Compra e venda de celular usado: dicas para fechar um bom negócio

Um ano depois, telefone premium é vendido por R$ 1,4 mil. Conheça as vantagens e os cuidados necessários para quem compra e para quem vende telefone seminovo.

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Por Thássius Veloso, da redação

Sonho de consumo de parte dos brasileiros, um smartphone premium chegou ao mercado brasileiro em 2016 por R$ 3,8 mil. Um ano depois, já dá para encontrá-lo novo por metade deste valor. Para aqueles clientes que querem preço ainda mais baixo, uma nova possibilidade que vem ganhando apelo é no mercado de buyback – nome chique para o bom e velho seminovo. O mesmo produto, ainda funcional e com alguns arranhões, sai por R$ 1,4 mil quando adquirido desta maneira.

Em pouco mais de um ano, o “desconto” chega a mais de R$ 2 mil. Se antigamente o processo de compra e revenda era realizado em comércio de rua, agora conta com grandes empresas que fazem essa máquina girar. Na internet, lojas especializadas oferecem modelos com preços muito abaixo daqueles pedidos pelas fabricantes por produtos novinhos.

Vídeo traz detalhes do lançamento do Galaxy S7, em 2016; smartphone encontrado hoje por R$ 1,4 no mercado de seminovos

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O gerente geral da empresa de buyback Brightstar, José Froes, conta ao TechTudo que todos os detalhes são pensados tendo o consumidor em mente: garantia de três meses, nota fiscal e testes extensivos fazem parte do pacote.

A promessa é de um bom negócio tanto para quem compra um celular seminovo, quanto para quem quer se desfazer de um telefone usado.

Como comprar um celular seminovo

Diversos sites oferecem celular seminovo, inclusive com garantia. O procedimento padrão é de escolher o modelo com base no armazenamento – a famosa memória interna.

Num dos sites mais famosos, o consumidor decide o estado do produto: bom, muito bom ou excelente. A categoria mais barata contém produtos com sinais de uso, como riscos e arranhões. Os telefones “muito bons” contém marcas leves de utilização, enquanto os modelos “excelentes” apresentam avarias, mas com promessa de “parecerem novos”.

O preço também varia conforme o estado. O iPhone 6 (de 2014) pode custar R$ 1.489, R$ 1.559 ou R$ 1.639, a depender de quais rugas o consumidor aceita ter no seu companheiro do dia a dia.

iPhone 6 chegou ao mercado em 2014 (Foto: Lucas Mendes/TechTudo) iPhone 6 chegou ao mercado em 2014 (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

iPhone 6 chegou ao mercado em 2014 (Foto: Lucas Mendes/TechTudo)

A Brightstar realiza diversos testes antes de colocar o produto de volta na prateleira. Entre os principais está a checagem da tela e também da bateria, um dos componentes que mais causam dor de cabeça entre o público aficionado por smartphone.

Froes explica que não existem postos de atendimento. O telefone que apresenta problema dentro do período de três meses é trocado por outro, nas mesmas condições. A troca é feita por remessa dos Correios.

O executivo revela que as marcas de maior sucesso são Apple e Samsung, com as gerações passadas do iPhone (atualmente no iPhone 7) e Galaxy S (hoje em dia, o foco é no Galaxy S8).

Os interessados em telefones assim devem ficar atentos com relação à ficha técnica. Apesar de tentador, um telefone intermediário de dois anos pode apresentar um desempenho básico em pleno 2017. Por isso mesmo, segundo Froes, o negócio de recompra movimenta mais os telefones avançados e da classe premium – os sonhos de consumo. “São produtos que geram desejo”, diz.

Preço depende do estado do celular; ele pode estar bom, muito bom ou excelente (Foto: Reprodução) Preço depende do estado do celular; ele pode estar bom, muito bom ou excelente (Foto: Reprodução)

Preço depende do estado do celular; ele pode estar bom, muito bom ou excelente (Foto: Reprodução)

Como vender seu celular usado

O que fazer com um telefone antigo, na hora de pegar um novo? A dúvida que permanece na cabeça de muitas pessoas tem, na recompra, uma possível resposta. As lojas de operadoras de telefonia e também do varejo costumam oferecer a compra do telefone usado no momento da aquisição de um mais moderno.

Froes explica que o vendedor costuma perguntar se o cliente gostaria de usar o modelo anterior como pagamento. Caso ele tope, o smartphone passa por uma avaliação imediata e o dono já fica sabendo quando o modelo vale – a quantia geralmente é usada como desconto na aquisição do produto mais recente.

A Brightstar costuma pagar em torno de 25% do preço original do smartphone. Se ele custou R$ 4 mil, o consumidor recebe R$ 1 mil, convertidos em desconto no próximo xodó. Funciona mais ou menos como no mercado de carros seminovos: “Eu compro um carro novo e depois de um tempo quero outro. Aquele primeiro é parte do pagamento do novo”, explica o executivo.

Froes garante que é um bom negócio também para quem se desfaz do gadget. “Ele tinha uma ativo que não tinha como monetizar. Ali eu monetizei”, diz. Depois de fazer a aquisição do modelo usado, a Brighstar realiza testes, recondiciona o aparelho e o recoloca no mercado.

iPhone 5 é um dos celulares populares no mercado de seminovos (Foto: Luciana Maline/TechTudo) iPhone 5 é um dos celulares populares no mercado de seminovos (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

iPhone 5 é um dos celulares populares no mercado de seminovos (Foto: Luciana Maline/TechTudo)

Os interessados em se desfazer do smartphone precisam ficar atentos com a tela. O componente costuma derrubar o preço oferecido pelo telefone usado quando está com algum tipo de problema. A desvalorização pode chegar a 80% caso o display esteja trincado ou muito arranhado. “Se eu te pagar R$ 100 num aparelho com tela boa, vai ser R$ 25 num com tela ruim”, ele exemplifica.

Quando isso acontece, a própria empresa de buyback leva o item para o laboratório e substitui a peça antes de revender como seminovo.

Smartphones de dois ou três anos atrás também compõem o mercado de recompra. O preço costuma ser mais baixo do que em modelos mais recentes, mas ainda assim, continuam circulando.

Vou pagar imposto se ganhar um iPhone usado de presente? Usuários trocam dicas no Fórum do TechTudo.

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