Por Filipe Garrett, para o TechTudo

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Um usuário avançado desmontou o superprocessador Threadripper da AMD e levantou questões interessantes a respeito do design adotado pela marca na criação da CPU.

Ao realizar o “delid” (procedimento que consiste na remoção do encapsulamento metálico do chip), o overclocker der8auer descobriu que no interior do Threadripper existem quatro chips independentes que, se estivessem todos ativos, somariam o total de 32 núcleos de processamento, dobro dos 16 oferecidos pela versão 1950X, top de linha.

Gigantesco, Threadripper precisa de apoios para não entortar diante de sistemas de refrigeração com montagem mais apertada — Foto: Divulgação/AMD Gigantesco, Threadripper precisa de apoios para não entortar diante de sistemas de refrigeração com montagem mais apertada — Foto: Divulgação/AMD

Gigantesco, Threadripper precisa de apoios para não entortar diante de sistemas de refrigeração com montagem mais apertada — Foto: Divulgação/AMD

Isso significa, portanto, que o Threadripper é formado por quatro processadores independentes, mas que só dois estão efetivamente ativos. A AMD se manifestou sobre a situação, explicando que os chips extras servem para dar mais rigidez estrutural ao conjunto.

O Threadripper, como você vê na foto acima, é consideravelmente maior que processadores convencionais e a AMD considerou o risco de sistemas de refrigeração mais robustos causarem danos ao chip em virtude de apoios mais apertados. Por conta disso, os "processadores" extras funcionam como apoio para dividir melhor a carga no chip.

Além disso, a presença dessas estruturas extras ajuda a dissipar melhor o calor, impedindo a formação de bolsões de alta temperatura que, em longo prazo, podem danificar os circuitos internos dos chips em atividade, ou comprometer a performance.

Dos quatro chips, apenas dois funcionam conectados diagonalmente. Os outros oferecem reforço estrutural para o processador — Foto: Divulgação/der8auer Dos quatro chips, apenas dois funcionam conectados diagonalmente. Os outros oferecem reforço estrutural para o processador — Foto: Divulgação/der8auer

Dos quatro chips, apenas dois funcionam conectados diagonalmente. Os outros oferecem reforço estrutural para o processador — Foto: Divulgação/der8auer

Além dessas explicações oficiais, vale considerar a própria natureza do processo de manufatura de circuitos eletrônicos de alto desempenho. Como os processos de litografia usados para criar os chips acarretam perdas naturais, é normal que entre milhares de chips fabricados, existam alguns que não operam corretamente, ou apresentam problemas. Os chips desativados no interior do Threadripper podem, portanto, ter origem nos refugos de produção, que acabariam descartados.

Acredita-se que o processador Epyc da AMD, voltado para servidores, apresente rigorosamente o mesmo design do Threadripper, mas com uma única diferença: todos os quatro chips em seu interior estarão ativos, levando a contagem de núcleos da CPU criada para substituir os Opteron e bater os Xeon da Intel aos 32 núcleos.

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