Terra-média: Sombras da Guerra expande bem o universo de Tolkien

Ainda que pareça pouco indicado para os fãs mais fervorosos de O Senhor dos Anéis, Shadow of War se sai bem como jogo e traz novas mecânicas.

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Por Felipe Vinha, para o TechTudo

Middle-earth Shadow of War, sequência de Shadow of Mordor, de 2014, foi anunciado pela Warner no início do ano e chega ao Xbox One, PS4 e PC em 10 de outubro. O jogo continua a história do ranger Talion, que ainda divide seu corpo com o espírito de Celebrimbor, o antigo elfo, mas que agora detém um dos aneis do poder para liderar um exército de orcs na Terra-Média. Bem diferente do primeiro neste quesito, Shadow of War traz toda uma dinâmica específica de recrutamento e combinação de líderes e fortalezas. Confira o teste:

Dominando Mordor

O teste começou dentro de uma fortaleza de Mordor, dominada por orcs inimigos de Talion. Logo de cara, vimos a primeira grande novidade do jogo: o objetivo do personagem é, agora, tomar o poder de Sauron, o grande mal da Terra-Média. Para isso, ele constrói exércitos de orcs, com o objetivo de repelir Sauron de Mordor e tomar seus frontes de batalha.

Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha) Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha)

Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha)

Antes de invadir a fortaleza que está em nossa frente, Talion decide quais orcs precisam lhe acompanhar, para que a missão tenha sucesso. O game já estava um pouco avançado, então tínhamos, à nossa disposição, alguns orcs bem poderosos e com habilidades que fariam a diferença no campo de batalha.

Invadindo a fortaleza

Com o exército selecionado, a missão estava clara: invadir a fortaleza, derrubar seus guardiões e tomar seu poder. Toda a nossa tropa é controlada pelo computador, enquanto o jogador fica responsável apenas por Talion. É possível lidar com os inimigos um por um, além de curar aliados, mas não há elemento multiplayer.

Figurino de Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha) Figurino de Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha)

Figurino de Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha)

Em primeiro momento, montamos em um troll para derrubar as paredes. Em seguida, invadimos com o exército pela parte da fortaleza que foi quebrada. A partir dali, Shadow of War se transformava em puro combate, com direito a combos de golpes e ataques especiais de Talion, que facilitavam a vida dos adversários.

Controle da mente

Um dos pontos altos da demonstração é, de fato, usar o anel do poder de Talion para dominar os adversários. Após “quebrarmos” os líderes de cada facção, o jogo te dá a opção de dominá-los por completo, o que por sua vez se divide em três outras opções: matar, converter para seu lado ou derrubar sua moral – e diminuir seu nível como líder.

Figurino de Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha) Figurino de Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha)

Figurino de Middle-earth Shadow of War na E3 (Foto: Felipe Vinha)

É claro que selecionamos a opção de conversão, para ver até onde iam os poderes de Talion. A conversão, para nossa surpresa, é automática e certeira. O orc, ou troll, ou qualquer criatura dominada desta forma, passa para seu lado de forma instantânea, e você pode mandá-lo continuar lutando em seu favor ou pedir para que fuja, para que possa se recuperar, com o objetivo de entrar em outra batalha, mais tarde.

A dominação é um dos pontos principais da jogabilidade em Shadow of War, e faz com que as fortalezas caiam sob seu comando. A partir daí você mesmo define quem será o comandante do local, para que ele seja defendido de futuros ataques – afinal, Sauron vai querer tomar de volta seu controle.

Middle-earth Shadow of War (Foto: Divulgação/Warner) Middle-earth Shadow of War (Foto: Divulgação/Warner)

Middle-earth Shadow of War (Foto: Divulgação/Warner)

Esse tipo de interação, e dominação de inimigos, faz parte de uma dinâmica que representa a evolução do Sistema Nemesis, presente no primeiro jogo. Aqui os inimigos lembrarão que foram dominados, se um dia te traírem e conseguirem se libertar do domínio, e por isso a consequência pode ser mais fatal.

Nem tudo são flores

Shadow of War parece divertido e mais complexo do que o anterior, o que é sempre boa notícia. Porém, ele não parece estar muito bem terminado, o que é bom, pois ainda há tempo de fazer isso. Os gráficos, por exemplo, não chamaram a atenção de quem testou. Na verdade, o jogo parece mais feio do que o primeiro, o que é incrivelmente inaceitável.

Middle-earth Shadow of War (Foto: Divulgação/Warner) Middle-earth Shadow of War (Foto: Divulgação/Warner)

Middle-earth Shadow of War (Foto: Divulgação/Warner)

Rolaram ainda alguns pequenos bugs durante nosso teste e durante a apresentação exibida pela Warner, antes dele. Mas, de fato, nada que comprometa a experiência como um todo. Em um evento como E3, é preciso entender que os jogos estão em fase de desenvolvimento. Esperamos, porém, que tudo isso seja corrigido ou melhorado até o lançamento.

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