'G5 fez sentido'; tendência é tela grande e celular modular está superado

Módulos se resumem a acessórios mais úteis como capinhas com bateria extra e customização.

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Por Melissa Cruz Cossetti, de São Paulo*

De acordo com a LG, o G5, celular modular lançado no ano passado, "fez sentido", mas passou. O smartphone modular e cheio de acessórios foi superado e deu lugar a outra tendência de mercado: o aparelho de tela grande, enorme, sem bordas — ou com borda infinita. Sentados lado a lado, executivos de Samsung, LG, Positivo e Alcatel/BlackBerry comentaram as novas tendências no setor na terça-feira (18) durante o Smartphone Congress & Expo, evento paralelo à Eletrolar Show, em São Paulo.

"A tela grande não foi diretamente responsável pela LG deixar de trazer o G6 como um smartphone modular. O G5, o celular modular, fez sentido, participou e contribuiu para o nosso desenvolvimento em termos de inovação, para aquele momento do mercado. [Depois] a gente percebeu que o próximo salto estaria nas telas grandes, ocupando um corpo cada vez menor nos smartphones [sem bordas], disse o gerente da divisão celulares da LG no Brasil, Marcelo Santos.

Francisco Valim, executivo do setor de Telecom, foi o mediador do debate sobre Indústria (Foto: Divulgação/Eletrolar) Francisco Valim, executivo do setor de Telecom, foi o mediador do debate sobre Indústria (Foto: Divulgação/Eletrolar)

Francisco Valim, executivo do setor de Telecom, foi o mediador do debate sobre Indústria (Foto: Divulgação/Eletrolar)

"Já temos as duas principais fabricantes trazendo esse formato [Apple e Samsung]. Nós entendemos que era o próximo salto, falar de telas grandes com formato diferenciado, com proporção 18:9, pronto para Netflix e Amazon Prime", disse.

Ainda segundo Santos, o consumidor de um modo geral quer a tela maior, mas não necessariamente o aparelho maior: quer que a tela do celular ocupe toda a frente, sem bordas e botões.

Sobre modulares, as críticas no evento foram duras. "A partir do momento que eu digo que smartphone é a tomada da pessoa para o mundo, não estou dizendo que é 'a tomada', que você adiciona um apatrecho, um lacinho e mais coisas para então ter acesso ao mundo ...", critica o vice-presidente de mobilidade da Positivo Tecnologia, Norberto Maraschin Filho. "Qual a grande característica do smartphone? Tudo em um, no alcance da sua mão. Os modulares são legais, mas trazem dificuldade de uso. E tudo que a gente discute é sobre usabilidade", disse.

Fernando Pezzotti, diretor geral TCL Communication no Brasil — responsável por Alcatel, BlackBerry e TCL Mobile — ainda é um defensor dos módulos. Assim como a Motorola, que apostou no Moto Snaps (acessórios caros, smarts e de simples manuseio), conta que a Alcatel tem uma proposta modular no A5 LED, também voltada para personalização e aumento da capacidade da bateria. "Entrega uma solução modular com a capa de LED ou uma outra com bateria extra", argumenta.

Valim (mediador), Maraschin Filho (Positivo), Pezzotti (Alcatel/BlackBerry), Santos (LG) e Vargas (Samsung) (Foto: Divulgação/Eletrolar) Valim (mediador), Maraschin Filho (Positivo), Pezzotti (Alcatel/BlackBerry), Santos (LG) e Vargas (Samsung) (Foto: Divulgação/Eletrolar)

Valim (mediador), Maraschin Filho (Positivo), Pezzotti (Alcatel/BlackBerry), Santos (LG) e Vargas (Samsung) (Foto: Divulgação/Eletrolar)

De acordo com a Samsung, mudanças de tendências de um ano para o outro, porém, precisam ser feitas de forma gradual e segura. O executivo se limitou a comentar sobre o que vem junto das telas grandes, como celulares com mais memória RAM oferecidos por rivais como Asus e a linha Quantum, da Positivo.

"Quando você começa a trabalhar com memória e processamento, a velocidade com que o consumidor entende isso não é tão rápida quando simplesmente falar de megapixel de câmera. O segredo disso é segmentação. Existe um consumidor muito mais técnico, mais antenado, que busca muito mais informação. O mercado hoje está começando a descobrir que memória de armazenamento impacta na quantidade total de conteúdo. O processamento e a RAM estão chegando nesse nível também", opina o diretor da divisão de dispositivos móveis, Andre Varga.

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