Facebook começa testes de assinaturas pagas para sites de notícias

Iniciativa valoriza o conteúdo jornalístico de qualidade na plataforma.

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Por Gabriel Ribeiro, para o TechTudo

O Facebook vai dar mais um passo para a monetização de conteúdo na plataforma. A rede social confirmou o início de testes de assinatura para páginas de sites de notícias. Será aplicado o modelo paywall, que bloqueia o acesso a outras reportagens de forma gratuita. Para continuar lendo as matérias restritas pelo mecanismo e no formato Instant Article — direto no Facebook, sem abrir o site externo em um navegador — será preciso pagar uma taxa definida pelo jornal ou revista.

A iniciativa já tinha sido confirmada por Mark Zuckerberg em agosto e é um resultado do projeto Facebook para Jornalismo. A ideia é valorizar o trabalho jornalístico que é publicado em suas páginas, além de gerar receita para os veículos de comunicação e combater o "fake news".

Facebook quer valorizar conteúdo jornalístico na plataforma (Foto: Melissa Cruz/TecjTudo) Facebook quer valorizar conteúdo jornalístico na plataforma (Foto: Melissa Cruz/TecjTudo)

Facebook quer valorizar conteúdo jornalístico na plataforma (Foto: Melissa Cruz/TecjTudo)

Os testes vão começar inicialmente em parceria com um grupo de empresas parceiras nos Estados Unidos e na Europa.

  • Bild;
    The Boston Globe;
    The Economist, Hearst (The Houston Chronicle and The San Francisco Chronicle);
    La Repubblica;
    Le Parisien;
    Spiegel;
    The Telegraph;
    tronc (The Baltimore Sun, The Los Angeles Times, e The San Diego Union-Tribune);
    e The Washington Post.

Além disso, apenas leitores assinantes desses veículos que usam aparelhos com Android poderão participar dessa primeira fase. Neste primeiro momento, a rede social não conseguiu um acordo com a Apple.

O paywall é uma forma que os sites têm para conseguir alavancar as receitas e não depender exclusivamente da publicidade. Neste modelo, apenas os assinantes têm acesso a determinado tipo de conteúdo. Em alguns casos, o site oferece para os usuários não pagantes um número limitado de visitas. Após chegar a este limite, só é possível acessar as matérias pagando a assinatura mensal por valores bastante baixos.

O modelo do Facebook vai funcionar de duas formas. Na primeira, o usuário vai ter acesso a dez notícias de forma gratuita por mês antes de fazer a inscrição. Na outra, os editores vão escolher quais são as notícias com acesso liberado e quais apenas os assinantes podem acessar.

Toda a transação para concluir assinatura será feita no site do veículo de comunicação  (Foto: (Foto: Divulgação/Facebook)) Toda a transação para concluir assinatura será feita no site do veículo de comunicação  (Foto: (Foto: Divulgação/Facebook))

Toda a transação para concluir assinatura será feita no site do veículo de comunicação (Foto: (Foto: Divulgação/Facebook))

Todo processo de assinatura será gerenciado pelas empresas. Ao se deparar com o paywall, os usuários, se quiserem se inscrever, poderão clicar para concluir a assinatura direto no site do veículo de comunicação. Também haverá uma forma de autenticação no Instant Article para o assinante se identificar, fazer login e ter acesso aos links exclusivos.

Como Zuckerberg prometeu, toda a receita gerada ficará com as empresas. "Se as pessoas se inscreverem, após verem as notícias na rede social, todo o dinheiro irá para os autores, que trabalham duro para descobrir a verdade. O Facebook não ficará com uma parte", afirmou.

Em teoria, usuários do Brasil e de outros países que forem leitores do conteúdo desses veículos poderão testar o modelo paywall.

Impasse com a Apple

A receita gerada nesse processo será 100% direcionada às empresas de mídia quando o usuário consumir as notícias a partir de aparelhos com Android (ou, futuramente, pela Web). Entretanto, há um impasse entre o Facebook e a Apple. Isso porque, segundo o Recode, a empresa recebe até 30% de todas as assinaturas vendidas dentro de aplicativos para iOS feitos por terceiros. Porém, o atual método de inscrição do Facebook não permite isso. Enquanto as duas empresas não entram em acordo, o modelo de assinatura vai funcionar apenas para celulares Android.

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