 815 mm quadrados, usando um processo de manufatura de 12 nanômetros, extremamente avançado para GPUs.

Na comparação, o processador gráfico mais poderoso da Nvidia depois da Volta é a GP100 Pascal com 15 bilhões de transistores. Nas contas da Nvidia, a nova Volta tem performance até cinco vezes superior que a arquitetura anterior e é 15 vezes mais rápida que a Maxwell, antecessora de apenas dois anos atrás.

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Os Tensor Cores

A grande novidade em termos de design da nova placa Volta é a adição dos chamados Tensor Cores, algo que você pode compreender como os núcleos CUDA, mas voltados para o processamento de rotinas direcionadas a aplicações de inteligência artificial e deep learning. A ideia da Nvidia com essa tecnologia é oferecer o hardware ideal para qualquer empresa que construa e ofereça serviços que dependem do chamado deep learning: a capacidade de um computador aprender com o tempo, conforme uma base de usuários aumenta, por exemplo.

É esse tipo de noção que opera por trás dos panos em serviços como Alexa, Cortana, Siri, Bixby e uma grande quantidade de plataformas digitais que já oferecem algum tipo de aplicação de inteligência artificial.

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