Processadores de oitava geração da Intel terão RAM embutida; entenda

Intel promete novas CPUs para notebooks com gráficos poderosos e RAM incluída.

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Por Filipe Garrett, para o TechTudo

A Intel a e AMD surpreenderam com uma parceria que vai levar os processadores gráficos da AMD para dentro de novos processadores da Intel – voltados para notebooks e ultrafinos. Entre as informações divulgadas sobre os próximos componentes híbridos, que formarão a linha "H" de CPUs da fabricante, uma característica chama atenção: o uso de memória RAM HBM2 dedicada à GPU Radeon.

A união das duas marcas vai além de simplesmente remover uma Intel UHD Graphics e colocar uma Radeon em seu lugar. Os processadores prometem alta performance gráfica para jogos, edição de vídeo em alta resolução e até realidade virtual – tudo com baixo consumo de energia. Entenda, nas linhas a seguir, o que muda nos processadores de oitava geração da Intel com RAM embutida.

Mais do que uma simples troca de GPUs: novos processadores da Intel para notebooks terão especificações parrudas para jogos e realidade virtual (Foto: Divulgação/Intel) Mais do que uma simples troca de GPUs: novos processadores da Intel para notebooks terão especificações parrudas para jogos e realidade virtual (Foto: Divulgação/Intel)

Mais do que uma simples troca de GPUs: novos processadores da Intel para notebooks terão especificações parrudas para jogos e realidade virtual (Foto: Divulgação/Intel)

Em geral, processadores gráficos de notebooks usam um tipo de memória mais lenta, a DDR3 ou DDR4. Ambas não são muito indicadas para alta demanda de processamento de imagens. Para contornar esse problema, a Intel já confirmou que suas CPUs com tecnologia gráfica da AMD terão memória RAM HBM2.

Memória HBM2

Há poucas informações sobre as configurações que serão promovidas pela AMD para atender às expectativas da Intel em levar alta performance gráfica para notebooks ultrafinos. No entanto, a confirmação de que os processadores terão memória RAM tipo HBM2 é importante. Esse padrão de memória RAM está associado com alta performance gráfica e baixo consumo de energia, ou seja, dois pontos centrais na busca por hardware ideal para notebooks.

A memória HBM2 é superior, inclusive, ao GDDR5X usado pela Nvidia em suas placas top de linha, porque permite quantidades maiores de RAM num espaço físico reduzido. Além disso, o componente tende a proporcionar velocidades de operação e troca de dados muito mais alta.

A capacidade de trocar dados em alta velocidade é crucial para que o sistema funcione bem porque ela define o ritmo pelo qual tudo vai funcionar. Se o processador gráfico for de ótima qualidade e muito rápido, mas estiver operando com uma memória lenta, toda a vantagem da super GPU acaba sendo ineficaz. Com a lentidão, o componente funcionará em compasso de espera até que os dados cheguem da memória para o processamento.

Entra o EMIB

EMIB permite que todos os componentes da imagem à esquerda (RAM, GPU e processador) sejam reunidos num único pacote (direita) (Foto: Divulgação/Intel) EMIB permite que todos os componentes da imagem à esquerda (RAM, GPU e processador) sejam reunidos num único pacote (direita) (Foto: Divulgação/Intel)

EMIB permite que todos os componentes da imagem à esquerda (RAM, GPU e processador) sejam reunidos num único pacote (direita) (Foto: Divulgação/Intel)

Para que os componentes conversem, é preciso que exista um tipo de conexão entre eles, a fim de garantir alta largura de banda – assim, a informação percorre todo o sistema.

Para proporcionar essa ligação de alta velocidade, a Intel está desenvolvendo uma tecnologia chamada de EMIB. A EMIB é um tipo de conector que possibilita a criação de processadores com módulos diferentes, o que dá a eles a oportunidade de “conversarem” entre si em altas velocidades.

Além da velocidade, outro benefício da tecnologia é o seu alto grau de modularidade: um processador Core i7 aliado a uma GPU Radeon, por exemplo, terá acesso a memória extremamente rápida.

Economia de espaço e de energia

Intel pretende acabar com o cenário atual em que notebooks poderosos são enormes e pesados e em que laptops ultraportáteis acabam devendo muito em performance gráfica (Foto: Divulgação/Intel) Intel pretende acabar com o cenário atual em que notebooks poderosos são enormes e pesados e em que laptops ultraportáteis acabam devendo muito em performance gráfica (Foto: Divulgação/Intel)

Intel pretende acabar com o cenário atual em que notebooks poderosos são enormes e pesados e em que laptops ultraportáteis acabam devendo muito em performance gráfica (Foto: Divulgação/Intel)

O resultado é que fabricantes ganharão espaço para trabalhar em projetos mais leves, finos e compactos. O espaço que sobra poderá ser ocupado por sistemas de refrigeração melhores, mais bateria ou até HDs. Nas contas da Intel, a economia de espaço chega a 1.900 milímetros quadrados de área.

Em termos de energia, a empresa fala em consumo de eletricidade caindo pela metade. O mesmo ocorre com o uso de memória RAM. O HBM2 é mais econômico do que o GDDR5 e opera em curtas distâncias. Como a energia precisa percorrer um espaço menor para trafegar da GPU para a RAM, há menos perdas causadas pela resistência à passagem da corrente. Além de resultar em maior velocidade (como vimos anteriormente), essa característica oferece uma economia perceptível de energia.

Alta performance: games e realidade virtual

Segundo a Intel, a ideia é acabar com a divisão que existe entre portabilidade de um lado e alta performance de outro, quando o assunto é notebook. Os novos processadores com Radeon, HBM2 e EMIB terão capacidade de dar conta de jogos, edição de vídeo em alta resolução e até mesmo realidade virtual.

Via Intel

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