Por João Kurtz, para o TechTudo


Um bug no Facebook acidentalmente revelou a identidade de cerca de mil moderadores da rede social para usuários que seriam suspeitos de serem terroristas. O caso teria ocorrido em novembro de 2016, segundo o jornal The Guardian. Os detalhes relativos à falha não foram revelados. Entretanto, sabe-se que, graças ao erro, as atividades dos funcionários das redes sociais eram exibidas nas notificações de grupos investigados, tornando seus perfis pessoais visíveis.

Facebook  — Foto: Foto: Melissa Cruz/TechTudo Facebook  — Foto: Foto: Melissa Cruz/TechTudo

Facebook — Foto: Foto: Melissa Cruz/TechTudo

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A vulnerabilidade afetou apenas grupos nos quais um dos moderadores foi excluído por ter violado as políticas do Facebook. Quando isto aconteceu, o perfil do funcionário que bloqueou o suspeito ficou exposto para os outros administradores do grupo. O problema foi detectado quando os moderadores começaram a receber pedidos de amizade das pessoas que estavam investigando.

Ainda segundo o jornal britânico, a falha atingiu 22 departamentos diferentes da plataforma que usavam as ferramentas de moderação para revisar conteúdo impróprio em busca de violações de seus termos de uso — incluindo terrorismo. Essas pessoas são responsáveis por encontrar material com conteúdo sexual, preconceituoso ou propaganda terrorista entre os posts do Facebook.

Uma pesquisa interna identificou que 40 moderadores pertenciam a uma unidade de contra-terrorismo baseado na Irlanda. Destes, seis foram considerados vítimas de alta prioridade, o que significa que há uma grande chance de seus perfis terem sido expostos aos investigados. Apesar de descoberta em novembro de 2016, a falha revelou as atividades desde agosto daquele ano.

Em nota a mídia internacional, a plataforma confirmou o ocorrido e disse estar trabalhando para detectar e evitar que o problema se repita. “Nós nos preocupamos em manter quem trabalha no Facebook seguro. Nós corrigimos o problema assim que o encontramos e estamos investigando o que aconteceu”, afirma a rede social. Uma das soluções estudadas para isto é permitir que os funcionários usem "perfis falsos" ou de administradores para proteger suas próprias identidades.

Ao TechTudo, a rede social enviou uma nota maior em que conclui que poucos nomes foram vazados e que não aconteceram ameaças mais graves.“Nós nos preocupamos profundamente em manter seguros todos os que trabalham para o Facebook. Após investigação, concluímos que poucos nomes de pessoas que trabalham na análise de conteúdos reportados como impróprios poderiam ter sido vistos por um conjunto específico de administradores de grupos a partir do seu registro de atividades. Nossa investigação também não encontrou evidências de qualquer ameaça para as pessoas afetadas ou suas famílias, e contatamos individualmente a todos para oferecer apoio, responder a suas perguntas e tomar medidas significativas para garantir sua segurança. Estamos fazendo uma série de melhorias técnicas e de processos em nossas ferramentas internas para evitar que esse tipo de incidente ocorra novamente”, disse um porta-voz do Facebook.

Via Guardian

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