Por Bruno Soares, para o TechTudo


A Apple atualizou suas regras para desenvolvedores na App Store após o lançamento global dos iPhones 8, 8 Plus e X. Entre as mudanças, está a exigência de que os aplicativos que forem utilizar reconhecimento facial como forma de autenticação desenvolvam métodos alternativos para usuários menores de 13 anos de idade, sugerindo, assim, que crianças não poderão aproveitar o Face ID.

Outro detalhe mostra que a fabricante deseja que o ARKit – sua nova empreitada na realidade aumentada – seja realmente interessante para os usuários. O documento deixa claro que os apps que forem utilizar a ferramenta deverão oferecer "experiências ricas e integradas de realidade virtual" e que não basta apenas adicionar um modelo em RA ou reproduzir uma animação.

Crianças não poderão utilizar o Face ID no iPhone X — Foto: Thássius Veloso/TechTudo Crianças não poderão utilizar o Face ID no iPhone X — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Crianças não poderão utilizar o Face ID no iPhone X — Foto: Thássius Veloso/TechTudo

Ainda de acordo com a empresa, esse aplicativos também devem contribuir para deixar a plataforma segura. Desse modo, está proibido usar os recursos de mapeamento facial para coletar informações que possam, no futuro, ser usadas para direcionamento propaganda, por exemplo. Também é necessário deixar bem claro que, ao baixar o programa, o usuário está permitindo a utilização do ARKit e o porquê do recurso ser necessário.

A Apple, que costuma enfatizar que os usuários de seus smartphones não precisam se preocupar com vírus, também se tornou mais exigente em relação aos aplicativos que oferecem o serviço de antivírus para o iPhone (iOS). Ao dizer que os desenvolvedores não devem adicionar aplicativos que não ofereçam, de fato, os serviços que vendem, a companhia dá como exemplo esse tipo de programa. "Se você é desonesto, não queremos fazer negócios com você", escreve, encerrando o parágrafo.

iPhone 8 e iPhone X: vídeo traz tudo sobre o lançamento da Apple

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As diretrizes da Apple impedem apps que violem os direitos humanos, como, por exemplo, conteúdo discriminatório contra religião, raça, orientação sexual, gênero ou origem étnica e até mesmo os que facilitem a exploração e o tráfico infantil, prevendo, nesse último caso, a possibilidade de acionar autoridades competentes.

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