Por Felipe Vinha, para o TechTudo


Dragon Ball FighterZ, desde seu anúncio, é um game que está gerando uma alta expectativa. Com o lançamento previsto para fevereiro de 2018 no PS4, Xbox One e PC, o jogo de luta tem produção do estúdio Arc System Works, o mesmo da série Guilty Gear, e utiliza personagens do desenho criado por Akira Toriyama. Em seu recente beta fechado promovido pela Bandai Namco, pudemos ter uma ideia ainda melhor da aventura e gameplay experimentando seu modo online – agora com novos personagens, como Piccolo, Kuririn e Androide 18. Saiba o que achamos até agora:

Escolhendo seu avatar

A primeira surpresa ao testar Dragon Ball FighterZ é ver que seu modo online possui um divertido “lobby” (uma espécie de sala virtual) onde passeamos com o pequeno avatar criado ao entrar no jogo. É preciso escolher um boneco que represente seu lutador, independentemente das habilidades em combate. Assim você interage pelo mapa, assistindo replays, lutas ou participando dos embates na grande arena central.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Outro ponto interessante é que não há uma tela tradicional de seleção de lutadores. Você deve escolher seu time previamente para, quando encontrar um adversário online, já ir direto para o combate. Não dá para saber se essa mecânica vai se manter na versão final, contudo, todo o esquema do lobby ficou muito bem montado e divertido e esperamos que boa parte se mantenha.

O poder dos Guerreiros Z

Você já deve ter lido nosso outro preview realizado durante a feira E3 2017, mas, se ainda não leu, saiba que Dragon Ball FighterZ é o jogo de luta que você sempre sonhava quando via o anime. Na verdade, Dragon Ball sempre foi bem servido em termos de games, mesmo nas fitas do Super Nintendo. O que acontece agora é que ele está em um nível completamente diferente e muito mais próximo da experiência de viver o desenho.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

O que mudou desde sua revelação para cá? Dragon Ball FighterZ é, atualmente, extremamente bem balanceado e divertido. Temos nossas dúvidas se a jogabilidade vai mudar muito até o lançamento final. O que vimos no beta, porém, é que o título continua ágil, com comandos precisos e lutas tão frenéticas que, vez ou outra, você vai ficar com uma grande expressão de surpresa no rosto, mesmo já tendo jogado por algumas horas.

Infelizmente, como a fase de testas era apenas online, não havia uma forma de pausar e verificar os comandos dos personagens, principalmente os mais novos adicionados na fase de testes. Por isso, foi difícil descobrir “na marra” e no meio das lutas o que eles faziam. Dragon Ball FighterZ pode ser aproveitado por todos, mas novatos no gênero talvez passem algum tipo de dificuldade, se o jogo não oferecer qualquer instrução de comandos ou dicas – algo que esperamos que ocorra na versão final.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Como em todo título de luta que se preze, os golpes especiais variam de personagem para personagem. Porém, há comandos específicos para trocar seu lutador no meio da luta - e não são fáceis de se descobrir. Além disso, um especial em Dragon Ball FighterZ pode consumir parte da sua barra de energia, mas outros exigem que o nível desta barra esteja em um número específico. Na base da tentativa e erro é possível se dar bem em alguns momentos, mas a experiência não foi das mais fáceis.

Na medida certa

Isso, porém, não é culpa do jogo. Ele ser um pouco mais complexo do que a maioria do gênero torna tudo mais divertido e possibilita inúmeras formas de se vencer. Tiveram momentos do beta em que vimos quatro especiais serem ativados, quase que ao mesmo tempo, durante a alternância de personagens. O efeito visual gerado frente aos jogadores é incrível e faz com que Dragon Ball FighterZ tenha potencial enorme para momentos verdadeiramente memoráveis.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Apesar de não ser sempre facilitado, Dragon Ball FighterZ tem comandos na medida certa. Há um botão simples de combo, seguindo exemplo do recente Marvel vs. Cacom Infinite, que rende bons resultados. É possível iniciar um combo no chão, levar o oponente ao ar, continuar com golpes normais e finalizar com um ataque especial, tudo isso combinando de forma simples – ainda que não seja tão fácil de aprender.

Sobre a jogabilidade, em resumo, a sensação é de “dever cumprido” sobre o que a Arc System Works fez com Dragon Ball. Se você jogou Guilty Gear ou BlazBlue sabe o que deve esperar por aqui. Estes títulos possuem uma ideia bem próxima do que Dragon Ball FighterZ é atualmente e o que ele vai ser em sua versão final.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Vale lembrar que, apesar de ser um game de luta bem tradicional, ele possui inúmeras possibilidades em termos de comandos. Há especiais que cancelam outros, golpes que chamam mais de um lutador por vez e até mesmo ataques comuns que repelem projéteis. Dragon Ball FighterZ te surpreende a cada novo lutador de uma forma muito positiva.

O melhor visual já visto

Não há palavras para descrever o que o visual de Dragon Ball FighterZ representa. As telas exibidas aqui, nesta prévia, foram cuidadosamente selecionadas para te dar a ideia exata do que esperar do jogo. Isso tudo já havia sido visto na apresentação oficial e nos testes feitos durante a E3, mas ter a possibilidade de avaliar na sua própria TV, no seu conforto, deixa tudo ainda mais interessante – pois assim é possível verificar os mínimos detalhes.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Estes detalhes estão lá! Expressões faciais dos personagens quando dão ou recebem golpes, frases específicas para cada situação, luzes dos golpes que refletem nos cenários e nas roupas. Tudo isso acompanhado de efeitos visuais deslumbrantes, capazes de arrancar suspiros nos fãs mais céticos. É incrível o que a Arc System Works fez neste sentido. Dependendo do momento, uma captura de tela de Dragon Ball FighterZ pode se passar tranquilamente por uma cena do anime original e confundir os mais incautos.

Tudo isso feito com extremo cuidado para representar bem o que Dragon Ball simboliza. A seleção inicial de personagens disponíveis neste beta também explica isso. Construir times com o Gohan criança, Androides 17 e 16, Trunks do futuro ou Goku e Vegeta, todos com seus visuais mais clássicos, deixam Dragon Ball FighterZ muito mais bonito do que ele já é.

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

Dragon Ball FighterZ: testamos o beta — Foto: Reprodução/Felipe Vinha

De fato, o game se faz pelo seu apelo nostálgico, mas também por sua extrema qualidade visual e de controles. Vale lembrar que muitos detalhes ainda serão revelados até o lançamento, como novos personagens. Recentemente a Bandai Namco confirmou a inclusão de Tenshinhan, Yamcha e a inédita Androide 21, que nunca apareceu na série. Todos serão jogáveis nos modos versus e online, o que nos deixa ainda mais ansiosos para seu lançamento.

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