Por Gabrielle Lancellotti, da redação

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Black Friday Brasil 2017: as melhores dicas Black Friday Brasil 2017: as melhores dicas

A Black Friday Brasil 2017, ação de vendas anual que acontece nesta sexta-feira (24), é uma oportunidade para comprar produtos em geral com descontos de até 80%. O período de euforia em vendas exige a atenção do consumidor para as lojas, virtuais ou físicas, que oferecem falsas ofertas. Ou seja, nas semanas anteriores ao evento, que já faz parte do calendário do varejo no país, alguns estabelecimentos sobem preços para, horas antes da ação, reduzi-los — simulando desconto. É importante também estar atento para não cair em golpes que roubam dados bancários, comuns nessa época.

Saiba como evitar a Black Fraude e fugir de lojas que oferecem ofertas falsas. Veja, também, como comprar com segurança e acompanhar a queda de preço de produtos com a ajuda de sites e plugins que exibem um histórico de valores das lojas mais famosas do Brasil, em geral, de até 30 dias antes do dia da consulta.

Como comprar com segurança

Black Friday: cinco dicas para comprar com segurança

Black Friday: cinco dicas para comprar com segurança

1. Onde não comprar

Antes de pesquisar boas ofertas, é importante saber em que lojas não comprar. O Procon-SP reúne em lista centenas de sites que você deve evitar ao fazer suas compras pela Internet durante a ação de vendas. Até então, constam 518 lojas virtuais na relação. Todas as mencionadas tiveram reclamações registradas na instituição, foram notificadas e não responderam ou não foram encontradas.

2. Selos de confiança

Por outro lado, programas como a Black Friday Legal guiam o consumidor para páginas de lojas que se comprometem em oferecer descontos reais. O carimbo, que identifica as lojas que pretendem seguir o Código de Ética da iniciativa, é oferecido pela Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-­e.net). Para conseguir o selo, as páginas passam por uma avaliação feita pela entidade.

Outra proposta similar é a Black Friday de Verdade, que faz com que lojas virtuais assinem um termo de compromisso no qual prometem ofertas autênticas.

3. Páginas e conexões seguras

Antes de fazer cadastros e inserir informações como dados de cartão de crédito, é importante verificar, na própria URL, se a página é segura. Ou seja, verifique se o endereço oferece conexão HTTPS — um protocolo de segurança sinalizado por um cadeado verde — que adiciona uma camada de proteção, encriptando a transmissão de dados entre o consumidor e o site de e-commerce visitado.

Outra indicação dada por especialistas em segurança é a de evitar redes Wi-Fi públicas (de shoppings, praças e pontos de acesso) e computadores compartilhados com desconhecidos. Dê preferência à conexões seguras e aparelhos de confiança para não colocar os seus dados em risco na Web.

4. Softwares atualizados

Para manter a segurança durante a navegação e o computador livre de malwares, é importante ter tando o sistema operacional (Windows ou macOS) atualizado, como o navegador de Internet e o programa antivírus com os updates em dia.

5. Fuja de golpes: desconfie de preços muito baixos

Segundo Jonathan Tessarolo, especialista em segurança da Trend Micro, os tipos de fraudes mais frequentes durante a Black Friday têm um aspecto em comum: todas são criadas com o objetivo de ter acesso à informações pessoais dos compradores, como CPF e dados de cartão de crédito, por exemplo.

O profissional destaca três técnicas entre as mais usadas por criminosos:

  • Malvertising: propagandas maliciosas que surgem enquanto a pessoa navega em sites e aplicativos, principalmente de e-commerce. Ao clicar nesses anúncios, que costumam exibir grandes descontos, o computador ou celular do usuário pode ser infectado por malwares que roubam dados.
  • Ransomware: tipo de vírus que bloqueia arquivos importantes do computador da vítima e pede um resgate em moedas digitais, como o Bitcoin. Tesarollo afirma que os fraudadores podem aproveitar a Black Friday para extorquir dinheiro diretamente do consumidor.
  • Phishing: um método de engenharia social que direciona o consumidor a fazer o download de conteúdo malicioso ou preencher formulários supostamente autênticos, fazendo com que o hacker tenha acesso aos dados confidenciais da vítima. Uma das técnicas mais comuns acontece por meio do envio de e-mails, redes sociais ou mensageiros. A mensagem costuma ter um link (encurtado) que leva o usuário para sites contaminados com malware.

Um exemplo desse tipo de golpe já chamou a atenção durante esta edição: um e-mail, em nome de uma grande loja de departamento, anuncia uma falsa promoção de uma Smart TV LED Ultra HD 4K de 60". Na mensagem, o produto é oferecido por R$ 1.099,00 — quando, na verdade, seu valor ultrapassa os R$ 4 mil. Ao tentar efetuar a compra, o internauta tem seus dados bancários roubados.

Falsa oferta de TV LED 60'' Ultra HD 4K da LG — Foto: Reprodução Falsa oferta de TV LED 60'' Ultra HD 4K da LG — Foto: Reprodução

Falsa oferta de TV LED 60'' Ultra HD 4K da LG — Foto: Reprodução

O especialista da Trend Micro ainda reforça a importância de manter o software de antivírus atualizado e ficar atento a links recebidos via:

Por fim, para quem faz suas compras pelo PC, uma dica valiosa é deixar o mouse em cima do link por alguns segundos para identificar se o endereço de referência (que aparece em ALT) é exatamente igual ao do site que você pretende visitar.

Reputação das lojas virtuais

Outra medida é conferir a reputação das lojas na Internet. Em sites como Reclame Aqui, você pode acompanhar queixas de outros usuários em tempo real para não ser surpreendido de forma negativa. Vale lembrar que há outras opções de sites na Internet com a mesma proposta, como o Reclamão e o Denuncio.

Além de pesquisar sobre o nome das varejistas, também é importante checar se o site da empresa oferece canais de serviço de atendimento ao consumidor (SAC). Em redes sociais como Facebook, Twitter e Instagram, a dica é observar se a página é verificada. Ou seja, se possui o selo com um sinal de "check" (✓) que identifica perfis oficiais de figuras públicas, marcas ou empresas.

Como comparar preços

Semanas anteriores ao evento, algumas lojas aumentam os preços dos produtos para, poucos dias antes da Black Friday, reduzi-los novamente, simulando uma oferta. Para fugir da "Black Fraude" de comprar pela "metade do dobro", você pode recorrer a sites e plugins que comparam preços e exibem um histórico que dedura a variação no custo dos seus itens de desejo. Alguns deles, são:

Mostra se a loja subiu preços antes da ação de vendas. Usando o plugin para Chrome ou os apps disponíveis para celulares com Android ou iPhone (iOS), você pode monitorar preços.

A extensão, com versões para Chrome e Firefox, ajuda a acompanhar a oscilação de valores e evita que você caia na armadilha de preços maquiados.

Baixou Agora — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo Baixou Agora — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo

Baixou Agora — Foto: Gabrielle Lancellotti/TechTudo

3. Buscapé:

Mais uma opção de serviço para comparar preços, que conta com versão web e apps para smartphones com Android e iPhone (iOS). Além de ofecer um histórico, é possível receber alertas quando determinado item estiver mais barato.

4. Zoom:

Permite comparar na mesma tela o histórico de valores, alerta de preços e opiniões de outros compradores. Vale lembrar que a plataforma tem uma página especial para a Black Friday na qual reúne as melhores ofertas.

5. Reduza:

Site e extensão para os navegadores Chrome e Firefox que, além de ajudar no monitoramento de preços, indica o percentual de redução no valor das mercadorias.

6. Cuponomia:

Serviço que alerta sobre cupons de desconto. A extensão para Chrome mostra, na parte superior do browser, as ofertas disponíveis em mais de 500 lojas virtuais do Brasil.

Existem outras alternativas de serviços, como o EconoVia, o Page Monitor, o Twenga e o Promobit Ofertas. Veja, também, dicas de como saber se uma loja é confiável.

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