Por Diego Borges, da Redação

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Super Sidekicks foi um dos mais famosos títulos de futebol dos anos 90. Exclusivo para Arcades e Neo Geo, o game se destacava dos concorrentes da época por possuir uma jogabilidade diferenciada e elementos, até então, revolucionários. Em uma era em que FIFA e PES dominam absolutos o gênero, o retorno do game poderia ser uma opção inovadora para os fãs. Entenda os motivos:

Mudanças de tela e jogadores com personalidade

A popularidade de Super Sidekicks começou nos fliperamas. O gênero não era tão popular nem mesmo nos consoles, mas alguns elementos diferenciados fizeram com que o título ganhasse espaço, como mudanças de tela no meio de uma partida, avisos para facilitar o jogador e até mesmo atletas com determinadas habilidades.

Super Sidekicks — Foto: Reprodução / YouTube Super Sidekicks — Foto: Reprodução / YouTube

Super Sidekicks — Foto: Reprodução / YouTube

Por mais que a visão principal fosse a lateral, durante a partida eram constantes as troca de tela. A mais comum era quando o atacante se deparava com o gol. Nesse momento, a câmera mudava para quase em primeira pessoa e o jogador precisava posicionar rapidamente uma mira e tirar a bola do goleiro. O ruim era a forma aleatória que essa câmera aparecia: ela, por muitas vezes, pegava de surpresa, necessitando raciocínio e muita habilidade para ter êxito na finalização.

Outra curiosidade do game era que haviam atletas, diferenciados pela aparência, que possuíam "habilidades" particulares. Os de cabelos longos aplicavam joelhadas nas costas e chutes rasteiros, já os de cabelo curto usavam mais jogadas de corpo e às vezes apelavam para pontapés e cabeçadas.

Super Sidekicks 2 — Foto: Reprodução / YouTube Super Sidekicks 2 — Foto: Reprodução / YouTube

Super Sidekicks 2 — Foto: Reprodução / YouTube

Além disso, aqueles que recebessem faltas mais duras ganhavam o poder "Psyche Up". Ele deixava o atleta furioso, aumentando velocidade, poder de chute e intensidade para as jogadas de corpo.

Já os torneios eram separados por continentes. Cada um deles possuía as principais seleções da região, divididas por dificuldades. Por exemplo, países do continente africano e asiático tinham elencos mais francos, enquanto os da América do Sul e Europa eram os mais fortes. O nível de dificuldade também era ampliado a cada partida vencida, sendo necessário muito treino para conquistar a cobiçada taça.

Por que Super Sidekicks merecia um remake?

Em uma era que Fifa e PES dominam soberanos o gênero, Super Sidekicks poderia ser uma resposta para o público que busca uma jogabilidade diferenciada. Ao invés da procura inconstante pelo realismo, o game poderia continuar investindo em elementos fora do comum, que o fizeram tão popular na época.

Super Sidekicks foi sucesso nos fliperamas — Foto: Divulgação / SNK Super Sidekicks foi sucesso nos fliperamas — Foto: Divulgação / SNK

Super Sidekicks foi sucesso nos fliperamas — Foto: Divulgação / SNK

Seria divertido ver a evolução de algumas particularidade da franquia, como a visão de frente para o gol no momento do chute, ou as habilidades diferenciadas de cada jogador. Estas poderiam até mesmo serem ampliadas para um leque maior de características não só de dribles, mas também de jogadas mais duras.

Embora os fliperamas e suas máquinas sejam cada vez mais raros em países fora do continente, ainda sim uma versão mais atual de Super Sidekicks poderia ser uma aposta para agradar os fãs fiéis que até hoje não resistem a uma máquina.

Super Sidekicks 2 — Foto: Reprodução / YouTube Super Sidekicks 2 — Foto: Reprodução / YouTube

Super Sidekicks 2 — Foto: Reprodução / YouTube

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