Por Filipe Garrett, para o TechTudo

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OEM é uma sigla para "Original Equipment Manufacturer" que, em tradução livre, significa "Fabricante Original de Equipamento”. O termo é usado para designar fabricantes que montam e desenvolvem produtos para outras empresas, que os vendem com o seu próprio nome ou os adicionam aos seus próprios equipamentos.

Embora pareça confuso, o termo simplesmente se refere às versões de diversos produtos destinadas a fabricantes, e não diretamente ao consumidor final. Entenda melhor o que é OEM —no contexto de hardware e software —, as diferenças em relação a versão BOX (destinada ao consumo individual) e quais os riscos de comprar produtos com essa classificação de forma irregular.

Produtos OEM são comuns no mercado — Foto: Divulgação/Intel Produtos OEM são comuns no mercado — Foto: Divulgação/Intel

Produtos OEM são comuns no mercado — Foto: Divulgação/Intel

Uma versão OEM de um processador da Intel leva esse nome porque o produto foi fabricado para ser vendido e usado por grandes fabricantes — Dell, HP, Acer e etc — em seus produtos. A mesma coisa vale para o software: o Windows 10 Pro OEM, por exemplo, refere-se à uma licença do sistema operacional criada para ser repassada à fabricantes e vendida com um computador novo.

Na prática, em termos de qualidade e performance, produtos OEM não apresentam nenhuma diferença com relação aos seus equivalentes voltados para o consumidor comum. Entretanto, dadas particularidades de distribuição, é possível que produtos OEM tenham características e preços diferentes das versões normais.

Exemplo: processadores OEM costumam ser vendidos sem o cooler oficial da marca, seja Intel ou AMD, porque entende-se que o sistema de refrigeração a ser aplicado no processador será distribuído pelo fabricante do computador. Do outro lado, a versão BOX do mesmo processador é vendida numa caixinha e vai trazer o cooler da Intel ou AMD consigo, já que é destinada ao consumo individual em computadores genéricos.

Versões para o consumidor de processadores (e outros componentes) são vendidas com caixas, coolers, manuais e certificados — Foto: Isadora Díaz/TechTudo Versões para o consumidor de processadores (e outros componentes) são vendidas com caixas, coolers, manuais e certificados — Foto: Isadora Díaz/TechTudo

Versões para o consumidor de processadores (e outros componentes) são vendidas com caixas, coolers, manuais e certificados — Foto: Isadora Díaz/TechTudo

Outro exemplo é a versão OEM do Microsof Office, que não tem caixa: ela está embutida na imagem do sistema operacional instalado em computador novo que você retira da loja. O mesmo vale para um antivírus vendido com o PC.

Essas características contribuem para o fato de que, em geral, as versões OEM desses produtos sejam mais baratas que aquelas criadas para o mercado. Além disso, vale considerar a questão da escala: versões OEM são compradas em grandes quantidades pelos fabricantes, algo que acaba reduzindo o preço unitário desse tipo de produto.

Só Windows, Office e processadores?

Em geral, qualquer produto que possa ser vendido em massa para fabricantes tem versões OEM: SSDs, HDs, placas-mãe, gabinetes e até mesmo placas de vídeo contam com edições destinadas a fabricantes de computadores.

No caso do software, os produtos da Microsoft são mais evidentes dado o mercado negro que existe em torno das licenças OEM de Windows e pacote Office, vendidas de forma irregular a preços bem inferiores do que os valores normais das licenças para usuário final.

Existe um mercado negro em torno de licenças OEM de produtos como o Office — Foto: Reprodução/Filipe Garrett Existe um mercado negro em torno de licenças OEM de produtos como o Office — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

Existe um mercado negro em torno de licenças OEM de produtos como o Office — Foto: Reprodução/Filipe Garrett

Entretanto, distribuição irregular de cópias OEM não é algo exclusivo dos softwares da Microsoft: existem cópias para fabricantes de antivírus, aplicativos de edição de imagem e vídeo e etc.

Eu posso comprar produtos OEM?

A aquisição de uma chave de licença do Windows 10 na versão OEM, por exemplo, é tratada como irregular pela Microsoft. Como essa versão do Windows foi criada para venda com máquinas novas, a compra individual da licença OEM infringe os termos de uso e dá direito à Microsoft de não validar a cópia do sistema, mesmo que a licença seja original.

No caso do hardware, não há forma de controle que permita a fabricante policiar quem está usando peças OEM irregularmente. Esse detalhe, somado ao preço mais baixo e o fato de que um componente OEM terá a mesma performance do equivalente para o consumidor final, acaba encorajando muita gente a comprar hardwares em versões OEM para economizar.

Quais são os riscos de comprar e usar produtos OEM irregularmente?

Um processador OEM é vendido sem cooler e sem caixa, a preços em geral muito mais baixos. Esse fato pode incentivar comerciantes desonestos a venderem peças usadas e classificá-las como OEM. Como esse tipo de produto é vendido sem caixas e lacres, o consumidor acaba sem muitos recursos para investigar a origem do que comprou.

Outro fator de risco está no suporte e garantia: Intel e AMD, para ficar apenas nos processadores, não dão garantia de seus produtos OEM porque entendem que essa responsabilidade passa a ser do fabricante do PC: se você adquire um computador novo da HP e ocorre um problema no processador, é com a HP que você resolverá o seu problema, mesmo que a peça com defeito seja fabricada pela AMD. Comprar uma CPU OEM envolve, portanto, arcar com prejuízo, caso o componente apresente defeito.

No caso do software, há um mercado paralelo de venda de licenças OEM de produtos como Windows, Office, suíte Adobe, antivírus, softwares avançados de edição e etc. O risco em se adquirir software OEM de forma irregular está no fato de que o desenvolvedor pode desativar a sua licença.

Dúvidas sobre produtos OEM? Pergunte no Fórum do TechTudo.

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